Jimmy and the Pulsating Mass é um projeto de RPG Maker ambicioso desenvolvido por uma única pessoa, lançado originalmente para PC em 2018 e portado para consoles em 2026. O indie se destaca pela sua natureza enganosa: sob a fachada de um título colorido e claramente inspirado em Earthbound, esconde-se uma narrativa profundamente estranha, sombria e perturbadora, vista sob a perspectiva de uma criança.
Desenvolvimento: Kikai Digital
Distribuição: Playism
Jogadores: 1 (local)
Gênero: RPG, Aventura
Classificação: 16 anos (Medo)
Português: Não
Plataformas: PC, PS4, Xbox One, Switch
Duração: 30 horas (campanha)
Narrativa complexa e transição atmosférica

A história adota a perspectiva infantil para moldar o mundo através de medos internos e simbolismos marcantes. Embora a narrativa possa soar um tanto amadora ou “bagunçada” em certos momentos, ela transmite uma honestidade brutal que sustenta o interesse ao longo de dezenas de horas — porém, não há a opção de PTBR aqui.
O estilo visual acompanha essa dualidade, realizando transições impecáveis entre uma estética brilhante e cartunesca e o terror grotesco. Esse tom tenso e imprevisível é perfeitamente amarrado por uma trilha sonora que mistura melodias de guitarra com batidas lo-fi, mantendo uma atmosfera de constante desconforto, algo que vai mexer com até mesmo o mais destemido adulto.
Mecânicas inovadoras e sistemas profundos

O grande destaque mecânico fica por conta do sistema de “empatia”, que permite a Jimmy se transformar nos inimigos que encontra pelo caminho. Essas transformações concedem habilidades únicas essenciais tanto para o combate quanto para a resolução de quebra-cabeças ambientais, trazendo bastante dinamismo ao gameplay.
Além disso, o título aposta em sistemas interconectados muito satisfatórios, incluindo um banco para gerenciamento financeiro, personalização de móveis para bônus passivos e arcos narrativos marcantes para os NPCs. Por outro lado, o indie sofre com sérios problemas de ritmo, soterrando momentos emocionais intensos sob segmentos de combate longos, repetitivos e focados em grind, resultando em um jogo mais longo do que deveria ser.
Único e surpreendente
Jimmy and the Pulsating Mass exige um investimento massivo de tempo, mas recompensa a dedicação com uma experiência inesquecível e das mais marcantes já vistos no meio indie. Apesar das mudanças de tom que podem soar exageradas e do ritmo por vezes cansativo, sua profundidade mecânica e ousadia narrativa o tornam uma obra única.
Cópia de Switch cedida pelos produtores




