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Review Skyrim – Eu costumava ser um aventureiro como você…

O ano é 2011, estava eu animado para jogar pela primeira vez Skyrim em meu primeiríssimo Xbox 360 branco e, como nesta época não trabalhava, passei a tarde toda jogando The Elder Scrolls V até dizer chega. Voltando do primeiro ano de faculdade, continuei a jogatina por horas e mais horas. Pouquíssimo tempo depois comecei meu primeiro emprego e perdi completamente meu tempo livre, e por consequência meu tempo de jogar videogames em casa no sofá. Sabe quando eu imaginaria que poderia ter Skyrim rodando na palma da minha mão em qualquer lugar através de um Nintendo Switch?

Desenvolvedor: Bethesda Game Studios
Editora: Bethesda Softworks
Jogadores: 1
Gênero: Ação, Aventura, RPG
Classificação indicativa:
16 anos
Português: Não
Plataformas: PC, PS4, Xbox One e Switch
Duração: 33 horas (campanha)/ 223 horas (100%)

O que é Skyrim

Apesar de ser popularmente chamado pelo final do nome, Skyrim é o quinto jogo da série The Elder Scrolls, um dos maiores (literalmente) e mais famosos RPGs da modernidade. Sendo eu um jogador que teve pouco e quase nenhum contato com os jogos anteriores – sinceramente, não fez diferença -, Skyrim pra mim é o mesmo que é para muita gente: um jogo que funciona por si só. Para os aventureiros de primeira viagem ficarem por dentro, você inicia sua aventura duzentos anos depois dos eventos de Oblivion (4º jogo da série) na clássica carroça a caminho de ter sua cabeça cortada fora junto com alguns membros dos Stormcloak.

Seu personagem consegue escapar graças à confusão causada pelo dragão negro Alduin, e então é ajudado por um dos guardas que estavam junto à sua sentença de morte. A história realmente começa a ficar interessante depois de uma batalha em que você descobre ser o último Dovahkiin/Dragonborn (nascido dragão), sendo sua missão inicial a partir daí aprender os 3 gritos mais icônicos de todo o jogo: Fus-ro-dah. Além disso, você fica a cargo de derrotar a ameaça que Alduin representa para Skyrim, portanto fique preparado para enfrentar uma bela lista de dragões pelas terras deste gigante mundo.

Completamente em suas mãos

Uma das coisas que mais gosto em Skyrim é sua personalização. Você pode mudar completamente a aparência de seu personagem e até mesmo sua raça, cada uma possuindo uma vantagem diferente sobre a outra. Apesar dos visuais não serem “aquelas coisas” mesmo em seu lançamento lá pra 2011 e todos os personagens parecerem os mesmos, The Elder Scrolls V faz uma tarefa competente no quesito gráfico – é um jogo de mundo aberto, então perdôo.

Suas mecânicas de RPG não são extremamente profundas, então o jogo é acessível até para pessoas mais preguiçosas que não se importam com complexidade e odeiam ficar pensando muito para montar a build perfeita de um personagem. A árvore de habilidades é bem simples e direta, e cada ponto dela possui a descrição completa de seu efeito – só é bem ruim a navegação por aqui.

Em termos de usabilidade Skyrim também manda muito bem até mesmo pra um jogo relativamente antigo. São vários recursos bem-vindos que levam em consideração uma boa experiência, como a viagem rápida entre locais já visitados, uma janela de favoritos para incluir magias e equipamentos para que sejam acessados com apenas um botão, quicksave para salvar a qualquer momento que você quiser do jogo (cuidado para não salvar em lugares lotados de inimigos, vai por mim), dificuldade adaptativa ou à sua escolha, etc.

Já por outro lado, não lembro se em outras versões do jogo existe este detalhe, mas ao entrar numa sala nova, existe um pequeno fade out com cerca de 2s para poder tomar controle do personagem, então neste meio tempo você fica completamente vulnerável e pode morrer facilmente se alguém estiver te perseguindo, por exemplo – bola fora.

O port de Switch

Como este texto faz total referência à versão de Switch, a seguir teremos várias características deste port feito para o console da Nintendo. Começando pelo gráfico, o “Skyrim portátil” possui visuais que eu diria estar entre a geração Xbox 360/PS3 e Xbox One/PS4. Texturas e resoluções no modo portátil trazem um nível bem satisfatório de qualidade, além de que o jogo roda em constantes 30fps (não reparei em quedas de performance). Já no modo dock a qualidade aumenta consideravalmente, e o jogo fica um pouco mais bonito. Caso você seja muito exigente, sentirá incômodo ao perceber que a distância que Skyrim consegue renderizar no Switch não é tão grande, então espere ver a grama se formando enquanto você vaga pelo mundo do jogo. Se tratando de mods, o jogo não oferece suporte a nenhum (não oficialmente), ao contrário de suas versões de PC, Xbox One e PS4.

Algo que considerei uma péssima decisão foi a de não incluir a possibilidade de aumentar o brilho dentro do jogo (o que existe em outras versões). O resultado são vários momentos em que a escuridão toma conta do local e você não consegue enxergar um dedo em sua frente, daí o jeito é apelar para uma tocha ou algo que gere luz – sério mesmo? Parece ridículo, mas o jogo foi “portado” para Switch em 2017 e até hoje continua sem uma atualização que corrija isso.

Exclusivamente para o console da Nintendo, temos também suporte aos sensores de movimento. Como o combate em Skyrim é bem travado (leia “ruim”), não consegui grandes feitos utilizando o joycon para sacudir a espada e atacar um inimigo. Porém, usar o sensor ao mirar muda completamente a pegada em um combate, já que tudo se torna bem mais preciso principalmete na hora de lançar aquela magia e girar rapidamente a câmera para o inimigo ao lado. Além disso, mais uma vez para a versão de Switch temos um item especialmente feito pensando numa franquia da gigante japonesa: a roupa e o equipamento de Link vindo diretamente de Zelda Breath of The Wild. Já falando sobre o idioma, o jogo infelizmente não apresenta a opção de português brasileiro, então fica complicado indicar Skyrim para alguém que não tenha um conhecimento no mínimo intermediário-avançado da língua inglesa (tem também o espanhol, pelo menos).

Visite Skyrim mais uma vez

Apesar de Skyrim ser reconhecidamente cheio de bugs, problemas de colisão, combate ruim, movimentação que deixa a desejar, cosigo indicar o jogo tranquilamente para pessoas que procuram um excelente RPG de mundo aberto com uma boa dose de história. Por mais que o jogo tenha sido lançado há tantos anos para diversas plataformas, é um verdadeiro deleite poder jogá-lo em qualquer lugar e continuar seu progresso no momento em que bem entender. O quinto jogo da série The Elder Scrolls tem bastante sinais de envelhecimento em sua jogabilidade e visual, mas curiosamente parece ser totalmente à prova do tempo quando se trata de qualidade e competência.

Este review foi feito usando uma cópia para Switch cedida pela Bethesda

Skyrim

9

Nota final

9.0/10

Prós

  • Mecânicas de RPG sólidas
  • História magnífica
  • Missões secundárias relevantes
  • Viagem rápida
  • Controles por movimento

Contras

  • Sem o idioma português
  • Jogo muito escuro em vários momentos