Dark Scrolls capa

Review Dark Scrolls (Switch) – Um Roguelite divertido e único, mas pouco acessível

Dark Scrolls é um roguelite de ação que coloca você para enfrentar hordas de inimigos enquanto evolui seus personagens ao longo de sucessivas tentativas. Cada derrota faz parte da progressão, permitindo desbloquear melhorias permanentes que fortalecem suas próximas investidas. A proposta funciona bem, mas o alto nível de dificuldade acaba tornando essa jornada mais frustrante do que deveria.

Desenvolvimento: Pixel² Interactive
Distribuição: Devolver Digital
Jogadores: 1-2 (local e online)
Gênero: Ação, Plataforma
Classificação: Livre
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, Switch, PS5, Xbox Series X|S
Duração: 8 horas (campanha)

Personagens diferentes mantêm a experiência interessante

Um dos maiores destaques de Dark Scrolls é a variedade de personagens disponíveis. Cada um possui habilidades próprias e muda completamente a forma como você encara os combates. O guerreiro, por exemplo, arremessa machados contra os inimigos e ainda pode pular sobre suas cabeças para causar dano.

Já o mago utiliza esferas mágicas que atingem monstros à distância, incentivando um estilo de jogo completamente diferente. Existem personagens desbloqueáveis, e estes também acompanham uma jogabilidade distinta, o que torna encorajador continuar jogando.

Cena de personagem morto

A progressão em si também funciona como um bom incentivo para persistir. Sempre que você morre, novas melhorias permanentes ficam disponíveis, tornando as próximas tentativas um pouco mais fáceis e recompensadoras.

A estrutura do gameplay é sólida e consegue prender sua atenção por bastante tempo, principalmente pela vontade de experimentar novas builds e dominar cada personagem disponível. O co-op (online e no mesmo console) é o ápice da jogabilidade, permitindo que até dois jogadores colaborem entre si nas fases, fazendo com que o caos reine. Isso é bom e ruim, visto que tudo vira uma gigante bagunça visual.

A dificuldade exagerada limita o potencial do jogo

Cena de descanso em frente à fogueira

Infelizmente, Dark Scrolls exagera na dificuldade. A ausência de opções para ajustá-la restringe bastante o público que conseguirá aproveitar a experiência, principalmente quem procura um roguelite mais acessível ou deseja apenas conhecer seus sistemas sem tanta punição.

Em pleno 2026, vejo constantemente mais jogos desse estilo se adaptarem às habilidades dos jogadores, sejam essas limitadas ou não, e é exatamente isso que esperava de Dark Scrolls: algo mais pensado no usuário. Mesmo jogando em co-op, não é possível reviver de maneira clara o jogador eliminado, este que, por sua vez, fica pairando pela fase como um fantasma que pode imobilizar inimigos.

Cena de uso do personagem mago

Além disso, a repetição acaba pesando depois de algumas horas. Como acontece em muitos jogos do gênero, você precisa atravessar os mesmos estágios sempre que morre, e alguns personagens exigem uma quantidade exagerada de recursos para serem desbloqueados.

Isso obriga você a repetir diversas partidas praticamente iguais, tornando a progressão mais lenta do que o necessário. No mais, você é obrigado a ouvir as mesmas músicas toda vez que rejoga as fases, o que acaba sendo irritante.

Um roguelite competente que poderia ser mais acessível

Dark Scrolls apresenta uma base muito competente. A variedade de personagens realmente muda a forma de jogar, o sistema de progressão permanente incentiva novas tentativas e o ciclo de gameplay consegue prender sua atenção durante bastante tempo. Entretanto, a dificuldade excessiva, a falta de opções de acessibilidade e a repetição constante dos mesmos estágios acabam desgastando a experiência mais cedo do que eu gostaria.

Cópia de Switch cedida pelos produtores

Dark Scrolls

7

Nota final

7.0/10

Prós

  • Loop de gameplay sólido
  • Upgrades permanentes
  • Boa variedade de personagens

Contras

  • Sem opções de dificuldade
  • Repetição das mesmas fases ao morrer
  • Desbloquear certos itens exige recursos demais
  • Trilha sonora se repete