Os Melhores jogos de 2025 para a equipe do Jogando Casualmente capa

Os melhores jogos de 2025

Final Fantasy Tactics: The Ivalice Chronicles, LEGO Party!, e Avatar: From the Ashes (Jason)

Final Fantasy Tactics: The Ivalice Chronicles

Final Fantasy Tactics The Ivalice Chronicles

Final Fantasy Tactics: The Ivalice Chronicles é um daqueles jogos que nunca tive a chance de jogar quando criança porque não entendia inglês nem japonês. Infelizmente, isso ainda representa um desafio para quem não entende nada além do português, já que a Square Enix não relançou o jogo com suporte ao nosso idioma. Apesar disso, agora consigo entender e mergulhar na história do jogo, que se revela bastante política e densa. Geralmente não me interesso muito por esse tipo de trama. Mesmo assim, Ivalice Chronicles definitivamente consegue cativar os jogadores com suas cenas de corte encantadoras e emoções que os prendem do início ao fim.

Em termos da remasterização em si, os novos gráficos e a resolução estão muito melhores, o que é ainda mais apreciado com a adição da velocidade de jogo 2x — algo muito necessário em jogos táticos atualmente. A mecânica de classes é um extra que aumenta imensamente a diversão, permitindo que você experimente várias builds e brinque com estratégias baseadas no seu elenco de personagens. As músicas também são um elemento perfeito para o tom e a proposta do jogo, assim como seu estilo chibi, que continua encantador até hoje. No fim, o pacote completo faz deste clássico uma lenda que resiste ao teste do tempo.

LEGO Party!

LEGO Party!

LEGO Party! foi talvez a maior surpresa em termos de lançamentos de jogos do ano passado. Com clara inspiração na série Mario Party, LEGO Party é um jogo incrível que captura perfeitamente o tom humorístico da franquia, aliado à jogabilidade viciante de Mario Party. Alguns podem considerá-lo um clone descarado, mas, depois de jogar os tabuleiros e minigames, posso afirmar que ambos têm peculiaridades próprias que eu não vi nos jogos da Nintendo.

Em termos de conteúdo, você não encontrará nada parecido em nenhum outro lugar. Minifiguras podem ser adquiridas conforme você avança em qualquer modo de jogo e ganha moeda virtual, o que também abre novos horizontes de personalização. Cada nova peça de minifigura pode ser montada em outra, expandindo as possibilidades de criar sua própria minifigura personalizada. Resumindo, LEGO Party não é apenas um clone de Mario Party, mas sim uma versão própria da franquia mencionada, com diversos recursos exclusivos da LEGO que vão te fazer sorrir.

Avatar: From the Ashes

Avatar: From the Ashes

Quem diria que eu gostaria tanto de um Ubisoft: The Game e o incluiria na lista de melhores do ano. Ok, tecnicamente é um DLC e não o lançamento de um jogo completo, mas achei justo adicioná-lo à lista mesmo assim. O jogo me surpreendeu porque foi a primeira vez que joguei algo baseado no universo de Avatar, de James Cameron. Lembro-me da era PS3, quando lançaram o primeiro Avatar por lá, e, na minha memória, parecia tão mais realista do que o jogo aqui em questão. Me enganei! Nunca vi algo tão fiel ao filme graficamente falando.

No quesito jogabilidade, é um Ubisoft: The Game, como costumam brincar por aí. Você explora o mapa, aniquila inimigos, coleta itens e faz missões. Mas a grande tacada aqui, acredito eu, são as habilidades que tornam as coisas mais dinâmicas e mais divertidas de se utilizar pra explorar este mundo. É uma pena que não fizeram o modo co-op pro DLC assim como existe no jogo base, então ficou devendo apeans nisso. Em geral, fica essa minha recomendação pra quem ama o universo Avatar.

Monster Hunter Wilds, Tormented Souls 2, e Final Fantasy VII Rebirth (Julio)

Monster Hunter Wilds

Monster Hunter Wilds

Monster Hunter Wilds é, sem dúvidas, um grande marco para a Capcom, tanto positivamente quanto negativamente. O jogo quebrou recordes e chegou fazendo muito sucesso, refinando ainda mais a fórmula da franquia, ao mesmo tempo em que também foi lançado com um desempenho pavoroso em todas as plataformas, uma monetização desnecessária e uma campanha bastante linear – que, embora traga uma história até interessante, desenvolvendo melhor o universo da série, faz com que o RPG só engrene de fato depois de muito tempo de gameplay.

Mesmo com seus problemas, o título continuou com sucesso o legado da franquia focada em caçar monstros em equipe com uma jogabilidade tão excelente quanto excêntrica, mas, dessa vez, de uma maneira um pouco mais acelerada e, consequentemente, menos maçante e frustrante, em mapas muito dinâmicos. O título segue uma abordagem de serviço e vem, em quase todos os meses, ganhando novas atualizações de conteúdo e até algumas atualizações exclusivas para PC, dedicadas a melhorar a otimização na plataforma, valendo muito a pena entrar numa nova jornada nessa série.

Tormented Souls 2

Tormented Souls 2

O primeiro jogo da franquia Tormented Souls saiu em 2021 e surpreendeu praticamente toda a comunidade de survival horror com sua qualidade, prestando uma grande reverência aos principais clássicos do gênero com um cuidado meticuloso. A sequência finalmente foi lançada quatro anos depois, seguindo a mesma fórmula, mas com valores de produção visivelmente maiores, que resultaram em uma experiência espetacular e expansiva que elevou a franquia para um outro patamar.

Tormented Souls 2 tem uma boa história e uma construção de mundo verdadeiramente sensacional, com uma gameplay bastante aprimorada em relação ao primeiro título da série – ainda que não haja um bom equilíbrio entre dificuldade, a quantidade de quebra-cabeças e as dicas dadas para resolvê-los. Num ano relativamente parado para os fãs de jogos de terror, com poucos jogos importantes, os novos pesadelos de Caroline Walker definitivamente merecem muita atenção.

Final Fantasy VII Rebirth 

Final Fantasy VII Rebirth

Final Fantasy VII Rebirth é, de longe, o melhor jogo da franquia principal da Square Enix em muitos, muitos anos — e olha que FFXVI é um jogo incrível. O RPG saiu inicialmente em 2024, com exclusividade para o PlayStation 5, e só chegou aos jogadores de PC em janeiro de 2025, trazendo uma experiência sensacional. A primeira parte do remake focou apenas nos eventos de Midgar, mas essa sequência já se dedicou em apresentar um universo mais expandido, num mundo aberto totalmente deslumbrante.

Foram mais de 115 horas de jogatina e todas elas foram espetaculares, principalmente porque o jogo tem uma progressão narrativa mais tranquila do que a primeira parte do remake, com um desenvolvimento excelente para todos os personagens da trama. E, junto a isso, um sistema de combate mais refinado e com espaço para mais possibilidades nas batalhas e interações com a party, em adição a uma infinidade de minigames, como corridas de chocobos ou até mesmo um card game, por exemplo. É um título imperdível, principalmente porque mostra um respeito meticuloso pelos desenvolvedores pelo legado de Final Fantasy VII como um todo para o mundo dos jogos.

Kingdom Come: Deliverance II, Monster Hunter Wilds e Battlefield 6 (Douglas)

Kingdom Come: Deliverance II

Kingdom Come Deliverance II

Pra mim, esse aqui é o verdadeiro jogo do ano de 2025. Ele consegue ser excelente onde mais importa: história e jogabilidade andando de mãos dadas, com aquele realismo que te lembra, a cada tropeço, que você não é o cavaleiro lendário da profecia, mas apenas um sujeito comum tentando sobreviver. E eu adoro isso: começar sendo um completo ninguém (a ponto de tomar coro por besteira) faz cada pequena vitória parecer grande, e o jogo confia no jogador o suficiente pra não mastigar tudo.

E, tecnicamente, é um absurdo de bonito. A ambientação medieval é tão bem construída que dá pra sentir a poeira da estrada e o peso do mundo em volta, e a trilha ajuda a vender essa imersão o tempo inteiro. Não é à toa que muita crítica tratou o jogo como evolução direta do primeiro em praticamente tudo (polimento, escala, escrita e apresentação). Se você curte RPG com consequência, é o pacote mais completo do ano.

Monster Hunter Wilds

Monster Hunter Wilds

O Monster Hunter Wilds foi uma grata surpresa de 2025, e ele me entregou exatamente o que eu esperava da franquia: monstros desafiadores, lutas que exigem atenção e uma jogabilidade digna do Monster Hunter Worlds. Acho que todos que conversei também trataram o jogo como uma evolução natural da fórmula, e isso foi justificado até pela boa nota no Metacritic, o que bate com essa sensação de que, quando funciona, ele é Monster Hunter no auge.

A cereja do bolo pra mim foi o crossplay. Eu finalmente consegui jogar com meus amigos do PS5 sem precisar repetir o que fiz num passado recente, comprando um console só pra acompanhar a galera no Iceborne. Infelizmente, não consigo fingir que a parte técnica não incomodou, dado que era quase impossível jogar nos primeiros testes beta. Posteriormente, a própria Capcom precisou reconhecer problemas e anunciar correções/otimizações ao longo do tempo. Isto dito, o jogo ainda conseguiu reservar um espaço especial no meu coração.

Battlefield 6

Battlefield 6

Battlefield 6 foi, honestamente, o que eu esperava da série faz tempo: uma volta aos bons e velhos tempos no que realmente define Battlefield — caos em larga escala, infantaria e veículos coexistindo de um jeito harmonioso e aquela sensação de partida imprevisível que rende história pra contar depois (já tive partida de ganhar por 1 ticket a 0!). O jogo é, praticamente, um sucessor espiritual de Battlefield 4, o que para os fãs é um afago muito bem-vindo.

Ele não é perfeito (a campanha, por exemplo, deixa um pouco a desejar), mas no multiplayer ele recupera o que a galera sentia falta e ainda adiciona melhorias que fazem diferença no dia a dia. No fim, é o Battlefield que eu queria jogar há anos, com menos firulas, mais fundamentos e com aquele tempero moderno que não atrapalha o prato principal.

Death Stranding 2: On the Beach, Clair Obscur: Expedition 33 e Hades II (Marcelo)

Death Stranding 2: On the Beach

Death Stranding 2

Joguei e curti Death Stranding já no seu lançamento, em 2019. Sendo desde criança um fã de Metal Gear Solid, não poderia deixar de conferir a nova empreitada de seu criador. Death Stranding 2: On the Beach é uma continuação natural, trazendo melhorias, corrigindo problemas e levando o enredo adiante. Controlamos Sam Porter alguns meses depois do final do primeiro jogo, e temos basicamente o mesmo objetivo: conectar partes do mundo por meio de entregas.

A jogabilidade é essencialmente a mesma, mas tudo é ainda mais refinado. O combate, que me incomodou um pouco no original, melhorou bastante. O mundo aberto é muito bem desenhado e prazeroso de ser explorado, com diversas ferramentas para você fazer isso da forma que mais lhe agradar. Há muito conteúdo opcional, mas para quem tem um senso de completude, vai ser difícil resistir a não construir todas as estradas, pelo menos. E, claro, o game entrega qualidade técnica e artística de altíssimo nível.

Clair Obscur: Expedition 33

Clair Obscur Expedition 33

Clair Obscur: Expedition 33 foi um dos grandes destaques do ano na mídia especializada, e com razão. O RPG traz uma qualidade altíssima em praticamente todos os aspectos: jogabilidade, enredo, gráficos, trilha sonora. Dessa forma, os desenvolvedores chegaram a um jogo incrível de se jogar, ver e ouvir. Para quem cresceu com os clássicos desse gênero, acompanhar a história da expedição e enfrentar inimigos no excelente sistema de batalha foi uma experiência divertidíssima.

Observando com algum distanciamento do lançamento, é possível ver melhor que nem tudo é perfeito. Acho que o maior defeito ainda é o level design, pois, apesar dos cenários serem lindos, andar por eles é pouco instigante, além de você poder ficar perdido por causa da ausência de mapas. De qualquer forma, Clair Obscur é um grande RPG que merece ser jogado por todos os fãs de videogames – ainda que não inove tanto quanto possa parecer e nem tenha “revivido” o gênero, como tanto se fala por aí.

Hades II

Hades II

Não sou exatamente um grande fã de roguelikes, mas tenho algumas exceções. Uma das primeiras delas foi Hades, jogo de ação lançado há alguns anos, no qual você é Zagreus, filho do deus do título do game, que deve ser derrotado. Gostei bastante do jogo, ainda que tenha achado o desafio um pouco exagerado. Ao final de 2025, Hades II foi lançado, dando sequência à história e com jogabilidade semelhante. Mas, enquanto eu apenas gostei de Hades, em Hades II eu encontrei um vício difícil de controlar, só largando quando vi os créditos subirem — mas ainda sigo jogando depois disso.

Você controla Melínoe, irmã de Zagreus, em uma jornada por dois ambientes em busca de matar o deus Cronos. Há uma variedade enorme de armas, habilidades e equipamentos, o que implica em que nenhuma tentativa seja igual a outra. O combate é dinâmico e viciante, fazendo com que você queira sempre jogar mais uma antes de dormir, seja para experimentar uma nova build ou apenas chegar um pouco mais longe. Tudo isso com uma arte incrível, todos os elementos de qualidade de vida possíveis e uma ótima escrita e narrativa.

Kingdom Come: Deliverance II, ARC Raiders, e The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered (Diego)

Kingdom Come: Deliverance II

Kingdom Come Deliverance II

Eu gostei muito de como a história do Henry evoluiu nesta sequência, deixando de ser apenas uma busca pessoal por vingança para se transformar em uma trama política épica e muito mais grandiosa. Senti que o personagem está bem mais maduro e pronto para os desafios da Boêmia, e explorar a cidade de Kuttenberg foi uma experiência incrível, pois a narrativa me manteve totalmente investido em cada detalhe do contexto social e histórico que o jogo apresenta.

Outro fator que me conquistou foi a qualidade técnica e a imersão que o jogo entrega, sendo um verdadeiro banquete visual com uma direção de arte impecável. A trilha sonora e a fidelidade histórica criam uma atmosfera quase palpável, onde cada escolha parece recompensadora. Para mim, o jogo conseguiu honrar o legado do original enquanto expandiu os horizontes, tornando a exploração e o combate muito mais refinados e envolventes.

ARC Raiders

Arc Raiders

O que mais me cativou em ARC Raiders foi a tensão constante proporcionada pelo loop de risco e recompensa. Adorei como o jogo utiliza o cenário pós-apocalíptico para criar uma atmosfera imersiva, onde cada incursão à superfície para coletar suprimentos parece uma verdadeira luta pela sobrevivência. A adrenalina de enfrentar máquinas mortais, sabendo que qualquer erro pode custar todo o meu progresso, torna as vitórias extremamente recompensadoras e cria histórias memoráveis, especialmente quando jogo em equipe para superar os desafios mais intensos.

Além da jogabilidade viciante, fiquei impressionado com o cuidado técnico do jogo, que oferece um verdadeiro espetáculo visual e sonoro. A direção de arte consegue equilibrar a beleza de cenários devastados com o design intimidador das máquinas, enquanto o design de som atua como um elemento crucial da experiência, me deixando sempre em alerta com cada ruído metálico. Para mim, ARC Raiders é um jogo com alma, que pune severamente, mas compensa com uma imersão profunda e momentos de brilho puro que poucos shooters de extração conseguem entregar.

The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered

Oblivion Remastered

Jogar The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered foi uma experiência incrível que uniu a nostalgia de um dos meus RPGs favoritos com o poder técnico da nova geração. O que mais me encantou foi ver Cyrodiil revitalizada: as florestas vibrantes, o brilho da Cidade Imperial e os céus dramáticos dos planos de Oblivion agora possuem uma nitidez e uma iluminação que trazem uma vida nova ao mundo. Ver os personagens e criaturas com modelos detalhados, sem perder aquela essência clássica que tornou o jogo original tão especial, transformou a exploração em algo fresco e visualmente deslumbrante.

Além do upgrade gráfico, o que me prendeu de novo foi a profundidade narrativa e o refinamento das mecânicas de RPG que o remaster preservou e poliu. Relembrar a excelência das missões da Irmandade Sombria e da Guilda dos Ladrões com um desempenho fluido e tempos de carregamento quase inexistentes foi um prazer absoluto. Senti que essa versão corrigiu as arestas técnicas do passado, permitindo que eu focasse totalmente na liberdade de escolhas e no sistema de magias, consolidando para mim que, mesmo após tantos anos, a alma e a escrita de Oblivion continuam sendo um patamar difícil de alcançar no gênero.

Clair Obscur: Expedition 33, Octopath Traveler 0, Ys Memoire: The Oath in Felghana (Ailton Bueno)

Clair Obscur: Expedition 33

Clair Obscur Expedition 33

Uma das maiores surpresas dos últimos anos. Não, o jogo não reinventou o gênero, mas fez uma coisa que muitos jogos não fazem atualmente: tratou o jogador como um ser humano pensante, e não um idiota apertando botões. A história é o ponto alto da aventura, e os grandes acontecimentos que ocorrem no decorrer da jornada são marcantes. O ponto de virada é excelente, e eu diria que é um tanto quanto imprevisível. Digo isso, pois evitei todo e qualquer trailer antes do lançamento do game.

A trilha sonora é de altíssimo nível e vai ser lembrada por um bom tempo. Os gráficos são ótimos, ainda mais se levarmos em consideração que não é um jogo com um investimento imenso. Expedition 33 é divertido e mereceu ganhar o jogo do ano de 2025. Sem mais. Agora vamos ver uma chuva de outros jogos copiando o seu estilo, e se bem feito, pode ser excelente para o nosso amado gênero. 

Octopath Traveler 0

Octopath Traveler 0

Quando fiquei sabendo desse lançamento, confesso que torci o nariz. Ele usa muito do conteúdo que foi lançado em Octopath Traveler: Champions of the Continent, mas com algum conteúdo novo para entreter os jogadores. Por esse motivo, há, de verdade, muita coisa para fazer e explorar. Mas há um pequeno porém: só quem jogou o primeiro título da franquia aproveitará totalmente a aventura, e isso também se deve ao fato de os 8 personagens estarem disponíveis para serem alocados na equipe, além de muitos outros.

Dito isso, a história é excelente. É tudo muito bem amarrado, do começo ao fim, e aprofunda imensamente muitos dos pontos que só foram arranhados anteriormente. Aqui, somente o protagonista pode mudar de classe, enquanto os outros podem somente equipar algumas das muitas habilidades disponíveis. Os desenvolvedores dizem que são pelo menos 100 horas de conteúdo na história principal, e eles estão certos. Recomendo imensamente para os fãs da franquia, e aqui pode ser uma excelente porta de entrada para todos.

Ys Memoire: The Oath in Felghana

Ys Memoire

Ys é um dos meus jogos favoritos da vida. Eu amo o Adol e tudo o que ele representa. Em Ys Memoire: The Oath in Felghana, Adol está com 19 anos, e essa é a sua quarta aventura, mas é o terceiro livro escrito por ele, meio confuso, não? Costumo brincar que considero o Adol a pequena engrenagem que move o mundo, já que, onde quer que chegue, acontece algo extremamente fantástico. E aqui não é diferente.

Nosso herói descobre que a ilha de Felghana está passando por uma grande crise, e cabe a ele dar um fim ao mal que assola os moradores locais. Para quem não conhece a franquia Ys, ela é, na verdade, uma das precursoras dos jogos de RPG de ação e já possui mais de 10 jogos lançados, entre lançamentos, remakes e remasters. A trilha sonora é um dos pontos mais altos dos jogos da Nihom Falcom, e recomendo demais qualquer título do seu catálogo. Se você procura ação, quebra-cabeças e uma grande aventura, Ys Memoire: The Oath in Felghana é o jogo perfeito.

Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2, Marvel’s Spider-Man 2, The Last of Us Part 2 Remastered (Duan)

Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2

Mario Galaxy + Mario Galaxy II

Não há uma ordem entre os meus melhores jogos do ano, mas escolho começar pela duologia do Mario Galaxy por serem jogos que eu já não esperava ver remasterizados para o Nintendo Switch 1 nesta altura do campeonato. E não foi apenas isso: os dois títulos chegaram em uma coletânea com uma boa remasterização e traduzidos para o nosso idioma.

É incrível como os jogos parecem não ter envelhecido em nada, tanto em seu design artístico quanto em sua jogabilidade criativa com o uso do sensor de movimento. Ambos são uma aula de como inovar em games de plataforma 3D, algo que considero que, até hoje, nenhum jogo conseguiu igualar em termos de criatividade.

Marvel’s Spider-Man 2

Marvel's Spider-Man 2

A segunda aventura numerada do Peter Parker pela Insomniac chegou ao PC com pouco tempo de diferença e mostrou que, mesmo jogando seguro em muitas questões, conseguiu expandir a gameplay do antecessor de forma satisfatória. É o tipo de jogo que faz você admirar cada detalhe e sentir que está sendo recompensado por jogá-lo.

Vilões como Kraven e Venom têm seus momentos altos na campanha, assim como nossos homens-aranha Peter e Miles, e a história cresce de forma alucinante. Outro ponto positivo é a ampliação das possibilidades de combate e de locomoção entre os prédios, agora com o uso da asa-planadora. Spider-Man 2 não é perfeito, mas é improvável que você não fique boquiaberto em vários momentos da experiência.

The Last of Us Part 2 Remastered

TloU Part II Remasterered

Outro lançamento para PC que me deixou viciado foi a continuação de The Last of Us, em que lidamos com uma perda imensurável que culmina em um ciclo de vingança, aumentando a tensão a cada capítulo, a cada nova perda. Não é um jogo que faz você se sentir feliz, mas sim uma experiência que prende e faz questionar constantemente as decisões dos personagens e suas consequências.

Além das melhorias técnicas, este remaster trouxe bônus muito bem-vindos, como a possibilidade de jogar fases excluídas da versão final e um adicional que me fez voltar a reunir amigos e resgatar o famoso “morreu, passa o controle”: o modo roguelike Sem Volta. Nele, é possível jogar com até 12 personagens diferentes, desbloquear skins, habilidades e armas novas.

Digimon Story: Time Stranger, ARC Riders, Assassin’s Creed Shadows (Raillander)

Digimon Story: Time Stranger

Digimon Story Time Strangers

Ao jogar Digimon Story: Time Stranger, eu me senti completamente envolvido pela narrativa e pelas mecânicas refinadas. A ideia de investigar anomalias e viajar no tempo para impedir uma catástrofe me prendeu do início ao fim. Gostei muito de como o jogo me permitiu colecionar e evoluir Digimons, explorando suas diferentes personalidades e habilidades. A sensação de montar meu próprio time e experimentar as diversas possibilidades de digievolução foi simplesmente empolgante, e cada batalha me deixava ainda mais animado para continuar. A história, cheia de momentos nostálgicos e emocionantes, me fez sentir conectado aos personagens e ao universo dos monstros digitais.

Além disso, adorei a quantidade de conteúdo que o jogo oferece. As missões secundárias, o sistema de fazenda para treinar Digimons e a possibilidade de personalizar cada detalhe da minha equipe tornaram a experiência ainda mais rica. Mesmo com pequenos problemas visuais e menus um pouco confusos, nada disso tirou o brilho da aventura. A trilha sonora e a ambientação reforçaram cada momento importante, deixando tudo mais memorável. No fim, fiquei impressionado com o quanto me diverti e com a profundidade que o jogo conseguiu entregar. Sem dúvida, uma das melhores experiências que já tive com a franquia.

Arc Raiders

Arc Raiders

Em ARC Raiders, eu fiquei impressionado com a atmosfera única e a sensação constante de estar lutando pela sobrevivência em um mundo dominado por máquinas vindas do céu. A ambientação é incrível, com cenários que transmitem tanto beleza quanto tensão, e cada batalha contra os inimigos metálicos me deixou empolgado. Gostei muito da forma como o jogo mistura ação intensa com momentos de estratégia, exigindo que eu pensasse bem antes de cada confronto. Essa combinação me fez sentir totalmente imerso, como se eu realmente fizesse parte daquela resistência desesperada contra forças implacáveis.

Outro detalhe é a dinâmica cooperativa que o jogo oferece. Jogar em equipe trouxe uma sensação de união e superação que me marcou bastante, e cada vitória parecia ainda mais significativa por ser compartilhada. O ritmo das partidas, a variedade de armas e a necessidade de colaboração constante tornaram a experiência viciante. Mesmo nos momentos mais difíceis, eu me diverti demais e senti que cada desafio valia a pena. No fim, fiquei com a certeza de que ARC Raiders é um daqueles jogos que deixam uma memória duradoura, e gostei muito de cada minuto que passei explorando e enfrentando seus perigos.

Assassin’s Creed Shadows

AC Shadows

Jogar Assassin’s Creed Shadows foi uma experiência incrível para mim. Eu fiquei completamente envolvido pela ambientação no Japão do século XVI, com cenários belíssimos e uma narrativa que mistura vingança, redenção e amizade de forma magistral. Gostei muito de acompanhar a jornada de Naoe e Yasuke, cada um com suas motivações e estilos de combate tão diferentes, mas que se complementam perfeitamente. A possibilidade de alternar entre a furtividade ágil da shinobi e a brutalidade implacável do samurai deixa tudo mais divertido, e senti que o jogo conseguiu equilibrar muito bem ação, exploração e emoção.

Um ponto importante, é como o mundo do jogo é vivo e detalhado. As mudanças de estação, os sons ambientes e a riqueza visual me fizeram sentir como se eu realmente estivesse no Japão daquela época. Cada batalha, cada infiltração e cada momento de contemplação reforçaram o quanto eu gostei dessa experiência. Mesmo com alguns pontos fracos, como a dublagem em português, nada disso tirou o brilho da aventura. Para mim, Assassin’s Creed Shadows é o ápice da franquia, e eu fiquei maravilhado com o quanto me diverti e me emocionei ao longo da jornada.

Back to the Dawn, Atomfall, Keeper (Cleandson)

Back to the Dawn

Back of the Dawn

Ao começar Back to the Dawn, não imaginava que este seria um jogo que me deixaria com vontade de não fazer nada além de jogar videogame durante meus horários livres. A história nos cativa desde o início, nos colocando em uma prisão injustamente e criando a necessidade de bolarmos um plano para limpar nosso nome e fugir daquele local, buscando justiça contra aqueles que nos fizeram mal. As diversas mecânicas atreladas às habilidades do nosso personagem foram suficientes para construir uma experiência totalmente imersiva, que nos faz não querer sair da frente da TV até descobrirmos todos os segredos envoltos na trama principal.

Não são apenas as boas mecânicas, uma pixel arte lindíssima e a história que nos prendem; conhecer cada canto da prisão e cada um dos personagens – sejam prisioneiros ou funcionários – é suficiente para nos entreter por horas a fio, aproveitando toda a liberdade que o jogo nos oferece para resolver problemas de diferentes maneiras. Além disso, Back to the Dawn possui duas campanhas, cada uma com um protagonista diferente, ambos na prisão ao mesmo tempo por motivos distintos. Por isso, este jogo é facilmente um dos meus favoritos de 2025 e dos últimos tempos.

Atomfall

Atomfall

Tive o prazer de jogar Atomfall em seu lançamento, nos primeiros meses de 2025, e esta acabou sendo uma verdadeira grata surpresa, mudando bastante a experiência que eu estava acostumado a ter com os jogos dos desenvolvedores por trás da franquia Sniper Elite. Atomfall nos coloca em um cenário pós-apocalíptico fictício no Reino Unido, no qual devemos lutar contra criaturas, máquinas e outros seres humanos para sobreviver e escapar de uma zona de quarentena criada após um acidente nuclear.

Além do objetivo principal, a trama, que gira em torno dos mistérios da zona de exclusão onde se passa a campanha, aliada à liberdade de escolhas que nos levam a diferentes finais, transforma a obra em uma experiência cativante. Pelo menos para mim, a imersão foi tão grande que minha curiosidade só foi satisfeita após explorar todos os seis finais diferentes, e mesmo assim fiquei com aquele gostinho de quero mais. Saber que o jogo performou muito bem em vendas – ultrapassando mais de um milhão e meio de cópias e sendo considerado um sucesso para o estúdio – só me deixa ainda mais ansioso para ver o que virá nos próximos anos.

Keeper

Keeper

Keeper nada mais é do que mais uma das experiências incríveis criadas pelos desenvolvedores extremamente talentosos da Double Fine. Ao ver o trailer de anúncio pela primeira vez, já foi o suficiente para eu saber que precisava jogar aquilo, mesmo sem saber ao certo as loucuras que iria enfrentar ao acompanhar a jornada de um farol – isso mesmo, um farol que ganha vida e deve trilhar uma jornada que trata de assuntos que vão desde amizade, encontros e reencontros, até solidão e propósito.

Não apenas temas importantes e sensíveis são tratados de uma forma tão leve, como a obra também entrega um dos mais – ou talvez o mais – belos jogos lançados em 2025. As cores são vivas, os diversos cenários são deslumbrantes e parecem verdadeiras aquarelas com tons incrivelmente chamativos. Tudo isso aliado a bons puzzles que nos permitem quebrar a cabeça em alguns momentos, além do jogo nunca parar de nos surpreender com novas mecânicas até o seu final. Assim, Keeper não poderia estar fora da minha lista dos melhores jogos de 2025.

Sonokuni, Into the Dead: Our Darkest Days, 1000xResist (Gabriel)

Sonokuni

Sonokuni

Sonokuni é uma explosão autoral de ação 2D que mistura estética biopunk com mitologia japonesa e uma trilha sonora hip-hop visceral, entregando uma experiência única no cenário indie. O jogo te coloca no papel de Takeru, uma assassina solitária que enfrenta hordas de inimigos em combates letalmente rápidos, onde cada acerto (seja seu ou do inimigo) pode ser fatal; felizmente, habilidades como manipular o tempo ajudam a equilibrar precisão e estratégia em fases intensas e bem calibradas.

Visualmente, a estética pixel art caótica e vibrante cria um ambiente surreal que combina tecnologia e brutalidade com identidade própria, enquanto a trilha sonora — composta pelo grupo hip-hop responsável pelo desenvolvimento — impulsiona cada confrontação com um ritmo que quase se funde à mecânica. Mesmo com uma narrativa fragmentada e momentos em que o visual pode confundir, Sonokuni se destaca como uma obra indie marcante e original, ideal para quem busca ação desafiadora com estilo e personalidade

Into the Dead: Our Darkest Days

Into the Dead Our Darkest Days

Into the Dead: Our Darkest Days reinventa a franquia com uma mistura de sobrevivência tática e gerenciamento de grupo em um apocalipse zumbi ambientado no Texas dos anos 80. Lançado em acesso antecipado para PC em abril de 2025, o jogo combina exploração 2.5D, coleta de recursos, construção e aprimoramento de abrigos e decisões de vida ou morte que realmente impactam a progressão.

A experiência é desafiadora e imersiva: cada sobrevivente tem necessidades físicas e emocionais, e a morte permanente torna cada escolha ainda mais pesada. Apesar de ainda estar em desenvolvimento — com alguns bugs e mecânicas a serem refinadas —, já se destaca por sua atmosfera tensa, pela gestão estratégica e pelo potencial de se tornar um dos grandes nomes do gênero survival em 2025.

1000xRESIST

1000XResist

1000xRESIST é uma aventura narrativa profunda que coloca a história no centro de tudo, explorando temas como memória, identidade, trauma e legado em um mundo pós-apocalíptico onde a humanidade vive no subsolo sob a influência da enigmática GRANDE MÃE. A jogabilidade é propositalmente simples — mais similar a um walking simulator com puzzles leves e diálogos densos — e serve para enfatizar a escrita emocional e a construção de mundo, que permanece ecoando na mente do jogador muito depois dos créditos.

A direção de arte cria um ambiente visual estranho e intrigante que complementa a narrativa fragmentada, enquanto a trilha sonora contribui para a atmosfera melancólica que permeia toda a experiência. Embora o ritmo contemplativo e a mecânica minimalista possam afastar quem busca ação, 1000xRESIST se destaca como uma obra corajosa e reflexiva que eleva o potencial do videogame como forma de arte narrativa.