kill-la-kill-if-capa

Review Kill La Kill: IF – Dos “Narutos”, talvez o melhor

Kill La Kill: IF é baseado no anime de mesmo nome Kill La Kill, considerado por muitos um fan-service ao extremo por conter muitas garotas (e alguns rapazes) quase nuas com roupas apelativas que mostram quase tudo. Mas, felizmente, você que não assistiu ao anime também vai ser capaz de entender a trama através das cutscenes mesmo que superficialmente, as quais são apresentadas no modo história – muito bem feitas, por sinal. O jogo foi desenvolvido pela APLUS e publicado pela Arc System Works no PS4 e PC, já no Switch a responsável é a européia PQube.

Ano: 2019
Jogadores: 1-2 (local e online)
Gênero: Luta
Classificação indicativa:
18 anos
Português: Não
Plataformas: PC, PS4, Switch

A protagonista é dona de uma personalidade cheia de marra

Uma garota em busca de respostas

A história de Kill La Kill gira em torno de Matoi Ryuko, possuidora de uma metade de tesoura gigante que usa como arma, que está em busca do assassino de seu pai que aparentemente foi morto sem deixar muitas pistas. A garota traja uma misteriosa veste de marinheiro que ela chama de Senketsu e que se alimenta de seu sangue para oferecer seus poderes, além de se transformar em uma roupa cujo objetivo parece ser tentar mostrar os seios e a bunda da protagonista. Já Kiryuin Satsuki é a presidente do conselho da academia Honnouji e usa um traje especial que já concede seus poderes na batalha juntamente à sua espada recebida por herança. Ruyko entra na academia como uma estudante transferida e acaba por desafiar Satsuki a acusando de ter informações sobre quem matou seu pai. Os alunos em Honnouji são detentores de uniformes chamados Gokus (não, não é o Goku de Dragon Ball) com 1, 2 ou 3 estrelas, os quais possuem níveis diferentes de poderes de acordo com sua classificação. Também existem alguns personagens que conseguem se transformar a partir de seus trajes, ficando maiores e mais robustos. Entretanto, as cutscenes não explicam muito a fundo tudo isso, tive que assistir alguns episódios do anime para ficar mais familiarizado com a história de verdade. O jogo faz mais o trabalho de te dar uma base para entender o que está acontecendo, mas não se preocupa tanto em contar tudo com detalhes. Você pode também ler sobre a história, termos usados, personagens e muito mais dentro do glossário localizado dentro da galeria, mas nada tão divertido como ver tudo isso em formato de anime.

É tipo Naruto, só que mais ágil e frenético

O popular luta 3D formato arena

Podemos dizer que a série Naruto Ultimate Ninja Storm popularizou os jogos 3D de luta no formato arena. Kill La Kill claramente é inspirado no estilo de jogabilidade da franquia Storm, porém com aspectos que dão a identidade própria do jogo. Uma das principais características é você possuir 3 tipos de “golpes especiais”, e adicionalmente você faz o uso do sistema papel, tesoura e pedra através de um último golpe apertando L + R chamado Bloody Valor, que usa mecânicas de quick time event, te dá vantagens na luta e parece depender muito de sorte para você obter sucesso ou não. Outra diferença também é a habilidade de se aproximar rapidamente do inimigo apertando o botão de pulo duas vezes – você fica realmente cara a cara -, diferente de Naruto onde você às vezes não chega próximo ao outro dependendo de sua distância. Fora isso temos os ataques básicos de perto, à distância e os que quebram a defesa do seu adversário, e tudo encaixa muito bem quando você pega o jeito. Dominar o jogo também não é tão difícil, e logo é possível de se estar realizando combos de uma forma muito prazerosa com vontade de arriscar nos níveis mais altos de dificuldade. Você conta até o momento com 9 personagens para escolher (recentemente recebendo Mako Mankanshoku via DLC com o update 1.20 no Switch), todos tendo uma mesma base na forma de jogar, mas com leve variações no estilo. É aquele famoso joga de luta onde você sabendo jogar com um, saberá jogar com todos. Alguns até podem achar isso ruim, outros não. Depois do modo história, também existem os modos versus e o sobrevivência que fica dentro de Practice – onde você também pode jogar o tutorial. É possível jogar um multiplayer online (que precisa ser desbloqueado jogando o modo principal), mas não é comum ter pessoas jogando ou até mesmo alguém entrar em sua partida, até porque não existe crossplay entre suas versões de PC e PS4 e isso diminui bastante as chances de jogar com outras pessoas. Antes que eu me esqueça: no Switch dá para jogar com apenas dois joycons o modo versus, assim você não precisa comprar controles extras.

Visuais magníficos e um jogo de peso

Assim como em Dragon Ball FighterZ também desenvolvido pela Arc System, Kill La Kill: IF compartilha do mesmo estilo gráfico com belíssimos cel-shading, os quais aparentam muito que um anime está acontecendo na sua tela em vez de um jogo. No PC e no PS4 o jogo roda a 60fps/quadros por segundo, já no console da Nintendo os fps são travados em 30 tanto na dock (1080p) quanto no modo portátil (720p). Se você não se importa ou não é tão sensível para com garotas semi-nuas e extremamente sexualizadas sem um motivo plausível para serem assim, Kill la Kill: IF é um jogo e tanto que diverte do início ao fim, sem deixar o fator replay de lado com modos além da história principal – mesmo que tenha um multiplayer online praticamente morto. Também gostaria de desligar o narrador das lutas sem ter que tirar as vozes dos personagens ao mesmo tempo, porque depois de um tempo a voz irrita.

Prós

  • Jogabilidade de fácil domínio
  • Combates ágeis
  • Gráficos excelentes
  • Personagens únicos
  • DLC gratuito

Contras

  • História sem muitos detalhes
  • Narrador irritante

Este review foi feito usando uma cópia para Switch cedida com carinho pela PQube