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Review Dragon Ruins 2 (PS5) – Um dungeon crawler para pessoas cansadas

Dragon Ruins 2 é a sequência de um jogo pensado para quem chega em casa exausto depois de um longo dia de trabalho. Os próprios criadores o descrevem como ideal para pessoas cansadas, algo que conversa diretamente com a realidade de muitos brasileiros presos à rotina CLT, na escala 6×1.

O jogo entrega uma experiência de exploração de masmorras tranquila, mas que ainda assim exige decisões estratégicas e atenção do jogador. Inspirado em dungeon crawlers clássicos, o título nos permite percorrer corredores e salas repletas de perigos, o que passa uma sensação genuína de exploração. A proposta é clara: ser um contraponto aos jogos complexos e massivos, funcionando como um refúgio para quem busca relaxar após lidar com os estresses do dia a dia.

Desenvolvimento: Graverobber Foundation
Distribuição: KEMCO
Jogadores: 1 (local)
Gênero: RPG
Classificação: 14 anos (conteúdo sexual, violência fantasiosa)
Português: Não
Plataformas: PC, PS5, Switch, Xbox Series X|S
Duração: 7 horas (campanha)/13 horas (100%)

Ruínas, monstros e gerenciamento

Um pouco dos visuais de Dragon Ruins 2 durante a exploração de uma masmorra.

A exploração é o núcleo da experiência em Dragon Ruins 2, algo intrínseco ao gênero dungeon crawler. Cada masmorra combina corredores estreitos, salas interligadas e encontros frequentes com inimigos. O combate funciona de modo automático: basta estar no mesmo cômodo que os monstros para que a batalha aconteça. Na prática, a dificuldade aparece mesmo no gerenciamento da equipe, e saber quando avançar e quando bater em retirada é essencial.

O objetivo principal, derrotar um dragão maligno, está disponível desde o início, mas o jogo não obriga o jogador a enfrentá-lo imediatamente. É necessário preparar e fortalecer a equipe e os equipamentos. Quem tenta avançar despreparado é rapidamente punido, reforçando a importância do planejamento e da estratégia. 

A cidade como ponto de descanso e progresso

Menu da cidade do jogo e as opções disponíveis para os jogadores.

A cidade é o hub central do jogo, que funciona como ponto de encontro, comércio e evolução da equipe. Ali, é possível aceitar missões, comprar e vender itens, melhorar equipamentos no ferreiro e subir de nível na guilda. O ouro tem várias funções: além de servir para comprar recursos, ele permite melhorar nossos equipamentos e evoluir personagens, desde que haja pontos de experiência suficientes.

A cada cinco níveis, o jogador pode escolher uma nova habilidade passiva para o membro da equipe que está subindo de nível, como mais dano crítico ou resistência. Já o comerciante oferece poções de cura, pergaminhos de teleporte para retornar rapidamente à cidade e chaves para abrir baús trancados, reforçando a importância de planejar cada incursão.

Combate simples, mas estratégico

Enfrentando inimigos em um dos cômodos de uma masmorra.

Embora o combate seja automático, Dragon Ruins 2 adiciona camadas estratégicas interessantes que não estavam presentes no primeiro jogo. Cada classe possui habilidades únicas, e as habilidades passivas que adquirimos subindo de nível nos permitem customizar a equipe da maneira que acharmos mais adequada.

Há também um ataque especial que é ativado quando a barra de energia se enche enfrentando inimigos, no qual toda a equipe realiza um ataque conjunto poderoso, ideal para momentos críticos. A gestão de recursos, a escolha de habilidades e a necessidade de se adaptar a cada dungeon tornam a experiência mais rica do que aparenta inicialmente. Jogadores atentos percebem que, apesar da simplicidade, o jogo exige decisões cautelosas.

Visual retrô e trilha sonora relaxante

Visual e atributos de um dos personagens que podemos recrutar para nossa equipe.

Visualmente, Dragon Ruins 2 aposta em um estilo retrô, remetendo a dungeon crawlers clássicos, mas mantendo uma personalidade própria. Os inimigos e personagens têm designs distintos, e cada masmorra possui características visuais que ajudam a diferenciar alguns dos ambientes.

A trilha sonora é melancólica e relaxante, reforçando aquela sensação de uma jogatina mais contemplativa. O ritmo da música acompanha a progressão, tornando os momentos de combate e exploração ainda mais imersivos. Mesmo com gráficos simples, o conjunto transmite identidade e coesão estética, sem parecer genérico.

Uma experiência tranquila, porém repetitiva

O loop de gameplay de Dragon Ruins 2, assim como no anterior, é propositalmente repetitivo, mas relaxante. As missões são organizadas por rankings, o que aumenta a dificuldade e exige planejamento, enquanto a morte resulta na perda de ouro e de experiência, mostrando que decisões descuidadas têm consequências. A repetição é compensada por um progresso tangível, seja na evolução da equipe, nas melhorias nos equipamentos ou no acesso a dungeons mais desafiadoras. Para quem busca troféus, a platina é relativamente fácil, tornando Dragon Ruins 2 um dungeon crawler estratégico e gratificante, ideal para sessões curtas ou como pausa entre jogos mais exigentes. É uma boa opção para jogar após dias cansativos e para fãs do gênero, já que o segundo título é maior e melhor em quase todos os aspectos.

Cópia de PS5 cedida pelos produtores

Revisão: Júlio Pinheiro

Dragon Ruins 2

7.5

Nota final

7.5/10

Prós

  • Belo visual retrô
  • Boa trilha sonora
  • Exploração estratégica

Contras

  • A repetição pode se tornar maçante