Tales of berseria capa

Review Tales of Berseria Remastered (Xbox Series X) — Um dos melhores títulos da franquia

Tales of Berseria Remastered é ótimo. Pronto, acabou o texto e podemos seguir a vida. Brincadeiras à parte, é preciso ressaltar aqui o excelente trabalho feito pela Bandai Namco ao trazer essa obra-prima dos videogames para o Xbox Series X. Então, vamos por partes.

Desenvolvimento: Bandai Namco Studios

Distribuição: Bandai Namco Entertainment

Jogadores: 1-4 (local)

Gênero: RPG

Classificação: 14 anos (violência, drogas lícitas, conteúdo sexual)

Português: Interface e legendas

Plataformas: PS4, PS5, Switch, Xbox Series X|S, PC

Duração: 45 horas (campanha)/75 horas (100%)

Um conto de vingança

Cena da protagonista Velvet em uma cutscene, com navio atrás
Tales of Berseria conta a história de Velvet

Um dos grandes trunfos de Tales of Berseria Remastered é trazer a excelente Velvet Crowe como protagonista. A jovem acaba vendo sua vida virar de ponta-cabeça ao testemunhar um grande trauma, o que a transforma em um demônio sedento por vingança. Em sua jornada, ela conhece outros personagens ótimos, todos muito carismáticos e bem desenvolvidos. Mas não tem jeito: Velvet rouba a cena.

Fiz essa sinopse o mais vaga possível para não estragar a experiência de ninguém. Apesar de o lançamento original ter sido em 2016, para PS3 e PS4, a remasterização ainda impressiona — e falo mais sobre isso abaixo. O ritmo da história é excelente, pois os eventos acontecem de forma orgânica e natural.

A mensagem central do game é o que o faz ser especial, e essa foi uma das coisas que mais gostei. A franquia Tales sempre traz uma ideia positiva, mesmo quando o tema central é a vingança. Isso faz com que ela seja uma das franquias de que mais gosto na vida. Por fim, Tales of Berseria serve como uma espécie de prequela de Tales of Zestiria, que também é excelente.

Um combate divertido

Velvet dando uma voadora de fogo no adversário.
O combate acontece em tempo real, então é preciso ir atrás do inimigo e usar combos neles.

Todos os combates de Tales of Berseria Remastered podem ser evitados se quisermos, já que os inimigos são visíveis no mapa. Ao tocá-los, entramos em uma arena circular e a peleja começa.

O combate acontece em tempo real e podemos configurar combos para qualquer um dos quatro botões do controle e destruir os adversários com estilo. Para isso usamos as Ars, que são basicamente os golpes usados pelos personagens.

Combate é dinâmico e divertido

Alguns podem ser mais físicos, enquanto outros podem adicionar atributos mágicos, como o fogo. É preciso ficar atento na hora de criar os combos para criar uma boa sinergia e poder continuar acertando os adversários. 

É possível configurar como os companheiros de equipe vão agir e automatizá-los (mais agressivos, focados em curas, entre outros), então o ideal é testar o que combina melhor com seu estilo. O combate é, no geral, bastante divertido, mas alguns chefões têm muita vida e podem ficar um pouco maçantes.

Um remaster de primeira

Assim que liguei meu Xbox Series X, jamais imaginei que Tales of Berseria havia saído originalmente para o PlayStation 3. A Bandai Namco fez um excelente trabalho em melhorar o que já era bonito. O remaster está legendado em português, o que ajuda muito no entendimento da trama. Todos os personagens, tanto os vilões quanto os protagonistas, são ótimos e têm um bom desenvolvimento. Um dos grandes destaques é o excelente sistema de combate. Minha única crítica são as muitas cavernas e locais serem grandes corredores lineares — isso me irrita profundamente, já que, por vezes, é preciso ficar zanzando pelo mapa para abrir baús ou ativar determinados botões, por exemplo. Fora isso, só elogios. Aprecie essa pérola e conheça Velvet, uma das protagonistas mais marcantes do mundo dos games!

Cópia de Xbox Series X cedida pelos produtores

Revisão: Julio Pinheiro

Tales of Berseria Remastered

9

Nota Final

9.0/10

Prós

  • Ótimo combate
  • Primoroso trabalho técnico
  • Roteiro muito bem feito
  • Bons protagonistas

Contras

  • Corredores infinitos e exagerados