Absolum é um beat ‘em up com estrutura roguelite que mistura combate em progressão lateral com escolhas de rota, upgrades e runs dinâmicas. O jogo aposta em repetição com variação, trazendo novas habilidades e caminhos a cada tentativa.A proposta gira em torno de combate fluido, progressão híbrida entre runs e melhorias permanentes, além de forte foco em cooperação e replayabilidade.
Desenvolvimento: Dotemu
Distribuição: Dotemu
Jogadores: 1-2 (local e online)
Gênero: Ação, Beat ‘em up, Roguelite
Classificação: 12 anos (Violência, Drogas Lícitas, Drogas)
Português: Sim
Plataformas: PC, PS5, Xbox Series X|S, Switch
Duração: 8 horas (campanha)/30+ horas (100%)
Um estilo visual simplesmente impecável

Absolum impressiona imediatamente pelo visual. A direção de arte é extremamente única, com um estilo que parece ter saído direto de uma graphic novel de altíssima qualidade. Animações também são lindíssimas e de tirar o chapéu.
Tudo é muito bem construído. Personagens, cenários e efeitos se encaixam perfeitamente, criando um dos visuais mais marcantes dentro do gênero — e até além dele. Acredito que este seja um dos mais belos games que já tive o prazer de jogar.
Combate e progressão que mantêm cada run interessante

O combate é direto, ágil, responsivo e funciona muito bem dentro da proposta beat ‘em up. É incrível o quão rápido podemos atacar e desviar de golpes rapidamente, sendo isso um ponto positivo muito forte aqui: agilidade.
As habilidades adquiridas ao longo das runs ajudam a variar a experiência. Mesmo sendo temporárias, essas habilidades tornam cada tentativa única. O sistema roguelite aqui funciona de forma natural e bem integrada.
Cooperação e experiência solo que funciona bem

O modo cooperativo é um dos grandes destaques. Jogar com outra pessoa é fluido, sem fricções e extremamente divertido. Existem personagens desbloqueáveis que só acrescentam às opções existentes, e isso é muito empolgante ao longo da partida.
Ademais, a possibilidade de reviver o parceiro durante a partida reforça a dinâmica de equipe. Isso mantém o ritmo e evita frustrações desnecessárias, dando sentido real ao modo cooperativo: é pra isso que jogo em conjunto!

Mesmo jogando sozinho, o jogo não perde força. Os companheiros que podem ser recrutados ao longo das fases ajudam bastante, desde que você pague uma quantia. Esses aliados funcionam muito como suporte e complementam o combate e tornam a experiência solo mais equilibrada.
Estrutura que incentiva exploração e progresso

Absolum oferece caminhos alternativos em determinadas áreas. Isso incentiva a exploração e adiciona variedade entre as runs. Além disso, upgrades permanentes no hub garantem progressão contínua. Sempre há algo sendo conquistado, mesmo após falhas, e isso não é frustrante aqui.
É difícil apontar falhas claras. O jogo executa muito bem tudo o que se propõe, sem grandes problemas técnicos ou de design, como fps que cai em certas zonas para 30 (rodando a 60 fps na maior parte do tempo). A única ressalva fica mais como desejo do que como crítica: mais personagens jogáveis e expansões futuras seriam bem-vindos para ampliar ainda mais o conteúdo.
Um dos beat ‘em ups mais bem executados dos últimos tempos
Absolum entrega uma experiência extremamente sólida, com visual impressionante, co-op bem implementado e um loop roguelite que funciona de verdade com várias opções de customização para a quantidade de dano recebida e desferida. Esse é um daqueles casos raros em que praticamente não há falhas relevantes. O game se destaca com facilidade dentro do gênero e estabelece um padrão alto de qualidade e é super recomendado por mim.
Cópia de Xbox Series X|S cedida pelos produtores




