O momento atual da indústria dos games está repleto de bons remasters, e, nessa toada, temos Anima Gate of Memories: I & II Remaster. O game consegue misturar combate em tempo real, resolução de quebra-cabeças e plataformas. Contudo, será que isso ficou bom?
Desenvolvimento: Anima Project
Distribuição: Anima Project
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Aventura, Ação
Classificação: 12 anos (linguagem imprópria, violência)
Português: Não
Plataformas: PS5, PC, Xbox Series X|S, Switch 2
Duração: Sem registros
Um remaster

Uma coisa que me chamou bastante a atenção em Anima Gate of Memories: I & II Remaster foram os cenários, tanto no primeiro quanto no segundo jogo. Alguns são bastante simplórios, enquanto outros são muito bonitos. Os games misturam grandes corredores com áreas para serem exploradas. No geral, no quesito gráfico, o trabalho nesse remaster ficou ótimo.
O game transita bem entre a exploração por corredores e momentos em plataformas, seja para alcançar um item essencial para a sequência da aventura, seja para encontrar uma arma que aumente nosso poder. Mas confesso que, em alguns momentos, fiquei extremamente frustrado quando errei determinados pulos e precisei começar tudo de novo — entretanto, foi mais erro da minha parte do que do jogo.

Agora, o que realmente apresenta desafios são os quebra-cabeças. Variando desde acertar ou ativar determinados botões até andar pelo caminho adequado para alcançar o outro lado. Preciso dizer também que alguns me deixaram um pouco frustrado também, mas depois que passava, era só alegria.
Enquanto isso, durante o combate, uma coisa que incomodou imensamente foi o fato de praticamente qualquer projétil arremessado pelos adversários fazer nosso protagonista cair. Ou seja, se quiser usar magia ou tentar chegar perto do inimigo, é preciso usar a esquiva.
No geral, cada protagonista se controla de forma diferente, com pesos distintos e magias que se adequam melhor ao estilo de jogabilidade de cada um. Além disso, há uma miríade de golpes que podem ser aprendidos no decorrer da aventura, e todos eles possuem seu próprio tempo, deixando assim várias escolhas possíveis para os jogadores.
Um mundo de guerras

O mundo de Anima se chama Gaia e é baseado em um jogo de RPG de mesa chamado de Anima: Beyond Fantasy, nascido na Espanha. Os dois títulos presentes nessa coletânea e remaster apresentam, basicamente, a mesma narrativa, mas em vistos de pontos de vista diferentes.
No primeiro game, podemos alternar entre The Bearer of Calamities, uma mulher sem memórias que busca saber mais sobre seu passado, e Ergo Mundus, preso em um livro. O protagonista do segundo título é o The Nameless.
Ainda assim, creio que o ideal é desfrutar da aventura conforme o lançamento, principalmente devido a certos acontecimentos que ocorrem enquanto estamos no controle do The Nameless. Diria que é complicado comentar alguma coisa sem jorrar spoilers, mas saiba que, várias vezes, vamos visitar o mesmo cenário, ou algo muito similar, em ambos os títulos. Por fim, a maneira escolhida para contar a história é boa; apesar de ser um tanto simplista, funciona muito bem.
O mundo de Anima
No geral, Anima Gate of Memories: I & II Remaster é uma remasterização bastante competente. A movimentação é bastante fluida, e os momentos de plataforma são muito bem feitos. O combate é extremamente divertido, e as batalhas contra os chefões são bem divertidas e bem elaboradas. Alguns dos cenários são muito bonitos, e a dublagem, em inglês, é muito bem feita também. Contudo, a falta de legendas em português pode ser um problema e afastar potenciais jogadores. Ainda assim, recomendo imensamente o game aos apreciadores do gênero.
Cópia de PS5 cedida pelos produtores
Revisão: Julio Pinheiro




