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Review Monster Hunter World: Iceborne (PC) – Picolé de dinossauro

Jogo mais vendido da Capcom, Monster Hunter World carrega a contagem de mais de 13 milhões de cópias físicas distribuídas pelo mundo. Dois anos depois, Iceborne chegava para PlayStation 4 e Xbox One como o esperado DLC que prometia tantas horas de jogo quanto seu jogo base. Este ano a versão de PC encontrou a Steam em 9 de janeiro.

Ano: 2020
Jogadores: 1-4 (online)
Gênero: Ação, Aventura, RPG de Ação, Cooperativo
Classificação indicativa:
12 anos
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, PS4, Xbox One
Duração: 35 horas (Iceborne) / 49.5 horas (jogo base)

Começando a caçada

Em Monster Hunter World o jogador se vê dentre os convocados pela Comissão de Pesquisa à embarcar para o Novo Mundo. Como integrante da Quinta Frota, missões são dadas ao caçador – explorações, capturas e investigações que ajudam a descobrir os mistérios de cada área e suas criaturas.

Em Iceborne, surpreendidos pelo súbita migração de alguns monstros, a Comissão descobre um novo subcontinente gélido para explorar. Na nova Fronteira Glacial os jogadores se encontram com novas criaturas e subespécies, recebem novas missões e mais mistérios para solucionar.

Melhorias e novidades

Antes de Iceborne sair os jogadores foram apresentados à nova árvore de evolução Defensora – fáceis de comprar e evoluir, são armaduras e armas boas de explosão para ajudar quem precisar a chegar no DLC.

Com quase o mesmo tempo de campanha do jogo base, Iceborne não poderia deixar de lado novidades à altura da espera. Além de novas criaturas e do mapa da Fronteira Glacial, o jogador tem como primeiro presente a introdução da nova mecânica da Prendedora (uma garra embutida na Atiradeira que permite ao caçador alcançar, se prender e atacar monstros grandes) – e uma ótima ideia é fazer a missão opcional que ensina o uso da ferramenta. A Atiradeira também pode ser agora usada ao empunhar qualquer arma – e enquanto a Prendedora está na ativa! Juntamente ao início do DLC há a possibilidade de fazer novas armaduras simples, mas mais fortes que provavelmente qualquer outra do jogo base.

Novos movimentos para as armas também foram acrescentados, assim como a continuação das árvores de evolução já existentes agora indo até a Raridade 12, como as novas armaduras. O Ranque Mestre é adicionado como nova dificuldade junto com novos monstros e subespécies dos já conhecidos do jogo base.

Nos cenários em que as missões dos Atacaudas já foram finalizadas, é possível ativar a Cavalgada e ter um dos monstros Atacaudas como montaria. É possível afiar a arma, usar itens e sair dando um ataque aéreo para começar o encontro com o alvo já atacando. A Cavalgada é uma ótima opção para largar um pouquinho os controles e deixar o Atacauda te levar até o destino apesar de nem sempre ser a opção mais rápida (se encontrar bichos grandes, por exemplo, a montaria fica acuada).

Diferente de Astera, a cidade central de Monster Hunter World, Seliana foi uma grata surpresa que responde a algumas reclamações sobre a cidade anterior. Sem a inconveniência dos elevadores de Astera, com NPCs mais bem posicionados e no máximo escadas curtas dividindo os espaços, passado o susto e confusão iniciais, Seliana é um ambiente bem mais fácil e rápido no quesito locomoção (mas o Poogie ainda está em Astera, então volte lá entre missões!). Encontramos ali boa parte dos NPCs já conhecidos que deixaram Astera sob os cuidados de seus subalternos. A Área de Encontro também sofreu melhorias e agora é um ambiente maior que aproveita a temática gélida com ambientes de sauna e águas termais para o caçador e seu Palico, além de ter acesso à quase todas as áreas úteis da cidade. O Quarto de Seliana é outra boa novidade: maior e com mais opções de customização – com missões para desbloquear novas mobílias e acessórios de decoração. Há também o acréscimo do Vaporidor – uma nova instalação onde o jogador começa um minigame de acertar a ordem de três botões por vez ganhando vários itens e materiais.

No Ferreiro o caçador pode criar Pingentes para adornar suas armas e Armaduras de Camada novas. Novos Ornamentos agora carregam duas habilidades de uma vez e ao longo das missões pode desbloquear espaços de Ornamentos nos Mantos.

Para os apreciadores da natureza há também as novas missões de foto do Observador Lyniano. Fofos e muitas vezes intrigantes momentos de calmaria entre uma caçada e outra (apesar de algumas serem bem mais demoradas que outras, dependendo do que especificamente se precisa tirar a foto).

Ao final do DLC e ao vencer o último monstro, há o conteúdo liberado das Terras-Guias, onde haverão novos monstros, materiais de coleta e materiais para evoluir suas armaduras e armas. Terras-Guias é um mapa que interliga os biomas da Floresta Ancestral, Ermo Selvagulha, Planaltos Coralino e Vale Putrefato. Cada área tem seu nível individual (com o máximo de 7) e são evoluídos pelas investigações que começam na área (mesmo que o monstro fuja e seja derrotado em outra). Quanto maior o nível da área, mais monstros podem aparecer ali. Há também a possibilidade de explorar as Terras-Guias sem alterar o nível das regiões selecionando essa opção no Quadro/Balcão de Missões -> Terras-Guias -> Fixar Nível das Regiões ou reduzir o nível manualmente da região escolhida em Quadro/Balcão de Missões -> Terras-Guias -> Ajustar Nível de Região dentre outas novidades próprias das Terras-Guias.

Como esperado de Monster Hunter World, temos novos Eventos e crossovers como Resident Evil 2 e Horizon Zero Dawn: The Frozen Wilds para PlayStation 4.

Mas e aí?!

Iceborne é mais difícil que o jogo base de Monster Hunter World e mais fácil que jogos anteriores da franquia. Para quem jogou as missões do Behemoth ou se aventurou com os monstros Temperados, a dificuldade do Ranque Mestre pode não ser uma surpresa em si já que essas experiências são uma base mais que certeira para a nova aventura. Ainda assim, o DLC se mostra mais divertido e desafiador que o jogo normal e as melhorias e novidades são muito bem-vindas.

Ao contrário das Armaduras que seguem o mesmo esquema das que vimos até agora (uma luta com o monstro é quase sempre suficiente para ver a opção no Ferreiro), as Armas têm suas árvores de evolução expandidas e a demora para conseguir sequer descobrir os materiais necessários para as de Raridade maior pode ser bem longa. No geral, os visuais das armas podem parecer menos interessantes que outras que a franquia já teve, mas no mundo apresentados de Monster Hunter World as possibilidades grandes de caminhos para seguir em cada arma ainda é uma surpresa divertida.

O DLC também apresenta uma luta final mais dinâmica que a de sua contraparte base e, como durante todo o DLC, há o uso do cenário de forma mais direta pelo monstro.

E vale comprar?

Como um DLC diretamente ligado ao jogo principal, o conteúdo de Iceborne só pode ser acessado após o término da campanha original – fato que talvez torne difícil a indicação para o público novo. Para o público usual da franquia, Iceborne é uma certa aposta de monstros mais difíceis e novidades. Para os novatos jogar um pouco de Monster Hunter World primeiro, talvez pedindo ajuda a um amigo que o tenha, é uma ótima escolha antes de pular na compra de Iceborne. E uma dica: experimente vários tipos de arma, a chance de achar uma favorita que caia como uma luva entre as quatorze possibilidades é bem grande!

Como jogamos a versão de computador juntos para escrever esse Review, achamos justo dar um parecer separado extra!

Bia Bock – “Meu primeiro contato com o Monster Hunter World foi no PlayStation 4 (grande parte do motivo pelo primeiro crossover com Horizon Zero Dawn que veio antes de Iceborne). Joguei até o final sozinha, dois personagens, sem usar o SOS e farmando que nem doida – e aí surgiu a possibilidade de ir pro PC jogar com um grupo de amigos. Uma campanha com party, muitos Behemoths e um Iceborne depois, acho que fui convertida pro coop”.

Bug Marcus – “Como iniciante no mundo de Monster Hunter, ter um DLC que me deixou animado desde o primeiro trailer é um mérito grande da Capcom e mostra que eles estão interessados em agradar tanto os jogadores antigos como atrair novos jogadores“.

Este review foi feito por Bia Bock e Bug Marcus, usando duas cópias para Steam do DLC cedidas pela Capcom

Monster Hunter World: Iceborne

8.5

Nota final

8.5/10

Prós

  • Iceborne quase dobra as horas de jogo
  • Mais desafiador que o jogo base
  • Mais monstros, áreas, ferramentas, armas e armaduras
  • Uma cidade mais fácil e rápida de se locomover

Contras

  • Não tem possibilidade de ir direto para o DLC
  • O valor do DLC é maior que o do jogo base