Enfrente forças sobrenaturais em um Japão feudal enquanto trilha sua jornada para se tornar o grande Shogun. Diferente dos títulos anteriores da franquia, agora também é possível jogar como ninja, trazendo um estilo de combate mais ágil e intenso à gameplay.
Desenvolvimento: KOEI TECMO GAMES
Distribuição: KOEI TECMO GAMES
Jogadores: 1 (local) e 1-3 (online)
Gênero: RPG, Ação
Classificação: 18 anos (violência extrema, nudez e medo)
Português: interface e legendas
Plataformas: PC, PS5
Duração: 50 horas (campanha)
O legado de Tokugawa

Em Nioh 3, um RPG de ação no estilo soulslike, você assume o papel de Tokugawa Takechiyo e precisa encarar o seu destino: tornar-se Shogun, o líder militar do Japão, enquanto enfrenta os Yokai, forças demoníacas que assolam o país. Um ponto positivo é que não é necessário ter jogado os títulos anteriores da franquia para compreender a história, já que o enredo é apresentado de forma intuitiva e reforçado por cinemáticas bem construídas. Logo no início, o jogo permite uma personalização bastante detalhada do personagem, com opções que vão desde cor de cabelo até pinturas corporais inspiradas na cultura japonesa.
Visualmente, o jogo impressiona. Os gráficos são bastante realistas e os biomas são muito bonitos, especialmente os cenários que incluem água. Outro destaque é a exploração do mapa que é amplo e vai sendo desbloqueado gradualmente. Cada região possui um nível de dificuldade sinalizado, o que dá ao jogador a liberdade de decidir quando enfrentar determinados inimigos ou chefões.
Um detalhe interessante é que as áreas podem ser exploradas e conquistadas, mecânica que lembra bastante o que vemos em Ghost of Tsushima. À medida que você explora uma região, o nível de exploração aumenta, liberando novos objetivos e melhorias. Em contrapartida, o minimapa me pareceu um pouco apagado e pouco intuitivo, já que não indica claramente os caminhos, como estradas ou passagem, mostrando apenas os ícones e a direção em que eles se encontram.
Domine o seu estilo

O grande diferencial de Nioh 3 está na construção da build do personagem. O sistema de progressão horizontal é bastante amplo e oferece grande liberdade para diferentes estilos de jogo, com várias opções de armas e habilidades. A escolha da arma é fundamental, pois influencia diretamente toda a jogabilidade. Caso você decida trocar de arma, será necessário redistribuir todos os pontos de habilidade para se adequar ao novo equipamento, já que cada um possui estilos de combate e recursos únicos.
Uma das novidades é a possibilidade de alternar entre os estilos de samurai e ninja durante as batalhas. No começo, isso pode ser um pouco confuso, principalmente porque o tutorial não é muito intuitivo, mas com o tempo, a mecânica se torna natural e bastante divertida. É possível também invocar outros jogadores para desafiá-los ou pedir suporte em combate.

Há muitas formas de aprimorar a build, o que ao mesmo tempo é interessante e um pouco frustrante. Em vários momentos, me senti perdida, pois a cada avanço no jogo surgiam inúmeros textos explicando novas mecânicas e sistemas (às vezes, até durante as lutas). Quando parecia que eu já tinha entendido tudo, novas camadas de personalização apareciam para aprofundar ainda mais o desenvolvimento das habilidades.
Acabei precisando pesquisar melhor como montar a build e utilizar os pontos de maestria, já que eles devem ser distribuídos tanto para o estilo ninja quanto para o samurai, além das armas específicas de cada um. Um ponto muito positivo, no entanto, é que o jogo permite redistribuir os pontos de habilidade a qualquer momento, facilitando testar novas estratégias.
Desafios, posturas e frustrações

Outro aspecto que pode ser desafiador é que, além do combate técnico típico dos soulslikes, o jogo inclui o sistema de posturas do samurai. Confesso que muitas vezes, eu simplesmente esquecia de usar essa mecânica durante as lutas. Para mim, o maior problema do jogo está na hitbox de alguns inimigos, que parece inconsistente. Em diversas ocasiões, meu personagem recebia dano mesmo durante rolamentos ou quando os inimigos nem pareciam estar mirando diretamente em mim.
Um jogo para quem gosta de sofrer (no bom sentido)
No geral, Nioh 3 é um jogo ideal para quem gosta de explorar mapas amplos, testar diferentes combinações de armas e habilidades e enfrentar desafios difíceis e, claro, passar um pouco de raiva, como é típico do gênero soulslike. Se esse é o tipo de experiência que você procura, certamente vale a recomendação.
Cópia de PC cedida pelos produtores
Review Nioh 3 (PC) – Liberdade ou complexidade?
Prós
- Liberdade para construção do personagem
- Exploração de um mapa enorme, com conteúdos escondidos para quem gosta de explorar
- Possibilidade de jogar como ninja e samurai
- Gráfico realista
- Possibilidade de reiniciar a distribuição de pontos a qualquer momento
Contras
- Tutorial confuso
- Hitbox deixa a desejar
- Combos de combate complexos
- Muitos recursos que acabam deixando o jogador sobrecarregado




