Todo mundo no planeta Terra, e talvez fora dele, conhece Mickey Mouse, o rato mais famoso do mundo. E Disney Epic Mickey: Rebrushed é uma celebração da história do personagem e também dos muitos outros criados por Walt Disney e sua companhia. Mas será que essa edição conseguiu estar à altura do personagem?
Desenvolvimento: Purple Lamp GmbH
Distribuição: THQ Nordic
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação, Aventura, Plataforma
Classificação: Livre (violência fantasiosa)
Português: Interface e legendas
Plataformas: PS4, PS5, Switch, Switch 2, Xbox One, Xbox Series X|S, PC, Android, iOS
Duração: 11 horas (campanha)/23 horas (100%)
Um balde de confusões

A história de Disney Epic Mickey: Rebrushed é bastante simples. No jogo, Mickey acaba indo parar no quarto de um mago muito poderoso que está criando um mundo mágico à base de tinta. Nosso protagonista resolve mexer na obra do mago e causa uma pequena catástrofe; ao tentar apagar seu erro, acaba criando uma criatura batizada de Mancha. Depois disso, Mickey foge dali, até ser tragado pela criatura, que está em busca de seu coração. E assim começa nossa aventura.
A partir daí, passamos a conhecer uma série de outros personagens criados antes do Mickey, como o Coelho Oswald, as versões animatrônicas de Pateta, Pato Donald e Margarida, o Bafo, a vaquinha Clarabelle e uma quantidade enorme de outras figuras. Se você é fã das criações de Walt Disney, essa aventura é um prato cheio.

Por mais que o desenvolvimento do enredo não seja dos melhores, é muito legal ver que é possível concluir as muitas missões do jogo de formas diferentes. E isso claramente impacta o decorrer da jornada. Em um determinado momento, acabei eliminando um dos chefes, e Gus, o Gremlin que acompanha nosso protagonista o tempo todo, perguntou se não havia outra maneira de resolver aquele problema. Ou seja, isso aumenta bastante o fator replay.
Contudo, preciso ressaltar que, do meio para o final, tudo o que eu mais queria era terminar o jogo. Por mais que procurar segredos nos mapas seja divertido, isso fica repetitivo após um tempo, deixando de ser legal e se tornando mais uma tarefa do que qualquer outra coisa. Enfim, o final vale a pena, e há uma tonelada de extras para ver, como imagens de arte dos personagens, curtas e muitas outras coisas.
Um pincel, duas funções

Mickey tem como arma um pincel mágico capaz de atirar tinta ou alvejante nos adversários. Com ele, podemos pintar determinados elementos nas fases (como pontes, paredes e chão), além de ter a capacidade de apagar esses mesmos elementos e as defesas dos inimigos para, em seguida, dar uma pancada giratória e destruí-los.
Pintar e fazer itens sumirem é uma das partes mais divertidas do jogo. Há diversos segredos escondidos no mapa, e é extremamente gratificante encontrá-los. Essa é a chave para completar algumas das muitas missões que pegamos no game. E, como já dito antes, é possível resolver alguns dos problemas de várias formas diferentes, o que é ótimo.
Mas, apesar dessa mecânica, Disney Epic Mickey: Rebrushed é, na verdade, um game de plataforma em 3D com diversas fases em progressão lateral. Há poucos inimigos durante a jornada e com pouca variedade. Por isso, do meio para o fim, a experiência parece mais uma obrigação do que diversão. Os poucos chefões são legais, mas poderíamos ter uma quantidade maior deles.
Além disso, uma das coisas mais incômodas do game é a transição entre os “mundos”. A falta de viagem rápida é um desserviço. Literalmente todas as vezes em que se passa de um lugar para o outro, é preciso atravessar uma tela em progressão lateral, tanto para ir quanto para voltar. Isso desincentiva a conclusão de missões, já que precisamos ir e vir muitas vezes.
É épico mesmo
Disney Epic Mickey: Rebrushed é muito divertido. O game é uma carta de amor aos personagens criados pelos estúdios Walt Disney e celebra não só o Mickey, mas todo aquele universo. As telas são lindas, repletas de referências que enchem os olhos. Os gráficos estão excelentes, e a versão de Switch 2 consegue alcançar a resolução de 4K com até 60 quadros por segundo; contudo, o save da versão anterior não é compatível. No mais, durante a jogatina, só senti um leve engasgo no desempenho por duas vezes, mais para o final da aventura. E não poderia recomendar mais esse título, e espero que esse lançamento seja o catalisador para trazer mais jogos clássicos da Disney para as plataformas atuais.
Cópia cedida pelos produtores
Revisão: Julio Pinheiro




