RoboCop: Rogue City Unfinished Business é uma expansão independente que coloca o jogador de volta no papel de Alex Murphy, o lendário policial ciborgue de Detroit. Mesmo para quem não tem qualquer ligação com os filmes clássicos da franquia, a sequência apresenta rapidamente seu protagonista e parte direto para a ação: criminosos tomam uma emissora de TV e, poucos minutos depois, você já está limpando o local com a icônica pistola automática do RoboCop. E como tudo isso funciona?
Desenvolvimento: Teyon
Distribuição: Nacon
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Tiro, Ação
Classificação: 18 anos
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, PS5, Xbox Series X|S
Duração: 10 horas (campanha)
Ação direta e sem rodeios

Unfinished Business perde pouco tempo com introduções longas. Após uma breve cena explicando quem é RoboCop, você assume o controle e já começa a enfrentar criminosos armados. A sensação inicial lembra bastante a estrutura de shooters clássicos: corredores relativamente lineares, inimigos surgindo em sequência e o uso constante da arma principal.
Nesse aspecto, a experiência funciona bem. A pistola do RoboCop é poderosa, os combates são intensos e a fantasia de ser um policial praticamente indestrutível está sempre presente. A estrutura lembra bastante shooters da era PlayStation 2, quando muitos jogos baseados em filmes apostavam em ação direta e narrativa simples — algo que aqui pode soar tanto nostálgico quanto datado, vai de você.
Controles pesados fazem parte da proposta

Logo após os primeiros minutos, fica claro que controlar Murphy não será exatamente fluido. O personagem é pesado, caminha lentamente e não possui a agilidade típica de protagonistas de FPS modernos.
A movimentação propositalmente lenta tenta reproduzir a natureza mecânica do personagem, mas isso também gera momentos de estranheza. O sistema de mira não tem a aceleração mais precisa e alguns movimentos — como o ataque corpo a corpo — parecem demorar um pouco mais do que deveriam para responder. Esse peso faz parte da identidade do personagem, mas exige certa adaptação e paciência. É como controlar um Mecha.
Sensação de shooter de outra época

Mesmo com gráficos modernos, a estrutura geral lembra muito jogos da era PS2: missões relativamente simples, combate direto, muitos inimigos e pouca complexidade nos sistemas. Visualmente falando, o jogo acaba sendo bem simples e igual ao título anterior, sendo isso um pouco decepcionante.
Para alguns, o game design ultrapassado pode soar como charme retrô, enquanto para outros pode parecer um design que devia ter ficado lá atrás. De qualquer forma, a proposta é clara: entregar ação direta sem tentar reinventar o gênero. Pra mim, funciona bem, ainda mais com os upgrades levando o ritmo em boa parte do game, que permitem modificar sua vida, tiro, munição, etc.
Entre nostalgia e simplicidade
Sem o fator nostalgia da franquia, RoboCop: Rogue City Unfinished Business ainda consegue oferecer momentos divertidos graças à sua ação constante e à fantasia de poder do personagem. Porém, os controles pesados e a estrutura simples deixam claro que o game aposta mais no carisma da licença do que em inovação. Para fãs de shooters nada enrolados e sem complicações, pode ser uma experiência bem divertida e direta ao ponto que lembra a era da simplicidade dos games de FPS.
Cópia de Xbox Series X|S cedida pelos produtores




