Estamos em uma das melhores eras para os jogos de RPG estratégicos. O lançamento mais recente é Brigandine Abyss, o quarto jogo da franquia que começou em 1998, no PlayStation 1. Aqui, somos levados para o continente de Meltitea, palco de uma guerra entre facções rivais que disputam o controle do território por meio de batalhas táticas por turnos.
Desenvolvimento: Adglobe
Distribuição: NIS America, Inc., Happinet
Jogadores: 1 (local)
Gênero: RPG, Estratégia
Classificação: Livre (violência)
Português: Não
Plataformas: PS5, PC, Switch 2, Xbox Series X|S
Duração: 15 horas (campanha)
Quase como um xadrez

A jogabilidade de Brigandine Abyss é dividida em duas partes: a preparação e o combate. Essa primeira fase é importante para montar os times, treinar as que não estão sendo usadas no momento, realizar missões automáticas, equipar as unidades e mover as tropas entre as cidades. A segunda é a fase de combate, e, enquanto tivermos tenentes disponíveis, podemos designar quantos ataques a cidades desejarmos por turno.
O combate é extremamente divertido. Cada cidade presente no jogo é um mapa diferente, com diferentes relevos, temas, obstáculos e situações a serem superadas. O mapa é formado por hexágonos, e isso influencia o ataque dos combatentes no grid e na movimentação.

Podemos usar até três tenentes, comandando um total de cinco membros cada. Para isso, é preciso ficar de olho na quantidade de pontos disponíveis. Eles são extremamente importantes, pois, caso sejam derrotados, todos os integrantes do time saem de campo. Dentre as unidades que podem ser usadas nos combates, temos dragões, vampiros, lobos, golems e muita, mas muita coisa.
Diferentes unidades estão disponíveis em determinadas cidades. Isso é uma faca de dois gumes, já que, para recrutá-las, é preciso levar o seu tenente até lá e só então montar o esquadrão. Essa mecânica pode ser um tanto quanto frustrante, mas falaremos sobre isso nos tópicos a seguir. Tirando esse pequeno incômodo, o combate é divertido.
Todo mundo em guerra

Se tem uma coisa que Brigandine Abyss oferece, é uma alta rejogabilidade. O modo história possui seis jornadas diferentes. A trama principal gira em torno do retorno da armadura Brigandine e do império de Solginat, e isso colocou o continente de Meltitea em um conflito profundo. A partir daí, é todo mundo contra todo mundo.
Logo no começo, podemos selecionar qual das histórias vamos seguir, mas, durante a jornada, vamos acompanhando os conflitos e diálogos de outros reinos. Isso acaba dando aquele gostinho de quero mais, instigando bastante a rejogabilidade. Porém, é um pouco peculiar de se ver, já que vemos personagens que claramente têm problemas uns com os outros e eles aparecem na tela entrando em conflito.
Por fim, há um outro modo de jogo que é bastante similar ao jogo War. Podemos selecionar uma entre as vinte e quatro nações, e cada uma delas possui seu próprio objetivo único. Os diferentes modos de jogo são divertidos e agregam bastante para o game.
O lado ruim da guerra

Uma das piores coisas de Brigandine Abyss é o fato de não poder mover as unidades entre as cidades, e tornar obrigatório levar o seu tenente até lá é simplesmente ridículo. Isso acaba se tornando um problema especial na hora da batalha final, principalmente se reviver seus monstros mais fortes no lugar errado, que foi o que aconteceu comigo.
Outro ponto ruim é o fato de não ter legendas em português. Há uma miríade de coisas para se aprender, e isso pode afastar o público brasileiro. Os gráficos também não são aquelas coisas de outro mundo, com animações um pouco travadas, mas que cumprem o seu objetivo.
Isso é Brigandine
É preciso deixar claro que Brigandine Abyss não é o melhor jogo do seu gênero, nem inventou nada novo. Ele cumpre a sua proposta e diverte na medida certa. O combate é bastante simples e divertido, com uma curva de aprendizagem bem tranquila de ser dominada. Os personagens são divertidos e dão vontade de conhecer mais a fundo as suas histórias. É possível recomendar esse game para qualquer fã da franquia e também para quem começar sua jornada.
Cópia de PS5 cedida pelos produtores
Revisão: Julio Pinheiro




