Rune Factory: Guardians of Azuma é a mais nova entrada numa franquia que já virou um clássico, mas que se reinventa com a adição de novos sistemas a cada nova iteração. Dessa vez, você toma o papel do Dançarino da Terra para restaurar vilas após o desaparecimento dos deuses, batalhando, plantando, forjando e fazendo outras dezenas de atividades. Uma premissa que é interessante para abrir um título que eu poderia simplesmente descrever como: fofo.
Desenvolvimento: Marvelous
Distribuição: Marvelous (XSEED)
Jogadores: 1 (local)
Gênero: RPG, Aventura, Ação
Classificação: 14 anos (linguagem imprópria, violência, drogas lícitas)
Português: Não
Plataforma: Xbox Series X|S, PS5, PC, Switch, Switch 2
Duração: 59 horas (campanha)/87 horas (100%)
Explore as quatro estações

As primeiras impressões nesse jogo são de um típico jogo de fazenda. Suas primeiras tarefas são limpar o templo e conversar com as pessoas, mas o padrão aqui muda porque quanto mais se vai a fundo, mais localidades aparecem, junto com mais cidadãos para gerenciar, orçamentos e aventuras para seguir. Um dos segredos aqui está na gameplay, pois suas ações são rápidas, fazendo com que mesmo parar para pegar um matinho ou cortar uma árvore não seja chato. E acumular materiais é a alma do negócio aqui, já que tudo é um ingrediente para algum outro material que irá gerar uma receita, um sistema complexo e recompensador que me fez ser um acumulador ainda maior no título.

Há dois tipos de cidadãos nos seus vilarejos, os que trabalham no campo e lojas e que precisam ser gerenciados para poderem gerar itens e dinheiro para manter seu assentamento e os que são mais relevantes para a história e seu personagem. Esse segundo grupo são os que acompanham você em suas aventuras e que tem quests pessoais que são reveladas quanto mais passam tempo com você, seja durante o combate ou durante pequenas atividades que podem fazer parte da sua rotina. Essa parte de gerenciamento de relacionamentos é um jogo à parte e que se desenvolve muito bem, os personagens são legais e tem um ótimo desenrolar.
Batalhe ao lado dos seus cidadãos
O sistema de níveis e habilidades tenta ter uma certa profundidade, mas é bem direto no fim das contas. Há coisas cativantes como pontos de experiência exclusivos para certos aspectos do jogo, como minerar ou confronto, que são ganhos fazendo essas atividades, moldando assim seu personagem de acordo com o que você quer focar mais. Por outro lado, as árvores de habilidade são simples e não constroem personagens particularmente únicos.

Já o combate, apesar de simples, é bem eficaz e traz certos desafios no começo, apesar disso não há tanta profundidade a longo prazo. Chefes que antes pareciam mais difíceis se tornam mais fáceis assim que você aprende a dar esquivas mais precisas e combos mais efetivos. Dito isso, a exploração que se dá durante as sessões de ação são recompensadoras e instigantes.

O modo de construção das vilas é um dos aspectos mais interessantes. Dentro de cada centro urbano, é possível construir em uma ou mais áreas pré-definidas, sendo permitido colocar casas e áreas de fazenda e deixar sua criatividade reinar. Uma das vantagens da versão de Switch 2 é a possibilidade de usar o modo mouse do Joy-Con e tratar a construção quase como um SimCity, posicionando-os com precisão.
Um título agradável e confortável
No fim das contas, Rune Factory: Guardians of Azuma se torna uma ótima opção para quem quer um “cozy game” que também oferece alguma complexidade a mais, seja na administração de seus centros ou durante os trechos de exploração desse vasto mundo que precisa ser reconstruído.
Cópia de Switch 2 cedida pelos produtores
Revisão: Júlio Pinheiro




