A Arc System Works é conhecida por seus estilosos jogos de luta, como a franquia Guilty Gear e o vindouro Marvel Tōkon: Fighting Souls, mas agora o estúdio está fugindo de sua expertise e lançando Damon and Baby, um game totalmente diferente do usual. Assinado pelo designer e músico Daisuke Ishiwatari, o jogo apresenta uma experiência de plataforma com uma história fora da caixinha, que diverte e, claro, conta com um estilo visual único.
Desenvolvimento: Arc System Works
Distribuição: Arc System Works
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação, Plataforma
Classificação: 10 anos (linguagem imprópria, violência)
Português: Não
Plataformas: PC, PS4, PS5, Switch, Switch 2
Duração: Sem registros
Um demônio e um bebê?

Na história, entramos na pele de Damon, um Senhor dos Demônios que acabou perdendo seus poderes e agora precisa perambular com uma criança que foi presa nele por causa de uma maldição que impede que eles se afastem mais do que uma curta distância. Para tentar resolver esse problema, Damon resolve embarcar em uma jornada para o Inferno com o bebê nas costas, mas acaba encontrando problemas e passa a ser caçado por demônios que querem arrancar a criança de suas mãos. É uma premissa bem elaborada e que funciona porque os personagens são cativantes — não há dublagem, mas, ainda assim, os desenvolvedores conseguiram entregar bastante carisma por meio dos designs e das linhas de texto exibidas no decorrer da campanha.
Damon and Baby possui uma jogabilidade com uma câmera fixa e movimentação livre pelos cenários em 3D. O protagonista pode bater nos seus rivais e em objetos do mapa, além de poder utilizar armas em um esquema de controles parecidíssimo com os twin stick shooters, no qual o analógico direito é usado para mirar, enquanto o esquerdo é utilizado para se movimentar. A jogabilidade é complementada por um combate relativamente básico, no estilo hack ‘n’ slash, e por várias mecânicas de plataforma.

É aí que Damon and Baby apresenta seu grande diferencial, dado que a criança grudada no personagem principal precisa ser utilizada ao longo da exploração e é uma mecânica-chave para alcançar lugares que não são tão fáceis de escalar. A gameplay funciona e resulta em uma experiência divertida, mostrando que a Arc System Works acertou ao tentar algo mais inovador.
Gráficos bonitinhos

Damon and Baby tem visuais em um estilo cartunesco que é plenamente compatível com a proposta do game. Porém, na versão de PC, há muitos serrilhados no mapa, além de uma distância de renderização que faz com que pequenos detalhes, como sombras, surjam de repente na tela, mas isso não chega a afetar tanto a ótima direção artística, pelo menos. A compatibilidade com o mouse e teclado é estranha, fazendo com que o jogo seja simplesmente melhor em controles tradicionais.
E apesar da jogabilidade ser agradável, há um pequeno probleminha de responsividade, mais especificamente no combate em si. Sempre que Damon dá um golpe, ele se movimenta automaticamente para frente, dando a sensação de que não estamos realmente o controlando em boa parte desses momentos de embate com os adversários do protagonista, chegando até a brigar com as próprias mecânicas para conseguir efetivamente controlá-lo.

Fora isso, Damon and Baby é uma boa experiência, principalmente nos momentos de plataforma — mas o jogo poderia também ter um sistema de salvamento melhor, pois o autosave não é constante e só se pode salvar manualmente em partes específicas do mapa. É ruim porque se Damon morrer, é game over na certa, tendo que recarregar um salvamento de um ponto que geralmente é bem anterior ao que foi progredido durante a jogatina.
Bem legal
Com uma boa direção artística e um tom despojado e engraçadinho, Damon and Baby é um jogo bem-feito. Boa parte da jogabilidade funciona bem, e apenas o combate precisa de polimentos adicionais para se tornar mais responsivo, mas o game já impressiona. O título chega para PC, Switch, Switch 2, PlayStation 4 e PlayStation 5 no dia 25 de março de 2026, com a pré-venda já disponível e uma demo que pode ser testada gratuitamente, contendo as primeiras fases da campanha. Certamente, para fãs de jogos de plataforma com histórias leves, esse é um jogo para se prestar atenção.
Cópia de PC cedida pelos produtores
Revisão: Jason Ming Hong




