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Review Evil West (Xbox Series X) – Oeste sem coração

O game é uma salada feita na Polônia e mistura várias coisas, quase como um mix de Clint Eastwood, Drácula e Van Helsing entre caubóis numa exagerada e sombria versão do velho oeste dos Estados Unidos.

Dos criadores de Shadow Warrior, temos Evil West, no qual enfrentamos uma ameaça sombria que consome o oeste americano. Entramos em combates brutais e explosivos contra seres sanguinários, e precisamos aniquilar completamente hordas vampíricas com uma manopla cheia de raios para virarmos uma lenda do Old Wild West. 

Desenvolvimento: Flying Wild Hog
Distribuição
: Focus Entertainment
Jogadores: 1 (local) e 1-2 (online)
Gênero: Ação, aventura, tiro 
Classificação: 18 anos
Português: Legendas e Interface
Plataformas: PC, Switch, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S
Duração: 10h (campanha)/13h (100%)

Cowboy brucutu

O cowboy bruto

Se compararmos esse jogo com seu irmão (Shadow Warriors) temos uma diferença notável, pois neste caso temos um game em terceira pessoa e não um FPS. Isso se deve principalmente ao fato de que muitas fases de combate podem ocorrer corpo-a-corpo e optar por esse estilo, e na minha opinião torna tudo um pouco mais épico. A câmera colocada em cima do ombro do personagem nos lembra Gears e God of War. 

Com a tal câmera de terceira pessoa, vemos bem o arsenal do protagonista burucutu. Além de rifles e bestas, nosso querido Rentier também pode amassar os inimigos diretamente com seus punhos ou com garras de metal como Wolverine. É como se Clint Eastwood estivesse com o corpo do Toguro, batendo em todos os demônios gigantescos e musculosos que parecem ter saído da mansão maromba. Nosso herói é uma fera que pode usar muitas habilidades para melhor enfrentar vampiros e vermes demoníacos.

Arsenal limitado

Além de seu poder corpo-a-corpo, Rentier conta com grandes habilidades com armas de fogo. Rifle de precisão, espingarda, revólver grande, tudo isso vale para matar inimigos. A jogabilidade quando estamos lutando com armas de fogo é de toda forma ainda limitada e frustrante para um jogo desse tipo. Como resultado, tiroteios contra humanos não têm muita graça. Aqui, a desenvolvedora polonesa perdeu uma boa oportunidade de homenagear o gênero faroeste. 

Certamente também é por esse motivo que o combate de curto alcance é fortemente incentivado em Evil West com muitas habilidades, como a possibilidade de se teletransportar sobre o oponente para desferir um golpe fatal, entre outras coisas. As armas de longo alcance são, na verdade, muito secundárias. Desculpa ao amantes de jogos de tiro ou pelos fãs do Spaghetti Western.

Surpreendentemente bonito

Bem bonito, apesar de tudo

Tecnicamente e artisticamente, a obra é muito bem sucedida e acredito que não deixa nada a desejar comparada a Shadow Warrior neste quesito. Ou seja, existem lutas o tempo todo, sem parar e em alta velocidade, o que realmente não lhe dá tempo suficiente para pensar nos detalhes da decoração e do seu ambiente, mesmo que eles sejam bem feitos e vistosos.

Tudo é muito convincente, principalmente com as belas bestas que permitem variar os encontros e as lutas. Os inimigos são todos bem representados: sujos, feios, pingando sangue, enfim, é o que esperamos dos monstros. Sinceramente eu não esperava algo nesse nível técnico, pois o jogo não é exatamente feito para ser um blockbuster, mas tem uma qualidade gráfica que está além de vários jogos grandes da indústria. 

God of West? 

Evil West é um jogo de ação com elementos de beat ’em up bastante simplista. De forma que não exige que você vá e volte ou quebre a cabeça explorando, oferecendo vários caminhos possíveis, já que o jogo segue uma chata linearidade. Temos um caminho todo traçado e não podemos sair dele, é quase um jogo sobre trilhos, e isso é uma pena. Alguém poderia pensar que o contexto do faroeste era uma boa oportunidade para oferecer aos jogadores grandes ambientes com mais exploração. 

A parte do RPG também está super reduzida, não espere passar horas nos menus ou no seu inventário. Você rapidamente desbloqueia todas as habilidade de maneira natural sem complicações, e volta à ação. 

Por mais que o título disponha de muitos chefes e mini-chefes que são um verdadeiro deleite de se lutar contra, com belos picos de dificuldade, o jogo não é nem muito simples nem complexo, mas mede perfeitamente sua dificuldade, o que o torna ainda mais algo que não exige muito trabalho cerebral. E como falado antes, o game não tem coração e falta alma, e tudo é até que bem feito dentro do esperado, mas sabe aquele “algo a mais”? Ele fica devendo. De toda forma, ele é super indicado aos jogadores que querem somente massacrar demônios num jogo curto, bem feito, e que tá saindo por um preço bem acessível.

Cópia de Xbox Series cedida pelos produtores

Revisão: Jason Ming Hong

Evil West

7.5

Nota Final

7.5/10

Prós

  • Consegue ser bonito
  • Simplicidade
  • Ação sólida

Contras

  • Level design bem meia boca
  • Exploração limitada
  • Pouca variedade de armas