Junto com o remake do primeiro título da série, Yakuza Kiwami 2 também chega agora para o Switch 2, igualmente tendo como novidade a localização brasileira. Trata-se de uma evolução natural do primeiro jogo, com melhores gráficos e aprimoramentos pontuais em mecânicas e sistemas.
Desenvolvimento: Ryu Ga Gotoku Studio
Distribuição: Sega
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação, Aventura
Classificação: 16 anos (violência, drogas lícitas, linguagem imprópria)
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, PS4, PS5, Switch 2, Xbox One, Xbox Series X|S
Duração: 18.5 horas (campanha)/79.5 horas (100%)
Refazendo a franquia, passo a passo

Yakuza Kiwami 2, de forma semelhante ao primeiro Kiwami, é um remake do segundo jogo da série, lançado em 2006 para o PlayStation 2. A história se passa um ano após a estreia, com Kazuma Kiryu tentando ter uma vida tranquila até ser obrigado a voltar às ruas (o que é algo recorrente na sua vida) quando um chefe da yakuza é assassinado por uma facção rival. Kiryu deve buscar um novo líder para esse clã e acaba encontrando um rival em Ryuji Goda, o Dragão de Kansai. Personagens antigos voltam e novos são apresentados, em mais um bom enredo.
Kiwami 2 tem a mesma proposta do primeiro Yakuza Kiwami: ser um remake fiel com novos elementos que expandem o enredo, além de jogabilidade atualizada e mais opções de atividades. Porém, a diferença notável é que Kiwami 2 usa uma nova engine, que foi utilizada pela primeira vez em Yakuza 6: The Song of Life. Apesar de ter vários cenários e personagens que existem no jogo anterior, é bastante notável a diferença entre os jogos, seja em termos de gráficos ou na engine.
Nova engine, nova vida

Agora, por exemplo, você passa direto do mapa aberto para os ambientes internos (lojas, prédios, restaurantes), sem transições. A física também é aprimorada, com o cenário ainda mais interativo e as lutas sendo mais dinâmicas. É possível destruir prateleiras e janelas de lojas, por exemplo, e inclusive o funcionário daquele lugar vai se recusar a te atender logo em seguida. Por fim, os gráficos são bastante mais bonitos, o que pode ser visto nos personagens e cenários, deixando o que já era agradável ainda melhor. Acho que um destaque importante (já que você vê toda hora) é o paletó de Kiryu, que agora não é mais grudado na sua calça.
No geral, a jogabilidade é semelhante ao antecessor. Controlamos Kiryu em um cenário de mundo aberto que, além de Tóquio, agora também possui um mapa em Osaka. A jogabilidade e a história são divididas entre as duas cidades, com eventos obrigatórios em cada uma. A partir de certo momento na história, você pode trafegar livremente entre os dois mapas, que possuem diferentes minigames, arcades, lojas e, claro, missões secundárias, que seguem sendo um dos grandes destaques do jogo.
Porrada como sempre, com novidades pontuais

O sistema de combate e progressão do personagem sofreu alterações. Agora, Kiryu possui apenas um estilo de luta, em vez dos quatro em Yakuza Kiwami e Yakuza 0. Existem cinco tipos de pontos de experiência, que são ganhos de forma equilibrada em lutas, mas algumas atividades fornecem apenas um tipo ou outro. Você usa esses pontos no menu para aprimorar diferentes quesitos, como atributos de força e vitalidade, além de novos golpes e finalizações. Não é um sistema de combate radicalmente diferente, mas são pequenas mudanças que ajudam a evitar a sensação de ser apenas mais do mesmo.
De novidade, apenas o português

Outra novidade introduzida nesse remake é o modo A Saga Majima, uma história à parte que conta um pouco do passado de um dos personagens mais carismáticos da saga, Goro Majima. Porém, assim como comentei no texto sobre Yakuza Kiwami, é uma pena que esse lançamento não traga nenhuma novidade em conteúdo, ao contrário do que vimos em Yakuza 0: Director’s Cut, que chegou como título de lançamento no Switch 2 e em breve estará disponível nas demais plataformas. De qualquer forma, não falta o que fazer em nenhum desses jogos, como você pode ver pela quantidade de horas necessárias para se completar 100% do que há para fazer.
De forma semelhante à Kiwami, a grande novidade nesse lançamento é a localização brasileira, que também chegará ao PC e, em algumas semanas, junto aos lançamentos de Kiwami 1 e 2 para PlayStation 5 e Xbox Series S|X (é possível importar seu save da geração anterior para essas versões). Assim como em Kiwami, a tradução é ótima, trazendo um texto muito natural em nosso idioma e dando muita personalidade aos mais diversos personagens e acontecimentos que presenciamos ao longo da aventura.
Bom para novatos e veteranos
Yakuza Kiwami chega ao novo console da Nintendo sem nenhuma novidade além da localização brasileira, mas é um lançamento válido para a plataforma, que roda com ótimo desempenho. Com Yakuza 0, Yakuza Kiwami e Yakuza Kiwami 2 já disponíveis, além de Kiwami 3 anunciado para o lançamento no ano que vem, o Switch 2 se consolida como uma nova casa de uma das principais franquias atuais da Sega.
Cópia de Switch 2 fornecida pelos produtores
Revisão: Julio Pinheiro




