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Review Jump Force

Jump Force é um jogo de luta desenvolvido pela Spike Chunsoft e publicado pela Bandai Namco Entertainment que apresenta vários personagens de séries de mangá da Weekly Shonen Jump (uma revista japonesa publicada pela editora Shueisha, uma verdadeira best-selling). Entre os títulos mais famosos da revista estão: Dragon Ball, Naruto, Toriko, One Piece, Rurouni Kenshin, JoJo’s Bizarre Adventure, Shaman King, Hunter x Hunter, Yu-Gi-Oh, Yu Yu Hakusho, Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya), Bleach, Death Note, D. Gray-Man, Katekyou Hitman REBORN!, Gintama, Bakuman, Beelzebub, My Hero Academia, Black Clover. Lançado em 15 de fevereiro de 2019 para Microsoft Windows, PlayStation 4 e Xbox One, o jogo propunha uma reunião dos mais aclamados personagens da revista para celebrar o aniversário de 50 anos da companhia. Sua produtora, Spike Chunsoft, foi a criadora de jogos como inclusive o antecessor J-Stars Victory VS+, que também não era lá uma obra prima. Jump Force recebeu nota 58 no metacritic e foi alvo de muito descontentamento por parte dos fãs (e com razão), principalmente por causa de seu enredo fraco, jogabilidade genérica e as intermináveis telas de loading.

Entre erros e acertos, Jump Force mais incomoda do que diverte, e peca em diversos aspectos relacionados aos jogos de luta mais usuais. Entre todos os seus defeitos, o que quero discorrer hoje é talvez o mais fatal de todos: A história do jogo. Aqui temos uma leva de personagens dos mais queridos do mundo dos animes, entre eles os famosíssimos Son Goku, Naruto Uzumaki, Kakashi Hatake, Monkey D. Luffy, Light Yagami, Kenshin Himura, Seiya de Pégaso, entre outros. Todos eles tendo passado por suas publicações na revista japonesa, caíram na graça do povo e se tornaram muito conhecidos no ocidente, onde florescem fãs e mais fãs todos os dias.

E então vemos a seguinte questão: A história de Jump Force faz justiça aos amados enredos de seus mangás de origem? Não. O desenrolar do modo principal do jogo é simplesmente estúpido. Quando foram lançados os primeiros trailers do jogo e vi que Light Yagami, protagonista do mangá Death Note (que possui um anime de mesmo nome), participaria do jogo apenas como um recurso para a narrativa do modo história, eu enlouqueci. Como seria incrível uma história envolvendo alguém tão inteligente quanto o Light! Imediatamente um milhão de possibilidades se passaram em minha cabeça, e ficou o gostinho de que algo épico estava sendo preparado. E o que recebemos? Uma história comum, recheada de clichês nada criativos, com animações dignas de pena. Existe uma cena em específico que foi tão mal produzida que o personagem Freeza, vilão do mangá e anime Dragon Ball, voa com o corpo completamente estático! O “imperador do universo” parece estar sendo abduzido por alguma nave para se ter noção do nível das cutscenes (ou cinemática).

Os desenvolvedores não se deram o trabalho nem de dublar o jogo, para talvez assim compensar a falta de capricho no enredo principal. Os personagens amados dos mangás são tratados com descaso, com frases genéricas, reações fracas e absolutamente nenhum traço de suas marcantes personalidades. E para piorar, temos de vez em quando a sensação de que os únicos produtos relevantes que existem são One Piece, Naruto e Dragon Ball, ignorando completamente uma leva riquíssima de personagens de outros animes, como os guerreiros Shun e Hyoga, de Cavaleiros do Zodíaco, ou o lutador Sanosuke e o anti-herói Hajime Saitou, de Rurouni Kenshin.

Uma verdadeira decepção, o jogo não se sustenta, sendo divertido apenas para partidas de sofá em duelos com os amigos ou no modo online. O mesmo receberá seu primeiro DLC de conteúdo em maio deste ano, sendo o primeiro de nove DLCs de conteúdo, todos parte do “Character Pass” do game. Vamos torcer para que os personagens esquecidos pela desenvolvedora recebam seus merecidos lugares nesses packs de expansão.

Jump Force está disponível para Playstation 4, Xbox One e PC.

Prós
• Gráficos impressionantes
• Jogabilidade fluida
• Grande variedade de personagens

Contras
• Animações robóticas
• Fases repetitivas
• História fraca e sem graça
• Personagens com jogabilidade parecida