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Review Dragon Star Varnir (Switch) – Um divertido mundo das bruxas

Existem jogos que usam cinemáticas gigantes para contar partes da história, enquanto outros deixam isso por parte da imaginação do jogador. Dragon Star Varnir está nessa segunda categoria. Mas, isso não quer dizer que o game não seja divertido, e sim muito pelo contrário: o título da Idea Factory traz excelentes ideias e alguns clichês bem bacanas.

Desenvolvimento: IDEA FACTORY COMPILE HEART

Distribuição: Idea Factory

Jogadores: 1 (local)

Gênero: Aventura, Ação, RPG

Classificação: 12 anos

Português: Não

Plataformas: Switch, PS4, PC

Duração: 16 horas (campanha)/23 horas (100%) 

No mundo das bruxas

Imagem de Dragon Star Varnir
A arte de Dragon Star Varnir é muito bonita.

Na história, acompanhamos os passos de Zechy, um bravo guerreiro a serviço do rei que tem como função caçar as temidas bruxas. Porém, nem tudo sai do jeito como ele gostaria, e Zechy acaba tendo que encarar sozinho um enorme dragão. Depois de tomar uma pancada e apagar, o rapaz acha que sua vida está acabando. Contudo, a bruxa Minessa o salva, e pretende usá-lo para recuperar sua amiga Laponette, que está nas mãos dos soldados. 

Então, Minessa e Karikaro destroem o dragão e começam a usar magia de cura no pobre soldado, mas ela não funciona. Minessa então tem a brilhante ideia de dar sangue de dragão para Zechy, e para isso ela usa a boca como recipiente. Entretanto, além de curar nosso herói, ele acaba se tornando um bruxo, e assim começa o desenvolvimento de nossa aventura.

Tudo o que conhecemos sobre o mundo das bruxas nos é mostrado pelo ponto de vista de Zechy, enquanto ele faz vários paralelos com sua vida anterior. Aqui ficamos sabendo que um grande evento fez com que muitas bruxas fossem destruídas, do que elas se alimentam e o que as motiva. Apesar de cair em alguns clichês do JRPG, o desenvolvimento é bem divertido.

Uma espada e uma vassoura

imagem de uma das bruxas transformadas em Dragon Star Varnir.
Roupas parecem ser opcionais para as meninas…

Uma coisa que eu sinceramente não entendi foi o fato de a batalha acontecer no ar. Ou seja, as meninas montam em suas vassouras, enquanto Zechy monta em uma espada para lutar. O combate se dá em um campo dividido em três diferentes alturas: a inferior, a mediana e a superior. Os inimigos podem variar em cada uma das camadas e existem golpes que acertam em linha, na mesma altura, ou então de cima para baixo e vice-versa.

Dominar os quadrados de batalha de batalha é crucial, ainda mais para causar a maior quantidade de dano possível. Mas aqui não basta apenas sair arrebentando com os monstros e dragões, mas é necessário absorvê-los. Isso fará com que o personagem ganhe o seu núcleo, e possa usar pontos para liberar melhorias e golpes especiais. 

Durante o combate, é possível ativar golpes em conjunto quando exploramos as fraquezas dos adversários, e isso dá muito dano. Podemos ainda acompanhar quem fará a próxima ação de acordo com uma linha de ação, diria que vagamente similar a Octopath Traveler. Ainda durante a luta, os personagens podem se transformar. 

Se você já jogou Final Fantasy 9, o sistema lembra bastante o Trance, em que o personagem muda de roupa e fica muito mais forte. Para as meninas, a roupa parece diminuir muito, revelando bastante dos corpos delas. Se isso não for um problema para ti, perfeito.

Entre histórias e exploração

Imagem de Dragon Star Varnir
Muito da história é contada com cenas assim.

Como dito na introdução deste texto, o orçamento do jogo não é dos mais altos. Apesar de ser dublado e legendado em inglês, infelizmente ainda não há a opção em português, e toda a história é contada com imagens dos personagens olhando para o jogador e mexendo a boca. Eventualmente alguma cena aparece, mas na maioria das vezes é isso. 

Ainda assim, há como explorar as várias áreas presentes no game. Cada personagem possui uma habilidade especial, como fazer revelar pontes escondidas, cortar selos mágicos, voltar para o covil das bruxas e por aí vai. Além disso, é possível dar golpes nos monstros que ficam na tela, assim obter vantagem na hora do combate, e também quebrar itens nos cenários e obter materiais para desenvolver outros itens.

Particularmente, gostei bastante da forma como a exploração é feita, ainda mais por conta dos inimigos ficarem retornando com bastante frequência, ou seja, dá para subir muito nível. Além disso, os adversários e baús espalhados pelo mapa dão vários itens, então explorar é sempre uma boa opção. 

Bruxas e Dragões

Dragon Star Varnir é bastante divertido. Apesar da forma como a história é contada, com as imagens estáticas e só a boca que se mexe, seu combate empolgante faz compensar esse detalhe. Explorar os cenários também é bem legal e, mesmo jogando no Nintendo Switch, não senti nenhum tipo problema com os gráficos e com a música. Há sim um pequeno carregamento entre as cenas que é perceptível quando se está acostumado com o PlayStation 5 e o Xbox Series X, mas, fora isso, nada a comentar. Resumindo, se você gosta de menininhas fofinhas que podem explodir dragões imensos, dê uma chance para esse game

Cópia de Switch cedida pelos produtores

Revisão: Jason Ming Hong

Dragon Star Varnir

9

Nota final

9.0/10

Prós

  • Combate divertido
  • Arte muito bonita
  • Boa exploração de ambiente

Contras

  • Roupas exageradas quando as meninas se transformam