A desenvolvedora brasileira Orube Game Studio trouxe o magnífico Lia: Hacking Destiny. Esse é um jogo em que lutaremos contra máquinas poderosas que dominaram um mundo abandonado pela humanidade. Um verdadeiro roguelite repleto de ação e estratégia de combate, onde cada arma e cada habilidade conta.
Desenvolvimento: Orube Game Studio
Distribuição: Orube Game Studio
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação, Aventura, Tiro, Estratégia
Classificação: Livre
Português: Dublagem, legendas e interface
Plataforma: PC, Android, iOS, Xbox One, Xbox Series X|S, PS4, PS5, Switch
Duração: 8 horas (campanha)
Malditos robôs

A narrativa de Lia: Hacking Destiny é um aspecto marcante do jogo. Ela consegue unir crítica social contemporânea com humor irreverente, criando uma distopia que não se leva tão a sério, mas ainda transmite mensagens relevantes. A ideia de uma corporação que domina a Terra através de algoritmos e spam é criativa e atual, refletindo preocupações reais sobre tecnologia e controle digital.
O protagonismo de Lia, uma jovem que lidera a resistência, dá ao enredo uma energia rebelde e carismática. O contraste entre a opressão da MegaCorp e o tom leve da narrativa com gatinhos usados como símbolo de engajamento, torna a história única e memorável, evitando os clichês comuns em futuros distópicos.

Além disso, o jogo se destaca por trazer uma identidade brasileira à sua trama, algo raro no cenário indie. Essa combinação de crítica, humor e cultura local faz com que a história seja não apenas divertida, mas também relevante e original.
Atire, lute e hackeie

A jogabilidade é um dos maiores atrativos do título. O sistema de roguelite 2D consegue equilibrar bem acessibilidade e desafio, tornando o jogo convidativo para iniciantes sem perder o ritmo frenético que os fãs do gênero apreciam. Cada tentativa traz variedade e imprevisibilidade, mantendo a experiência dinâmica e estimulante.
O combate é ágil e responsivo, com uma cadência que incentiva o jogador a se adaptar rapidamente às situações. A inclusão de mecânicas curiosas, como salvar gatinhos durante as batalhas, adiciona humor e personalidade sem comprometer o fluxo da ação. Essa mistura de intensidade e irreverência faz com que a gameplay seja divertida e memorável, destacando o jogo no cenário indie.
Saboreie a dublagem

Os visuais em pixel art são um dos maiores trunfos do jogo. A direção de arte consegue transformar um cenário distópico em algo vibrante e cheio de personalidade, fugindo do tom sombrio típico do gênero cyberpunk. Cada detalhe dos cenários repletos de pop-ups e elementos digitais até os personagens estilizados reforça o humor e a crítica social de forma criativa. O resultado é uma estética que não só chama atenção, mas também constrói identidade própria, tornando o jogo imediatamente reconhecível.
A dublagem em português é outro diferencial que merece elogios. Ela adiciona carisma aos personagens e aproxima o público brasileiro da experiência, algo raro em produções independentes. As vozes são bem interpretadas e transmitem tanto o tom irreverente quanto a crítica embutida na narrativa. Esse cuidado com a dublagem não apenas melhora a imersão, mas também reforça a identidade cultural do jogo, mostrando que é possível entregar qualidade técnica e autenticidade em um título indie.
Viciante e divertido
Lia: Hacking Destiny é um indie brasileiro que se destaca pela história criativa, misturando crítica social e humor irreverente. A gameplay é acessível e divertida, com combates rápidos e mecânicas curiosas que mantêm o jogador engajado, mesmo sem a complexidade dos grandes roguelites. Os visuais em pixel art são vibrantes e originais, enquanto a dublagem em português dá carisma e identidade ao jogo. É um título que conquista pela personalidade e estilo, mostrando o potencial dos jogos indies nacionais.
Cópia de Xbox cedida pelos produtores
Revisão: Júlio Pinheiro




