Feito por um pequeno estúdio independente ucraniano, Pilgrim of Darkness é uma experiência focada em partidas online em um formato PvE (jogador contra o ambiente). O game traz até uma proposta intrigante, mas que, por fim, não diverte tanto.
Desenvolvimento: Viwesa Games
Distribuição: Viwesa Games
Jogadores: 1 (local) e 1-4 (online)
Gênero: Terror
Classificação: 12 anos (violência)
Português: Não
Plataformas: PC
Duração: 20 minutos (partida)
Sobrevivendo na escuridão

Em Pilgrim of Darkness, um jogo de terror de sobrevivência online, é preciso entrar em partidas que se resumem a explorar os mapas, encontrar cristais e levá-los para o lugar correto, extraindo das fases o mais rapidamente possível. As partidas são situadas em vilarejos abandonados e repletos de matas, e não há como reagir diante das ameaças que surgem ao longo da jogatina — os jogadores podem apenas utilizar magias, artefatos e poções que são encontradas nas fases, sem poder lutar diretamente contra os oponentes de uma forma mais livre.
Além disso, o game conta com um sistema de medo que coloca uma ênfase quase obrigatória na furtividade. Caso o personagem corra muito e aparente ter medo dos pesadelos que habitam os vilarejos, mais visível ele se torna para seus adversários. Pelo menos, há mecânicas de progressão, então, conforme vai jogando, a jogatina vai ficando mais simplificada com melhorias para o personagem jogável.

Pilgrim of Darkness pode ser jogado em partidas que contêm de um até quatro jogadores, mas a presença de mais pessoas no mapa não faz tanta diferença para a jogabilidade em geral. Basicamente, a grande utilidade passa a ser a possibilidade de reviver algum jogador que possa ter morrido no decorrer a partida, mas, fora isso, nada muda tanto a ponto de ser obrigatório ter uma equipe para conseguir prestigiar o game — o que chega até a ser uma característica positiva do título, que não tem tantos jogadores online na Steam.
Não é tão legal

Particularmente, apesar da proposta do game ser interessante, com uma experiência PvE que implora pela furtividade em um mapa escuro, Pilgrim of Darkness não chega a ser um jogo divertido. Muito dele é desnecessariamente obtuso e difícil de ser compreendido. Por exemplo, há missões no mapa que vão além do objetivo básico de reunir os cristais para escapar, mas todas elas são pouquíssimo inteligíveis, aliadas também à interface, que não é tão clara e causa sempre interações confusas com o restante do universo do jogo.
Além disso, a atmosfera dos mapas de Pilgrim of Darkness deixa bastante a desejar e não passa uma super sensação de terror, principalmente porque o design dos monstros não é exatamente amedrontador e não há sequer uma trilha sonora que dê um pouco de tensão para a jogatina. Os visuais estão bem em um padrão Unreal Engine, sem uma direção artística realmente distintiva. Mas, pelo menos, o desempenho da versão de PC é leve, sem problemas de performance durante a gameplay.
Ainda não é bom
O título feito pelo pessoal da Viwesa Games até apresenta ideias interessantes, como o sistema de medo, por exemplo. Porém, no geral, Pilgrim of Darkness infelizmente não merece tanta atenção, justamente porque seus conceitos ainda não foram completamente polidos pelos desenvolvedores — o game recebe atualizações constantemente, então pode ser que, com o tempo, isso mude, mas, neste momento, não é um título necessariamente bom.
Cópia de PC cedida pelos produtores
Revisão: Jason Ming Hong




