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Review Grid Autosport

Lançado pela Codemasters em 24 de junho de 2014, e agora disponível também para Nintendo Switch, GRID Autosport é um jogo de corrida com elementos de simulação lançado originalmente para PC, PS3 e Xbox 360. Com nota 7,5 nas reviews mundiais, o jogo decepcionou alguns fãs em sua época de lançamento, e após quase 5 anos no mercado, faremos a análise desse que podemos dizer que sim: é um bom jogo.

GRID Autosport conta com um modo no qual o jogador precisa convencer que é um piloto virtual de verdade, com tudo o que é capaz de fazer. Somente assim, participando corridas em diversos modos diferentes e correndo em nome de várias equipes, o jogador pode chegar ao seu objetivo no jogo, que é ganhar o Campeonato GRID. Depois de muitas horas no volante ou no controle (no caso, a versão analisada foi a do Xbox 360), o jogador precisa participar de corridas em cinco modalidades diferentes, cada uma com sua característica e tipo de carro específico. Listando os modos de corrida, temos:

Touring

É o sistema de competições de carros de turismo, estilo Stock Car, Nascar, ou mesmo Supercars. Nessa modalidade, o jogador deve se mostrar um pouco mais agressivo que o normal, já que a grande maioria dos carros têm potência parecida, necessitando de um pouco de agressividade e arrojo para se sagrar vencedor. A quantidade de colisões desse tipo de corrida é bem elevada, sendo que a taxa de acidentes no meio da pista é bem grande, o que exige o jogador estar atento o tempo todo.

Open wheel

Essa é minha categoria favorita e é conhecida por muitos como carros de monoposto ou de fórmulas. São corridas de alta velocidade, imitando a GP3, Formula 2 e Formula Indy. E justamente por esse tipo de corrida ter carros que são extremamente frágeis a colisões, é necessário uma pilotagem exemplar por parte do jogador: sem toques e sem cometer erros. Por isso, é preciso bastante treino e muito cuidado e atenção durante a competição para chegar ao lugar mais alto do pódio.

Endurance

É uma corrida de resistência sempre disputada no período noturno. Aqui, você deve preservar o seu carro, incluindo os pneus, que desgastam conforme a corrida vai sendo disputada. É preciso não forçar muito o carro, tendo cuidado para evitar as colisões e preservar também o motor. As competições geralmente acontecem em circuitos fechados e não são mensurados em voltas, mas sim em um período de 8 minutos. Quem terminar esse tempo na frente é o vencedor.

Tuner

É a modalidade de carros tunados em competições de velocidade ou de habilidade no volante. Aqui, existem dois tipos diferentes de competição: por tempo, em que você deve fazer a melhor volta para garantir o primeiro lugar, e as competições de drift. Na segunda competição, você compete em um pequeno circuito, com curvas bem fechadas para você derrapar. A cada derrapagem bem sucedida e prolongada, você acumula pontos. Quem tiver mais pontos, leva a vitória.

Street

Em outras palavras, são as corridas com carros de rua ao redor do mundo. Todos os circuitos são inspirados em locais existentes no mundo real e como o próprio nome já diz, são todas corridas organizadas em grandes ruas ao redor do globo. Aqui, o jogador pode se preparar para demonstrar velocidade e agressividade, para tentar garantir o primeiro lugar. É basicamente o modo mais arcade do jogo.

Um jogo de nicho para amantes de corrida

Contando com 28 circuitos, sendo a maioria deles inspirados em autódromos existentes no mundo real, GRID Autosport é recomendado apenas para fãs da franquia e jogadores que buscam jogos de corrida que mesclam elementos de simulação e arcade. A depender da dificuldade que o jogador programar na sua jogatina, o sistema fica mais ou menos arcade, o que é vantajoso, pois pode vir a atender uma maior quantidade de pessoas, mas mesmo assim, apenas para jogadores que tem alguma experiência em jogos de corrida.

Desse modo, o jogo é agradável e faz com que os jogadores que queiram liberar as conquistas gastem horas e horas jogando ele. Eu particularmente desisti de fazer os 100%, mas vou garantir de fazer todos os troféus offline, que não são difíceis, mas exigem tempo.
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Prós
• Boa jogabilidade
• Gráficos decentes
• Existe diferença real entre os sons dos motores
• Cada carro guiado se comporta de maneira diferente dos de outra categoria

Contras
• Repetitivo demais para quem deseja coletar todas as conquistas
• A inteligência artificial poderia ser mais elaborada
• Depois de dominar a mecânica do jogo, ele não apresenta mais grandes desafios, apenas se aumentar a dificuldade
• Não é possível customizar seu capacete nem o carro

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Review Jump Force

Jump Force é um jogo de luta desenvolvido pela Spike Chunsoft e publicado pela Bandai Namco Entertainment que apresenta vários personagens de séries de mangá da Weekly Shonen Jump (uma revista japonesa publicada pela editora Shueisha, uma verdadeira best-selling). Entre os títulos mais famosos da revista estão: Dragon Ball, Naruto, Toriko, One Piece, Rurouni Kenshin, JoJo’s Bizarre Adventure, Shaman King, Hunter x Hunter, Yu-Gi-Oh, Yu Yu Hakusho, Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya), Bleach, Death Note, D. Gray-Man, Katekyou Hitman REBORN!, Gintama, Bakuman, Beelzebub, My Hero Academia, Black Clover. Lançado em 15 de fevereiro de 2019 para Microsoft Windows, PlayStation 4 e Xbox One, o jogo propunha uma reunião dos mais aclamados personagens da revista para celebrar o aniversário de 50 anos da companhia. Sua produtora, Spike Chunsoft, foi a criadora de jogos como inclusive o antecessor J-Stars Victory VS+, que também não era lá uma obra prima. Jump Force recebeu nota 58 no metacritic e foi alvo de muito descontentamento por parte dos fãs (e com razão), principalmente por causa de seu enredo fraco, jogabilidade genérica e as intermináveis telas de loading.

Entre erros e acertos, Jump Force mais incomoda do que diverte, e peca em diversos aspectos relacionados aos jogos de luta mais usuais. Entre todos os seus defeitos, o que quero discorrer hoje é talvez o mais fatal de todos: A história do jogo. Aqui temos uma leva de personagens dos mais queridos do mundo dos animes, entre eles os famosíssimos Son Goku, Naruto Uzumaki, Kakashi Hatake, Monkey D. Luffy, Light Yagami, Kenshin Himura, Seiya de Pégaso, entre outros. Todos eles tendo passado por suas publicações na revista japonesa, caíram na graça do povo e se tornaram muito conhecidos no ocidente, onde florescem fãs e mais fãs todos os dias.

E então vemos a seguinte questão: A história de Jump Force faz justiça aos amados enredos de seus mangás de origem? Não. O desenrolar do modo principal do jogo é simplesmente estúpido. Quando foram lançados os primeiros trailers do jogo e vi que Light Yagami, protagonista do mangá Death Note (que possui um anime de mesmo nome), participaria do jogo apenas como um recurso para a narrativa do modo história, eu enlouqueci. Como seria incrível uma história envolvendo alguém tão inteligente quanto o Light! Imediatamente um milhão de possibilidades se passaram em minha cabeça, e ficou o gostinho de que algo épico estava sendo preparado. E o que recebemos? Uma história comum, recheada de clichês nada criativos, com animações dignas de pena. Existe uma cena em específico que foi tão mal produzida que o personagem Freeza, vilão do mangá e anime Dragon Ball, voa com o corpo completamente estático! O “imperador do universo” parece estar sendo abduzido por alguma nave para se ter noção do nível das cutscenes (ou cinemática).

Os desenvolvedores não se deram o trabalho nem de dublar o jogo, para talvez assim compensar a falta de capricho no enredo principal. Os personagens amados dos mangás são tratados com descaso, com frases genéricas, reações fracas e absolutamente nenhum traço de suas marcantes personalidades. E para piorar, temos de vez em quando a sensação de que os únicos produtos relevantes que existem são One Piece, Naruto e Dragon Ball, ignorando completamente uma leva riquíssima de personagens de outros animes, como os guerreiros Shun e Hyoga, de Cavaleiros do Zodíaco, ou o lutador Sanosuke e o anti-herói Hajime Saitou, de Rurouni Kenshin.

Uma verdadeira decepção, o jogo não se sustenta, sendo divertido apenas para partidas de sofá em duelos com os amigos ou no modo online. O mesmo receberá seu primeiro DLC de conteúdo em maio deste ano, sendo o primeiro de nove DLCs de conteúdo, todos parte do “Character Pass” do game. Vamos torcer para que os personagens esquecidos pela desenvolvedora recebam seus merecidos lugares nesses packs de expansão.

Jump Force está disponível para Playstation 4, Xbox One e PC.

Prós
• Gráficos impressionantes
• Jogabilidade fluida
• Grande variedade de personagens

Contras
• Animações robóticas
• Fases repetitivas
• História fraca e sem graça
• Personagens com jogabilidade parecida