Os fãs da Nintendo, principalmente os mais antigos, certamente possuem boas memórias com a série Star Fox. Os desenvolvedores da Raptor Claw, um estúdio independente espanhol, também têm, a ponto de estarem lançando agora FUR Squadron Phoenix, um segundo título de uma franquia de shooters espaciais que tenta retomar esse estilo de jogo — e com sucesso e até algumas novidades.
Desenvolvimento: Raptor Claw
Distribuição: Raptor Claw
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação
Classificação: Livre (violência fantasiosa)
Português: Não
Plataformas: PC, Switch, Switch 2
Duração: 3 horas (campanha)
Atirando no espaço, mas agora é um roguelike

Sem apresentar uma narrativa das mais interessantes, com foco quase total numa experiência arcade, FUR Squadron Phoenix é um jogo de nave sobre trilhos, com uma exploração de fases lineares e oito missões a serem completadas. Basta apenas se movimentar pela tela, mirar e derrubar as naves rivais com tiros e mísseis. É um loop de gameplay simples, mas funcional.
O game se diferencia ao adotar algumas mecânicas típicas dos roguelikes, dando um bom diferencial à experiência criada pela Raptor Claw. Porém, FUR Squadron Phoenix não chega a ser um teste de paciência nem nada do tipo, embora ainda seja necessário tentar completar as mesmas fases várias vezes seguidas. Aos poucos, dá para ir customizando a nave com melhorias no escudo, no dano e na dirigibilidade, além do desbloqueio de novos ataques especiais e skins para ela — é tudo bem completo.
Para quem é preciso e atento

Ainda assim, FUR Squadron Phoenix preza mesmo por seu lado arcade e, acima de tudo, recompensa quem joga bem e tem precisão — se o jogador eliminar inimigos, ele ganha um boost para poder usar as armas especiais, mas esse impulso é perdido ao tomar dano. Como as fases não são geradas proceduralmente e são sempre as mesmas, é legal ir decorando como elas funcionam para conseguir completá-las com facilidade e, claro, estilo e agilidade.
FUR Squadron Phoenix também é um pouco dinâmico, uma vez que sua gameplay não se limita exatamente a eliminar tudo o que passa na frente da nave. Os outros personagens, que acompanham o protagonista, surgem no mapa de vez em quando com alguns objetivos surpresa, e existem vários itens bônus no mapa dedicados a quem presta atenção nos elementos da tela. Há chefes que finalizam as fases, que possuem uma duração satisfatória e que não se tornam cansativas — quando não se fica morrendo direto, claro.
Problemas na versão de PC

Desenvolvido por meio do motor gráfico da Unity, FUR Squadron Phoenix tem visuais bonitos, com designs de personagens legais. Um aspecto que não funcionou, no entanto, é a dublagem, que tem vozes ininteligíveis acompanhando os diálogos. Isso não chega a ornar tanto com o restante do game e, não à toa, há até a opção de desativar as vozes dos personagens no menu de configurações do título.
A versão de PC não conta com muitas opções gráficas, permitindo praticamente alterar somente a resolução e a taxa de quadros do jogo. Há bastante pop-in, mais perceptíveis nos mapas mais densos, sendo um ponto que poderia ser melhor no game, já que isso prejudica a bela apresentação. O mouse e o teclado também não são plenamente compatíveis com FUR Squadron Phoenix — a gameplay simplesmente não funciona direito, tornando obrigatório o uso de um controle. Nos joysticks, a jogabilidade é muito responsiva, mas a navegação nos menus é ruim porque não é totalmente compatível com os direcionais, funcionando somente com os analógicos.
Um indie legal
FUR Squadron Phoenix, embora tenha falhas típicas de um jogo independente, de menor escala e que não passou por um controle de qualidade tão robusto quanto o de uma grande produção, é um game divertido. Quem não é fã de Star Fox vai se divertir, pois é uma experiência decente, mas esse título é recomendado principalmente para quem gosta da série clássica da Nintendo — ainda mais porque ela não ganhou nenhum lançamento inédito em toda a geração do Switch.
Cópia de PC cedida pelos produtores
Revisão: Jason Ming Hong




