Sworn é um roguelike de ação focado em runs rápidas, combate em salas e progressão baseada em upgrades permanentes e temporários, seguindo à risca a fórmula de entrar, morrer, evoluir e repetir. Mas o quanto isso foi desenvolvido por aqui?
Desenvolvimento: Windwalk Games
Distribuição: Team17
Jogadores: 1-4 (online)
Gênero: Ação, Roguelike
Classificação: 12 anos (violência fantasiosa)
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, PS5, Xbox Series X|S, Switch
Duração: 8 horas (campanha)/56 horas (100%)
Uma base funcional Roguelike

Sworn até começa com uma boa primeira impressão. O estilo visual é agradável e funciona bem dentro da proposta. Ainda assim, falta impacto logo de cara. Não existe nada que realmente chame a atenção ou diferencie o jogo dos demais.
A ambientação é competente, mas genérica. Tudo parece já visto em outros roguelikes. Isso faz com que o jogo perca identidade muito rápido, apesar de todo o potencial.
Progressão constante, mas totalmente previsível

A progressão segue exatamente o que se espera do gênero. Você desbloqueia classes, ganha upgrades durante as runs e acumula melhorias permanentes ao morrer. Esse ciclo funciona, mas cansa rápido demais. Você já sabe exatamente o que esperar de cada tentativa.
Por outro lado, Sworn oferece coop online e, tecnicamente, ele funciona. É possível conectar e jogar sem grandes dificuldades. Porém, a experiência não se sustenta: o lag aparece mesmo em condições ideais, mesmo na mesma rede wifi. Isso quebra completamente o ritmo do gameplay. Sem falar que podiam ter facilmente adicionado um co-op local com tela compartilhada.
Estrutura repetitiva e pouco inspirada

As salas são pequenas e extremamente repetitivas. Os inimigos se repetem constantemente e não trazem variedade real, sem falar na quantidade exagerada de armadilhas que existem e podem te matar.
A dependência do ciclo roguelike aqui é exagerada. Sworn se apoia demais na repetição. Em vez de evoluir, ele insiste na mesma estrutura e te força a morrer, tentar novamente, fazer upgrades, e repetir. Não há nada muito cativante aqui.
Problemas básicos de design

Algumas decisões são difíceis de entender. É possível acessar lojas mesmo sem dinheiro. Isso não agrega nada e só mostra falta de refinamento. Além disso, não há opções de dificuldade. A experiência é travada, sem qualquer tipo de ajuste. Isso limita bastante o público.
Por fim, tempos de carregamento são constantes e interrompem o fluxo o tempo todo. Isso é ainda mais difícil de aceitar considerando o hardware. O jogo simplesmente não se sustenta tecnicamente. Também não existe coop local. A ausência de split-screen elimina uma das melhores formas de aproveitar esse tipo de jogo. É uma limitação clara.
Um roguelike genérico que não vai além
Sworn entrega uma base funcional, com progressão típica do gênero, co-op online presente e um visual competente, mas falha em praticamente todos os pontos que realmente importam. A repetição excessiva, a falta de variedade nas salas e inimigos e a dependência quase total do loop de tentativa e erro tornam a experiência cansativa muito rápido. Além disso, decisões básicas de design, como permitir acessar lojas sem dinheiro e não oferecer opções de dificuldade, mostram falta de refinamento. No fim, o jogo até funciona, mas não evolui, não surpreende e não cria identidade própria. É mais um roguelike que segue a fórmula que é boa no papel, sem entender como torná-la interessante.
Cópia de Switch cedida pelos produtores




