Planet of Lana II capa

Review Planet of Lana II (Xbox Series S) – Arte em forma de jogo

Planet of Lana II continua a jornada da jovem Lana e de seu fiel companheiro Miu em um mundo alienígena repleto de paisagens exuberantes e criaturas misteriosas. Mesmo para quem não jogou o primeiro título, a sequência funciona bem como uma experiência independente, combinando exploração, puzzles ambientais e momentos de plataforma em uma aventura que aposta muito na atmosfera e na estética.

Desenvolvimento: Wishfully
Distribuição: Thunderful Publishing
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Puzzle, Plataforma
Classificação: 10 anos (Violência, Medo)
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, Xbox Series X|S, Xbox One, Switch 2, PlayStation 5
Duração: 8 horas (campanha)

Puzzles familiares, mas bem executados

Momento de stealth em que precisamos afugentar o monstro
Planet of Lana II empresta mecânicas vistas em jogos como Heart of Darkness e Oddworld’s Abe’s Oddyssey

Mesmo sem ter jogado o primeiro Planet of Lana, é fácil entrar na dinâmica da sequência. O game utiliza mecânicas clássicas de puzzles e plataforma que lembram bastante séries clássicas como Oddworld e Heart of Darkness, especialmente no uso do ambiente e na manipulação de NPCs para resolver desafios.

Um dos sistemas centrais envolve a chamada “possessão”, que permite controlar robôs ou animais presentes no cenário para ativar mecanismos ou abrir novos caminhos. Essa mecânica adiciona variedade aos puzzles e cria momentos interessantes de experimentação, além de surpresas que te fazem sentir-se bastante inteligente. No geral, a curva de aprendizado é bem acessível.

Um espetáculo visual e sonoro

Cena mostrando a belíssima arte visual do game, com árvores ao fundo e cenário natural
O jogo tem uma direção de arte e estilo visual fantástico

Se há um elemento que realmente se destaca em Planet of Lana II, é sua apresentação. O estilo artístico continua deslumbrante, com cenários que parecem pinturas em movimento. É como se você estivesse assistindo a um filme do Studio Ghibli em 3D.

A trilha sonora acompanha esse clima contemplativo com muita eficiência, reforçando o tom melancólico e exploratório da aventura. Juntos, arte e música criam uma atmosfera única que eleva bastante a experiência e mexe com suas emoções.

Ritmo lento e algumas limitações

Momento controlando o peixe enquanto este solta uma tinta que cega inimigos
Controle criaturas no ambiente e robôs para completar tarefas

Apesar da boa base de puzzles, o ritmo às vezes parece lento demais. Algumas animações e interações apresentam pequenas imprecisões ou atrasos na resposta dos comandos, algo que fica evidente para quem já jogou outros títulos semelhantes com controles mais refinados e ágeis.

A narrativa também pode não conquistar todo mundo. O uso de uma linguagem fictícia e a forma como a história é contada tornam alguns momentos menos envolventes, fazendo com que a trama pareça um pouco distante emocionalmente. É simplesmente uma questão de gosto.

Outro ponto discutível é o controle de Miu. Embora o companheiro seja essencial para várias mecânicas — inclusive para ativar a possessão de criaturas e máquinas —, sua interação se resume basicamente a apontar um local e enviar o personagem até lá. A ideia é boa, mas a execução acaba sendo bem chata.

Uma experiência bonita, porém familiar

Planet of Lana II é uma sequência competente que faz bem no quesito essência contemplativa e puzzles acessíveis. A direção artística e a trilha sonora são os grandes destaques, criando momentos visualmente memoráveis, além da mecânica de possessão. Por outro lado, a falta de inovação mais ousada e alguns controles imprecisos fazem com que a experiência pareça um pouco familiar demais para quem já explorou bastante o gênero e conhece as mecânicas presentes.

Cópia de Xbox Series X|S cedida pelos produtores

Planet of Lana II

8

Nota final

8.0/10

Prós

  • Puzzles bem feitos
  • Mecânica de possessão
  • Direção artística e trilha sonora

Contras

  • Ritmo por vezes lento
  • Controles um pouco imprecisos
  • Interações com Miu
  • Pouca inovação dentro do gênero