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Review Elden Ring Nightreign – The Forsaken Hollows DLC (Xbox Series X) – Uma expansão nada atrativa

Assim como o novo mapa, que desempenha um papel central, The Forsaken Hollows, expansão de Elden Ring Nightreign, transita entre momentos brilhantes e tropeços evidentes. As adições mais inspiradas convivem lado a lado com falhas difíceis de ignorar, resultando em uma experiência curiosa e inevitavelmente divisiva para um jogo que já nasceu marcado por contrastes.

Desenvolvimento: FromSoftware

Distribuição: Bandai Namco Entertainment 

Jogadores: 1-3 (online)

Gênero: Ação, Aventura

Classificação: 16 anos (violência)

Português: Legendas e interface 

Plataforma: Xbox Series X|S, PS5 e PC

Duração: 10 horas (campanha)

Um pouco alto

O jogador está em uma área alagada em meio a ruinas, enquanto outros dois jogadores está se distanciando.
O novo mapa é bem dinâmico

Nos últimos meses, a comunidade de Nightreign não se cansou de pedir novidades, com uma pressão grande por classes inéditas, armas diferentes e chefes capazes de marcar época. A expansão The Forsaken Hollows chega tentando dar conta desse clamor, mas o resultado é desigual. A classe Estudioso, por exemplo, cumpre o papel de suporte, fortalecendo aliados e enfraquecendo inimigos com suas habilidades. Funciona, claro, mas não empolga. É útil, mas a classe soa burocrática, como se tivesse sido colocada no jogo apenas para preencher uma lacuna.

A Sepultadora, por outro lado, é quase o oposto: direto, brutal, sem rodeios. Focada em combate corpo a corpo, ela traz habilidades úteis, rápidas e devastadoras, que ganham ainda mais impacto quando combinado com a skill passiva, capaz de liberar usos extras de Maldição em certas circunstâncias. É o tipo de classe que não só chama atenção, mas também muda a forma como você encara as batalhas.

O jogador derrotou o chefe Monarca Executado
Algumas lutas podem ser bastante difíceis

No fim, a sensação é clara: a Sepultadora rouba a cena e se torna o verdadeiro destaque da DLC, enquanto o Estudioso fica relegado ao papel de coadjuvante. Essa disparidade escancara a dificuldade dos desenvolvedores em equilibrar inovação com consistência, um problema recorrente em Nightreign. A expansão entrega algo que vale a pena experimentar, mas também reforça a impressão de que nem todas as decisões de design foram pensadas com o mesmo cuidado.

O novo conteúdo realmente tenta impressionar, trazendo dois chefes Nightlord de peso: Equilibradoras e o Lorde da Escória. Ambos são confrontos intensos e bem construídos, daqueles que fazem você segurar firme o controle e sentir cada golpe como se fosse um trovão. Além deles, a expansão ainda adiciona quatro novos chefes distribuídos entre o Dia 1 e o Dia 2, ampliando o leque de desafios.

O jogador está diante do chefe Equilibradoras. Um grupo de guerreiras com armaduras.
A luta contra as Equilibradoras é muito linda de se ver

Entre essas batalhas, os que mais chamam atenção é o cavaleiro Artorias turbinado, quase uma versão em esteroides do clássico personagem, e um Mohg ainda mais cruel e exigente, que parece ter sido desenhado para testar os limites da paciência e da habilidade dos jogadores. São encontros que brilham e elevam o nível da experiência, ajudando a justificar boa parte da empolgação em torno do DLC.

Mas aí vem a ironia: por mais que essas adições sejam bem-vindas e tragam frescor ao jogo, fica difícil ignorar o tempo de espera. Mais de seis meses para receber esse conteúdo faz a comunidade se perguntar se a FromSoftware não poderia ter sido mais ágil ou transparente. É como se o banquete tivesse sido servido tarde demais, saboroso, sim, mas com aquele gosto de demora que não sai da boca.

A beleza vista de cima

O jogador está diante de um chefe muito poderoso: o Príncipe Demônio.
É muito importante que todos os jogadores saibam o que estão fazendo

The Forsaken Hollows surge como um território imenso e cheio de mistério, um sopro de novidade para quem já conhece Limveld de olhos fechados. A estética é um choque imediato, com tons frios e etéreos que dominam o cenário, enquanto a verticalidade exagerada dá a sensação de estar escalando um pesadelo sem fim. Para muitos jogadores, é um alívio bem-vindo e uma oportunidade de se perder em um mapa que exige atenção e recompensa a curiosidade. As torres, em especial, viram ponto de encontro para quem busca armas de alto nível já no segundo dia, transformando a exploração em uma caçada valiosa.

Mas nem tudo é encantamento. O tamanho colossal cobra seu preço, porque chegar até os chefes do fim do dia pode ser uma maratona frustrante se você estiver preso na periferia. Pior ainda, a verticalidade que impressiona também se torna inimiga e basta um passo em falso e lá vai você despencando para a morte. Com o tempo, o labirinto gelado se torna mais familiar, mas a curva de aprendizado é dura. Para quem joga sozinho, a experiência pode ser quase cruel: alguns chefes espalhados pelo mapa são praticamente impossíveis de derrotar dentro do tempo, reforçando a sensação de que o design favorece grupos e deixa o jogador solo à margem.

No fim, o novo mapa se torna um paradoxo: ele é, ao mesmo tempo fascinante e frustrante, sendo um território que brilha pela atmosfera única, mas que também escancara decisões de design que testam a paciência tanto quanto a habilidade. É um lugar que pede coragem, persistência e, acima de tudo, companhia.

Um conteúdo pago com cara de gratuito

Elden Ring Nightreign já conquistou um núcleo fiel de fãs, e a expansão The Forsaken Hollows chega como uma recompensa aguardada – apesar de ter um preço pouco interessante e que inevitavelmente levanta sobrancelhas. É conteúdo que pode reacender o interesse de parte da comunidade, mesmo que apenas por um tempo limitado. O novo mapa e os Nightlords carregam aquela assinatura de qualidade da FromSoftware, com desafios bem construídos e atmosfera densa, enquanto os chefes diurnos funcionam como um sopro de ar fresco para jogadores que já estavam cansados da rotina.

Por outro lado, as novas classes não conseguem causar o mesmo impacto. São funcionais, mas não trazem nada que realmente mude a dinâmica ou surpreenda. O resultado é uma expansão que injeta certo frescor em Nightreign, mas que também deixa uma sensação incômoda: será que esse conteúdo não poderia ter sido oferecido gratuitamente ao longo dos últimos seis meses? A impressão é de que, apesar dos acertos, há uma oportunidade perdida em termos de timing e generosidade com a base de jogadores.

Cópia de Xbox cedida pelos produtores

Revisão: Júlio Pinheiro

Elden Ring Nightreign - The Forsaken Hollows

7.5

Nota Final

7.5/10

Prós

  • Novas classes
  • Novos chefes
  • Novo mapa

Contras

  • Quantidade de conteúdo novo
  • Inviável jogar sozinho
  • Novo mapa pode frustrar as vezes