Pac-Man World 2 Re-Pac capa

Review PAC-MAN WORLD 2 Re-PAC (PC) – Sequência divertida, mas não inventiva

PAC-MAN WORLD 2 Re-PAC traz de volta, remasterizado, o mascote amarelo da Bandai Namco em uma aventura de plataforma cheia de cores, exploração e referências à história da franquia. Seguindo a base do primeiro jogo, a sequência expande a movimentação de Pac-Man e aposta em cenários maiores e mais abertos, além de incluir surpresas curiosas — como um crossover inesperado com o universo de Sonic.

Desenvolvimento: Bandai Namco Studios
Distribuição: Bandai Namco Entertainment
Jogadores: 1–2 (local)
Gênero: Plataforma, Ação
Classificação: Livre
Português: Não
Plataformas: Switch, Switch 2, PS4, PS5, Xbox Series X|S, Xbox One, PC
Duração: 8 horas (campanha)

Plataforma divertida e cheia de energia

Cena de Pac-Man sobre uma pedra no rio
Pule, quique no chão, coma fantasmas e colete itens: Pac-Man World tem várias mecânicas

Assim como no jogo anterior, o grande charme e diversão de Pac-Man World 2 está na movimentação do personagem. Saltar, quicar contra o chão e performar pulos no timing perfeito para alcançar alturas maiores continua sendo uma das mecânicas mais divertidas da série.

O timing correto desses pulos é essencial em vários momentos e cria desafios interessantes nas fases de plataforma. Além disso, Pac-Man ganha novas formas de lidar com inimigos, incluindo um ofensivo chute direto que abre possibilidades de se autodefender além do uso tradicional das esferas de energia, ambos usados também para quebrar caixas.

Momentos que homenageiam o clássico

Cena de Pac-Man gigante comendo fantasmas
Pegue as esferas que tornam Pac-Man gigante e possível de comer fantasmas, assim como no clássico jogo Arcade

Entre as ideias mais legais está a transformação em um Pac-Man gigante que sai devorando fantasmas — uma clara homenagem ao jogo arcade original. É um momento curto, mas extremamente divertido, que poderia ter sido prolongado.

Esse tipo de mecânica poderia aparecer com mais frequência, pois funciona muito bem como variação de ritmo nas fases, especialmente porque as funcionalidades de plataforma acabam saturando um pouco depois de várias fases.

Outro incentivo interessante é a busca por colecionáveis. Completar estágios totalmente, coletando todas as frutas existentes, abre baús que desbloqueiam cosméticos e também máquinas de arcade que liberam novos mundos ou minigames, o que motiva quem gosta de explorar tudo.

Um crossover inesperado

Cena de jogabilidade no mundo do Sonic
Área com fases do Sonic é uma adição gratuita e divertida

Uma das maiores surpresas da aventura é um mundo inspirado no universo de Sonic. Ver Pac-Man atravessando fases com elementos típicos dos jogos do ouriço — incluindo mecânicas que lembram dash e movimentos rápidos — é algo inesperado e extremamente divertido. Inimigos e músicas do ícone da SEGA também estão inclusos e bem fiéis ao jogo original.

E é claro que podemos entrar nos loops e ter a câmera praticamente girando ao redor do personagem, mostrando o quão possível é Pac-Man se fazer presente no mundo de Sonic. No mais, chefes icônicos como Robotnik também marcam presença em momentos de batalhas contra chefes, algo bem desafiador por aqui.

Cena de batalha contra Robotnik
Chefes icônicos estão presentes no crossover

Esse crossover acaba revelando algo curioso: algumas das mecânicas de movimento de Pac-Man realmente lembram bastante a dinâmica de jogos de plataforma mais velozes, o que faz essa mistura funcionar melhor do que se imaginaria.

Quem sabe Sonic podia se aproveitar de um ritmo mais cadenciado no próximo game, com um melhor aproveitamento da verticalidade e acionamento de botões e alavancas? Aqui, tudo parece funcionar muito bem.

Cooperação que poderia ser melhor

Cena de co-op com robô paralizando o inimigo
Co-op permite com que segundo jogador controle um robô que suga itens e paraliza inimigos

Infelizmente, o modo cooperativo é um dos pontos mais fracos aqui, e já era de se esperar, visto que o original era focado no single player. O segundo jogador controla um pequeno robô que voa pelo cenário, podendo coletar itens e atordoar inimigos.

Embora ajude em alguns momentos, essa participação é bastante limitada e não chega perto de oferecer uma experiência cooperativa realmente envolvente. Isso me lembra co-ops tão fracos quanto esse, como o de Mario Odyssey em que o player 2 controla Cappy e tem participação bastante reduzida. Não dá pra considerar isso como um real modo cooperativo.

Estrutura mais aberta nem sempre funciona

Cena de Pac-Man nadando embaixo da água
É possível nadar e explorar o ambiente abaixo da água, devido ao escopo de mundo semi-aberto

Uma das maiores mudanças em relação ao jogo anterior é a estrutura das fases, ou level design. Em vez de uma progressão totalmente linear, os mundos agora são mais amplos e incentivam a exploração. Isso, na realidade, acaba sendo uma faca de dois gumes.

A ideia é interessante, mas nem sempre funciona tão bem na prática. Algumas áreas acabam parecendo vagas ou repetitivas, especialmente em cenários como a floresta, onde a falta de direção clara pode tornar a progressão um pouco cansativa e perdida. Alguns caminhos acabam se dividindo e você precisa manejar a câmera constantemente.

Um Pac-Man divertido, mas irregular

Pac-Man World 2 mantém o espírito leve e divertido da série, oferecendo boas ideias de plataforma e momentos criativos. Porém, a mudança para um design mais aberto e algumas escolhas no modo cooperativo impedem que a sequência alcance todo o potencial que suas mecânicas sugerem. Mesmo assim, é uma aventura agradável, especialmente para fãs do personagem ou para quem, assim como eu, não teve contato com o game original na época do lançamento.

Cópia de PC cedida pelos produtores

PAC-MAN WORLD 2 Re-PAC

8

Nota final

8.0/10

Prós

  • Plataforma divertida
  • Visuais lindos
  • Pac-Man gigante
  • Colecionáveis e cosméticos
  • Mundo Sonic é uma surpresa excelente

Contras

  • Modo cooperativo tosco
  • Estrutura das fases repetitiva
  • Mundos semiabertos cansativos