Seven Pirates H Capa

Review Seven Pirates (Switch) – Um RPG sobre seios

Você já imaginou jogar algo com piratas seminuas em alto mar e mecânica de RPG baseada em turnos? Eu também não, mas decidi entrar nisso para ver se tem algo aqui que talvez me surpreenda – e surpreendeu – além ou apesar do fanservice.

Desenvolvimento: Compile Heart
Distribuição: eastasiasoft
Jogadores: 1 (local)
Gênero: RPG, Aventura
Classificação: 16 anos
Português: Não
Plataformas: Switch
Duração: 38,5 horas (campanha)/67 horas (100%)

Naufrágio e carícias

Parute
É assim que uma capitã de navio se veste, certo?

Seven Pirates H é um jogo que saiu originalmente na Ásia (Switch) e no PS Vita, e agora foi traduzido para o inglês para alcançar mais potenciais compradores. Aqui, você estará jogando principalmente com Parute, uma ex-capitã de um navio que acabou de naufragar no meio do mar. Depois de acordar sentindo uma estranha criatura acariciando seus seios, a garota se surpreende ao se encontrar em uma espécie de ilha no meio do nada. Agora, Parute deve encontrar uma maneira de voltar para casa, mas essa jornada não será tão fácil, e nem as masmorras a conduzirão pela mão.

A jogabilidade é centrada em turnos com alguns recursos que realmente me chamaram a atenção. A primeira coisa interessante é a capacidade de pular as introduções da batalha e ir direto para a ação. Outra é o fato de que os ataques normais são executados tão rapidamente que me dispensam de esperar alguns segundos para ver a respectiva cutscene do golpe, como acontece na maioria dos RPGs por turnos. Para resumir, as batalhas aqui podem levar apenas uma fração de tempo – ok, 5s ou mais -, o que é muito produtivo.

Subindo o level
Você também pode usar a tela de toque para mais “imersão”

Para subir de nível seus personagens, as coisas ficam um pouco picantes: você terá que tocar seus peitos aqui e ali e fazer alguns movimentos com eles, o que aprimora atributos específicos, como ataque, HP, entre outros, visualmente falando; então prepare-se para ver seios enormes saltando por todo o lugar enquanto corre em masmorras – haja coluna pra isso. Se você se ofender com esse tipo de conteúdo, aviso desde já: fique longe! As coisas aqui não ficam tão “melhores”.

Além do movimento principal, cada personagem é equipado com habilidades que consomem MP, que podem ser reabastecidas simplesmente realizando ataques comuns a cada turno. Ao contrário dos ataques principais, algumas habilidades podem demorar uma boa quantidade de segundos para serem visualizadas, o que acabou sendo uma dor de cabeça após a batalha em geral ser finalizada tão rapidamente.

Também há um golpe especial chamado Otto Cannon, que usa um minigame envolvendo os seios novamente e dispara uma explosão de sangramento de nariz contra seu oponente depois de ser carregado e usado.

Hora da exploração

Exploração montada
Bobby Kin serve de montaria

Quanto às masmorras, nelas podemos coletar material para cumprir e completar missões, lutar contra uma variedade de inimigos, explorar cada borda do mapa e passar por pontos de interação. Seguindo adiante, descobrimos uma nova habilidade de montar o Booby-Kin – o companheiro safadinho do início – e usá-lo como um cavalo-marinho – ou apenas uma montaria -, para viajar sobre lagos de um ponto a outro. Isso adiciona um pouco mais ao fator de exploração.

Nesses momentos, também podemos encontrar baús de tesouro contendo uma grande variedade de itens, que serão muito úteis em batalhas para reviver aliados nocauteados, restaurar o HP e a mana do grupo. Além disso, também devemos cumprir algumas missões secundárias para continuar na história principal, o que achei um pouco estranho, pois não tinha nenhum tipo de indicação para que isso fosse uma exigência. Normalmente, em jogos de RPG, missões secundárias são tratadas como o próprio nome indica: coisas para se fazer paralelamente.

Lutas com chefes
Lutas com chefes são desafiadoras

Finalmente, em termos de história, não há grandes cutscenes trabalhadas ou coisas assim. A conversa e coisas do gênero são feitas através de fundos estáticos com personagens 3D conversando na frente dele. Claro que isso foi feito dessa forma a cortar custos, o que diz muito sobre o orçamento desse jogo mais do que as próprias mecânicas principais.

Tudo se comporta de maneira decente – piada proposital -, mas é bastante perceptível o uso excessivo de certos tipos de inimigos e uma espécie de vazio em algumas masmorras, além de uma estrutura bem parecida entre uma missão e outra. Seven Pirates H me lembra o game design de RPGs mais simplistas da era PS2, o que não é necessariamente uma boa coisa, neste caso.

Um jogo cheio de fanservice, dor nas costas e alguns bons elementos de RPG

Seven Pirates traz muitos elementos de qualidade de vida, como a capacidade de ir direto ao ponto nas batalhas e um recurso de batalha automática, que acelera as coisas incrivelmente bem. Dito isto, as masmorras e as coisas relacionadas à exploração parecem um pouco sem brilho e repetitivas, e veremos monstros iguais várias vezes mesmo entre suas variações. Além disso, algumas missões secundárias são obrigatórias para prosseguir na história principal, e não consegui entender esse ponto. Não havia indicador algum para isso. Em suma, Seven Pirates é um RPG aceitável que poderia ter melhorado sua narrativa, e com isso quero dizer a forma como tudo é entregue ao jogador, pois deveria haver muito mais o que fazer além de brincar com os seios das garotas como fator principal. Fora isso, você estará fadado a explorar masmorras sem inspiração e lutar contra inimigos a torto e direito.

Cópia de Switch cedida pelos produtores

Seven Pirates H

5.5

Nota final

5.5/10

Prós

  • Alguns elementos de qualidade de vida
  • Gráficos decentes
  • Batalhas acontecem bem rapidamente
  • Save a qualquer momento
  • Cheats no menu principal

Contras

  • Alguns comandos funcionam melhor na tela de toque
  • Exploração fraca
  • Narrativa bem tosca
  • Minigame obrigatório pra subir de level
  • Hierarquia de missões confusa