Blades of Fire é um jogo de ação com elementos de RPG que mistura combate técnico com um sistema profundo de crafting de armas, em um mundo com exploração vertical e estrutura quase de metroidvania. A proposta gira em torno de aprender com os inimigos, criar armas específicas para cada situação e avançar em mapas complexos e interconectados.
Desenvolvimento: MercurySteam
Distribuição: 505 Games
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação, RPG
Classificação: 16 anos (violência extrema)
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, PS5, Xbox Series X|S
Duração: 25 horas (campanha)/50 horas (100%)
Um combate desafiador com identidade soulslike

Blades of Fire tem um gameplay que chama atenção logo de cara. A base é claramente inspirada em soulslikes, com combate mais cadenciado, leitura de inimigos e foco em precisão.
O jogo é desafiador de verdade, e isso funciona muito bem. Existe uma sensação constante de aprendizado e domínio, que torna a experiência recompensadora para quem insiste e busca melhorar.
Visualmente, o jogo também impressiona. O tema e os ambientes são muito bem trabalhados, e o level design, quando funciona, cria cenários bonitos e marcantes.
Crafting profundo, mas mal resolvido

O sistema de crafting é uma das ideias centrais do jogo. Criar armas com diferentes materiais, ajustar atributos como penetração, alcance e durabilidade traz uma camada estratégica interessante.
No entanto, a execução é problemática.
O sistema de forja é extremamente engessado e pouco intuitivo. Em vez de expandir a liberdade do jogador, ele cria barreiras desnecessárias e torna o processo mais cansativo do que recompensador.
Além disso, a gestão de recursos é confusa. O jogo informa quais materiais são comuns em cada área, mas não permite marcar onde encontrá-los. Isso força soluções indiretas, como reciclar armas antigas para obter recursos, o que entra em conflito com a proposta de experimentação.
Exploração que constantemente trava o progresso

A exploração é onde o jogo mais tropeça. Os mapas são verticais e complexos, mas o suporte ao jogador é insuficiente. O sistema de mapa é fraco, e o level design frequentemente confunde em vez de guiar.
Há inconsistência na forma como o jogo comunica progresso. Em alguns momentos, ele destaca claramente o caminho. Em outros, simplesmente abandona o jogador, criando situações onde avançar depende de tentativa e erro. Isso gera frustração constante e quebra o ritmo da experiência.
Problemas técnicos que impactam a experiência

Além dos problemas de design, há questões técnicas relevantes. No Xbox Series S, o jogo apresenta um comportamento estranho de performance, com fps instável, ghosting visível e input delay. É como se você estivesse jogando um filme que roda a, naturalmente, 24 fps.
O maior problema é que tudo isso deixa os controles pesados e prejudica diretamente o combate, que depende de precisão. Mesmo com bons visuais e uma base técnica sólida em outras plataformas, essa inconsistência pesa na experiência geral.
Ambição alta, execução inconsistente
Blades of Fire é um jogo ambicioso, com ideias muito boas em combate, desafio e construção de mundo. O gameplay tem identidade forte, o nível de dificuldade engaja e o visual impressiona. No entanto, sistemas pouco intuitivos, exploração frustrante e problemas técnicos impedem que o jogo alcance seu potencial. O resultado é uma experiência interessante, mas inconsistente e difícil de recomendar sem ressalvas.
Cópia de Xbox cedida pelos produtores




