Pokémon LeafGreen é o relançamento do clássico Pokémon Green/Red para o Switch, trazendo a região de Kanto de volta com gráficos aprimorados no estilo pixel art e algumas melhorias de qualidade de vida. Para muitos jogadores, é uma viagem direta à infância — uma aventura que mistura captura, batalhas e exploração em um dos universos mais icônicos dos videogames. Como é a sensação de retornar a um clássico como LeafGreen de GBA, sem alterações, em um console moderno da Nintendo?
Desenvolvimento: Game Freak
Distribuição: Nintendo, The Pokémon Company
Jogadores: 1–2 (local)
Gênero: RPG
Classificação: Livre
Português: Não
Plataformas: Switch, GBA
Duração: 40 horas (campanha)/140 horas (100%)
Um retorno nostálgico a Kanto

LeafGreen entrega exatamente o que promete: uma recriação fiel da primeira geração de Pokémon com melhorias visuais e pequenos ajustes mecânicos. O estilo chibi em pixel art continua extremamente charmoso, envelhecendo muito bem mesmo anos depois do lançamento.
Para quem viveu a era do Game Boy Advance, é impossível não sentir o peso da nostalgia. A jornada por Kanto, capturando Pokémon e enfrentando ginásios, continua tão envolvente quanto antes. Me lembro como se fosse ontem, passando horas no carro em viagens com meus pais e dedicando todo o tempo ao jogo no meu GameBoy Advance SP com luz embutida.
Mecânicas clássicas com bons ajustes

Mesmo mantendo a base tradicional, LeafGreen trouxe algumas melhorias importantes para a franquia na época. Um dos destaques é o VS Seeker, que permite enfrentar novamente treinadores já derrotados — uma adição simples, mas extremamente útil para treinar e evoluir sua equipe, além de prolongar a vida útil do jogo.
Outro ponto interessante é a consolidação de efeitos em batalha mais claros e presentes, como ataques que aplicam status automaticamente. Isso ajuda a dar mais profundidade estratégica aos combates, sem perder a simplicidade da fórmula original, além de acrescentar camadas de complexidade não tão comuns pros RPGs dos anos 2000.

Ademais, toda vez que você carregar um save, existe uma recaptulação dos eventos tidos até aquele ponto. Interessante pensarem nisso naquela época, visto que muitas vezes precisávamos dar uma pausa para poder continuar numa próxima oportunidade.
Talvez simples demais para os padrões atuais

Apesar do charme e da base sólida, LeafGreen também evidencia suas limitações — especialmente em relançamentos parecidos mais recentes, como em Mario 3D All-Starsrs ou Super Mario Galaxy 1 & 2. Apesar de tudo, a proposta dessa versão é manter o jogo original intacto, mas até onde isso justifica tanta falta de recursos?
A ausência de features de qualidade de vida pesa bastante. Não há opções como acelerar o jogo — algo que muita gente ama nos jogos de RPG modernos —, função de rebobinar, múltiplos saves ou funcionalidades online.

Trocas e batalhas continuam limitadas ao estilo clássico, mas com a utilização da rede local com o dispositivo embutido wi-fi do Switch. Legal, mas não muito funcional. Se o game tivesse sido trazido ao emulador oficial de GBA do Switch, isso teria sido facilmente resolvido através da conexão de internet que simula a rede local. Isso se agrava quando você para pra pensar que certas evoluções, como Alakazam, dependem da troca para serem efetuadas.
Por fim, a sensação geral é de um relançamento muito básico. Considerando o potencial da franquia, a Nintendo podia ter investido em integrações mais robustas — especialmente em plataformas modernas. Pokémon Home foi anunciado para trazer seus Pokémon capturados em outras versões, mas ficou de fora no lançamento. Me questiono o que levou a empresa a lançar um game desses de forma intacta e sem melhorias.
Um clássico que ainda funciona, mas parado no tempo
Pokémon LeafGreen continua sendo uma excelente porta de entrada para a franquia e uma das formas mais agradáveis de revisitar Kanto. No entanto, como relançamento, ele poderia ter recebido mais atenção em termos de recursos modernos ou até mesmo ter ficado disponível no GBA. Ainda assim, seu charme, ritmo e estrutura clássica continuam funcionando muito bem, principalmente para quem busca uma experiência mais “raiz” da série. E algo que não costumo pontuar é o preço, mas aqui é preciso dizer que este é um tanto quanto salgado para a experiência oferecida aqui: R$ 120 no Brasil.
Cópia de Switch cedida pelos produtores




