Triangle Strategy, da Square Enix, é um RPG tático ambientado em um mundo medieval dividido por intrigas políticas e disputas territoriais. Você assume o papel de Serenoa Wolffort, herdeiro de uma das casas nobres de Norzelia, e precisa tomar decisões difíceis que afetam diretamente a história, as alianças e até os personagens que se juntam ao seu exército. Finalmente o game chegou ao Xbox, mas será que valeu a espera de alguns anos?
Desenvolvimento: Square Enix, ARTDINK
Distribuição: Square Enix
Jogadores: 1 (local e online)
Gênero: RPG, Estratégia
Classificação: 10 anos (Violência)
Português: Não
Plataformas: PC, Switch, PS5, Xbox Series X|S
Duração: 9 horas (campanha)
Estratégia variada e envolvente

Logo de cara, Triangle Strategy impressiona pelo estilo HD-2D. A combinação de pixel art detalhada com cenários tridimensionais lembra imediatamente Final Fantasy Tactics, mas com um acabamento moderno. A possibilidade de girar a câmera revela ângulos diferentes e reforça o cuidado da equipe artística.
O sistema de combate em turnos é robusto, com muitos personagens jogáveis para montar a equipe. Ainda que várias classes sejam parecidas, a necessidade de coordenar ataques conjuntos e cercar inimigos adiciona profundidade às batalhas. A mecânica de golpes combinados — quando dois heróis atacam de direções diferentes — traz dinamismo e recompensa o posicionamento inteligente.
Trilha sonora,facilidades modernas e mecânicas extras

A música orquestrada é mais um grande acerto da Square Enix, com faixas marcantes que funcionam até fora do jogo. Além disso, o título traz comodidades bem-vindas, como a possibilidade de acelerar diálogos, turnos e animalções; salvar a qualquer momento fora de combate e momentos de exploração que quebram o ritmo repetitivo de lutas e cutscenes.
Outro ponto de destaque é a narrativa ramificada: as escolhas feitas pelo jogador influenciam eventos futuros, determinando quais batalhas acontecerão e até quem poderá entrar no grupo. Isso incentiva múltiplas jogatinas e dá mais peso às decisões.
Os pontos que puxam o jogo pra baixo

Se por um lado as batalhas brilham, por outro, a quantidade de diálogos e cutscenes é excessiva. Logo nas primeiras horas, o game despeja uma enxurrada de interações políticas que tornam o ritmo lento e pouco acessível, principalmente para quem só quer ir direto à ação. E se você procura o idioma Português aqui, pode esquecer. O título foi lançado há anos, mas nunca recebeu uma tradução para nossa língua.
Outro ponto fraco está na customização de personagens. Fora armas principais e acessórios, não há equipamentos extras para alterar, e nada muda visualmente. Isso limita a sensação de evolução e tira parte da graça de gerenciar a equipe.
Embora os momentos de exploração ajudem a variar o ritmo, eles são altamente lineares. Não há liberdade real para explorar o mapa ou encontrar batalhas espontâneas — apenas itens escondidos e diálogos com NPCs pré-determinados, o que reforça a sensação de tudo ser roteirizado.
Brilha muito no combate, mas peca no resto
Triangle Strategy no Xbox entrega belas batalhas estratégicas e um visual deslumbrante, mas tropeça em excesso narrativo, personalização rasa e exploração limitada. Para fãs de táticos clássicos e tramas políticas densas, é um prato cheio. Já para quem busca mais dinamismo e liberdade, pode ser uma experiência cansativa.
Cópia de Xbox Series X}S cedida pelos produtores