Pawbay é uma aventura de ação e plataforma em 3D na qual você controla um gato travesso que chega a uma cidade costeira para causar todo tipo de confusão. A aventura pode ser jogada sozinho ou em co-op local para dois jogadores, e a ideia é explorar a cidade, completar pequenas tarefas e usar o ambiente para criar situações caóticas. A proposta tem um bom potencial, principalmente pela liberdade de explorar a cidade e seguir seu próprio caminho, mas falta bastante personalidade para transformar esse mundo em uma aventura realmente memorável.
Desenvolvimento: COMMANDO PANDA
Distribuição: COMMANDO PANDA
Jogadores: 1–2 (local)
Gênero: Ação, Plataforma, Aventura, Simulação
Classificação: Livre
Português: Legendas e interface
Plataformas: Switch, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S, PC
Uma aventura felina para jogar acompanhado

A melhor parte de Pawbay é seu modo cooperativo. Você e outra pessoa podem explorar a cidade juntos, mas não precisam ficar grudados o tempo inteiro. Cada jogador consegue seguir seu próprio caminho e fazer suas próprias atividades, o que deixa a experiência mais natural e dá uma sensação maior de liberdade. É uma boa ideia para um jogo desse tipo e funciona especialmente bem quando você simplesmente quer explorar e descobrir o que existe pela cidade.
O mundo também transmite uma boa sensação de escala. Pawbay parece grande e espaçosa, com ruas, telhados, interiores e diferentes cantos para explorar. Existe um certo prazer em sair andando sem necessariamente ter um objetivo imediato e descobrir alguma coisa pelo caminho. A aventura consegue criar esse sentimento de exploração, mesmo quando o conteúdo encontrado nesses lugares não é tão interessante quanto deveria.
Um mundo que não consegue criar personalidade

Infelizmente, a apresentação deixa bastante a desejar. Os gráficos parecem baratos e não possuem muita personalidade, enquanto as animações são particularmente ruins. Isso é ainda mais perceptível quando você começa a observar os NPCs e suas reações, porque muitas situações acabam parecendo artificiais demais.
Os moradores também reagem de maneiras que, para mim, simplesmente não fazem sentido. Você pode fazer uma verdadeira bagunça perto deles, irritá-los e atrapalhar suas atividades, mas muitas vezes eles praticamente não fazem nada a respeito. A proposta obviamente não precisa ser realista, mas existe uma diferença entre uma reação engraçada e uma reação tão desproporcional que tira você completamente da situação. Em vez de fazer a cidade parecer viva, isso acaba deixando os NPCs ainda mais artificiais.
Travessuras sem muita recompensa

O maior problema está na falta de um senso real de progressão. Você passa boa parte da aventura realizando pequenas tarefas pelo mapa, como quebrar garrafas de vidro, entregar cartas, espantar pombos e outras atividades semelhantes. O problema é que essas tarefas não criam uma evolução significativa para o personagem ou para a própria cidade. Na maior parte do tempo, a recompensa são itens cosméticos, como chapéus.
Cosméticos são uma adição divertida, mas não são suficientes para sustentar uma aventura inteira quando não existe algo maior acontecendo por trás deles. Depois de um tempo, eu comecei a questionar por que estava fazendo determinadas tarefas, já que não havia uma sensação clara de que minhas ações estavam mudando Pawbay ou levando a alguma coisa importante. A cidade é grande, mas falta um propósito que faça você querer conhecer cada canto dela.
Uma aventura que precisava de mais personalidade
Pawbay tem uma boa base para uma aventura cooperativa leve, principalmente graças à liberdade para explorar a cidade e seguir caminhos diferentes durante o co-op. O problema é que o mundo não consegue sustentar essa proposta com personagens, animações e progressão que deem significado às suas ações. No fim, sobra uma cidade grande para explorar, mas pouco motivo para continuar explorando depois que você já viu como suas tarefas funcionam.
Cópia de Switch cedida pelos produtores




