Chegando a diferentes plataformas em fevereiro de 2026, Ys X: Proud Nordics é a versão definitiva de Ys X, lançado em 2023. Esta edição traz todo o conteúdo lançado até então, incluindo diversos itens cosméticos, além de melhorias de performance e iluminação. Ela também adiciona conteúdo inédito: uma nova área, personagens e uma dungeon que promete ser bastante desafiadora, chamada Muspelheim. Portanto, para aqueles que ainda não exploraram as últimas aventuras do espadachim ruivo mais querido do mundo dos jogos, este parece ser o momento ideal para começar.
Desenvolvimento: Nihon Falcom Corporation
Distribuição: NIS America, Inc
Jogadores: 1 (local)
Gênero: RPG
Classificação: 16 anos (conteúdo sexual, drogas lícitas, violência)
Português: Não
Plataformas: PC, PS5, Switch
Duração: Sem registros
Por onde começar na franquia Ys

A primeira e única vez que joguei Ys foi na época do PS2, quando experimentei Ys: The Ark of Napishtim, e me lembro de ter gostado bastante. Então, se você, assim como eu, tem receio de se perder na história, não se preocupe: embora algumas referências e personagens possam passar despercebidos, as histórias dos jogos da franquia Ys são, em sua maioria, bastante independentes, apresentando novos personagens e locais aos jogadores.
Além disso, a ordem de lançamento da franquia nem sempre segue a cronologia dos acontecimentos. Por exemplo, Ys X: Proud Nordics, que analisamos aqui, é o quarto título em termos cronológicos, se passando após Ys Origin e Ys I & II. Portanto, não é preciso se preocupar por onde começar: todos os títulos da franquia são convidativos tanto para novatos quanto para veteranos.
Um capítulo nórdico entre diversas aventuras

A história de Ys X: Proud Nordics se passa durante a viagem de Adol para Celceta, uma região do continente de Eresia, onde Ys IV ocorre cronologicamente. Durante a travessia pelo Golfo de Obelia, o navio em que Adol e seu amigo Dogi estão é abordado por guerreiros com vestimentas que lembram os vikings do nosso mundo. Eles formam a força marítima de Balta, que controla a região na qual capitães que não pagam a taxa de passagem são mortos ou ameaçados.
Para a infelicidade de Adol, e para a alegria dos jogadores, que ganham uma nova aventura, o capitão da embarcação não pagou a taxa e teve a cabeça cortada ao tentar enganar a frota armada de Balta. Os sobreviventes do navio, então, são levados à cidade costeira de Carnac, onde precisam encontrar outras formas de chegar ao seu destino.
Mana e criaturas imortais

Durante sua breve estadia na cidade de Carnac, Adol escuta em sua cabeça uma misteriosa voz pedindo ajuda. Sem entender o que está acontecendo, nosso protagonista é atraído até uma concha ornamentada que, além de se comunicar com ele, concede um poder mágico chamado mana. Logo em seguida, ele é atacado por uma criatura que não pode ser derrotada com ataques normais, apenas por aqueles imbuídos com mana.
É nesse momento que reencontramos a princesa da frota marítima de Balta, que participou da abordagem ao navio no início do jogo. Para nossa surpresa, ela também é usuária de mana, algo bastante raro, e por um acaso do destino, a concha mágica conecta Adol à princesa Karja com um fio indestrutível, impedindo que se afastem um do outro.
Enquanto tentam lidar com o fio mágico, a cidade de Carnac é atacada por um exército dessas criaturas “imortais”, chamadas Griegr. O ataque devasta a cidade, e grande parte dos habitantes desaparece. A partir daí, a trama principal de Ys X: Proud Nordics se desenrola: devemos resolver a questão do fio mágico, resgatar os habitantes de Carnac e derrotar o exército de criaturas imortais que assombra o Golfo de Obelia, ao lado de Karja, que se torna nossa parceira neste capítulo nórdico da vida de Adol.
Combatendo e explorando ao lado da Karja

Após os acontecimentos iniciais, Adol estará sempre ao lado de Karja, queira ele ou não, graças a magia que os une. Assim, ela nos acompanha enquanto exploramos diversos ambientes, além de auxiliar nos combates contra criaturas que seriam imortais se não fossemos usuários de mana.
Podemos utilizar diferentes habilidades mágicas com Adol e Karja, ambos controláveis pelo jogador. Cada um possui barras próprias de vida e mana, e é possível alternar entre eles com um toque de botão. Além disso, existe uma mecânica de duo, que permite atacar o mesmo inimigo em conjunto, aumentando consideravelmente o dano e possibilitando ataques especiais em dupla, capazes de causar destruição devastadora.
A jogabilidade funciona muito bem, tanto no controle individual de cada protagonista quanto na mecânica de duo, tornando satisfatório derrotar os inimigos durante nossas explorações. Embora essa mecânica seja bastante útil, ela não elimina o desafio: se não prestarmos atenção aos inimigos, desviando e defendendo seus ataques, a chance de sermos derrotados é alta. Com um pouco de cautela e foco, é possível dominar o combate em Ys X: Proud Nordics.
Navegando pelo golfo de Obelia

Logo nos primeiros momentos da campanha, Adol e Karja encontram uma embarcação caindo aos pedaços, que servirá como base durante toda a sua jornada. Após realizar os reparos iniciais na embarcação, denominada Sandras, é possível explorar o Golfo de Obelia em busca de respostas e tesouros. A bordo, podemos realizar diversas atividades: conversar com a tripulação, que cresce conforme avançamos na campanha, preparar poções e comidas, pescar, melhorar armas, itens, armaduras e habilidades de mana, desde que o jogador possua os pontos necessários.
Também é possível coletar recursos durante as explorações, que permitem aprimorar o Sandras de diferentes formas, aumentando seu dano, defesa, vida, velocidade e ataques especiais. Esses upgrades facilitam tanto a exploração do golfo quanto os combates contra outras embarcações. Os confrontos navais são simples, mas funcionam bem dentro da proposta da obra.
Modelos de personagens, ambientação e trilha sonora

Assim como a jogabilidade, os modelos de personagens de Ys X: Proud Nordics são muito bem feitos: tudo é bonito e caprichado. No entanto, não se pode dizer o mesmo do restante do jogo, já que os gráficos e paisagens deixam a desejar pela simplicidade, dando a impressão de ser um título de gerações passadas.
É claro que a franquia Ys não possui um orçamento milionário como grandes lançamentos, por se tratar de um jogo de nicho. Ainda assim, seria muito interessante ver a série receber mais atenção, especialmente com gráficos mais detalhados, como outras franquias que utilizam esse estilo anime. Por outro lado, a trilha sonora se destaca de forma excepcional, acompanhando perfeitamente os momentos de exploração e combate, enriquecendo a experiência.
Retornando a franquia Ys para ficar
Embora Ys X: Proud Nordics possua alguns pontos que não me agradaram, como os gráficos simplistas e ambientes bastante semelhantes, que podem se tornar repetitivos, principalmente nas dungeons, tais aspectos podem ser relevados durante as jogatinas. Outros, porém, têm um impacto negativo mais significativo, como a ausência de tradução para o português brasileiro, considerando a grande quantidade de diálogos. Ainda assim, os pontos positivos da obra se sobressaem, oferecendo uma boa experiência na franquia Ys. Além de me fazer retornar à série, o jogo me despertou a vontade de explorar os títulos anteriores para acompanhar as aventuras de Adol. Uma trama interessante, personagens carismáticos, excelente trilha sonora, jogabilidade satisfatória e grande quantidade de conteúdo secundário fazem de Ys X: Proud Nordics uma ótima opção para quem busca uma boa aventura.
Cópia de PS5 cedida pelos produtores
Revisão: Júlio Pinheiro




