Um dos melhores jogos de 2025 na minha opinião, que passou um tanto por baixo dos radares, The Rogue Prince of Persia chega agora no final do ano ao Switch e Switch 2. O título mescla o combate e exploração dos clássicos jogos 2D da franquia com elementos de roguelike, criando uma experiência fluida e viciante.
Desenvolvimento: Evil Empire
Distribuição: Ubisoft
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação
Classificação: 12 anos (violência, linguagem imprópria, medo)
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, PS5, Switch, Switch 2, Xbox Series X|S
Duração: 9.5 horas (campanha)/23 horas (100%)
Ande pelo tempo até vingar seu reino

O enredo de The Rogue Prince of Persia não tem relação direta com outros jogos da série e também não é um grande destaque de qualquer forma — basicamente, temos uma desculpa para reviver eternamente e tentar novamente, até derrotarmos Nogai, o líder do exército huno, e restaurarmos a paz no reino. Os cenários são de temáticas comuns na série, sempre baseados na época e na localização da franquia, a Pérsia medieval.
A jogabilidade básica segue as bases estabelecidas nos títulos clássicos da franquia. Trata-se de um jogo de ação em plataforma 2D, em que controlamos o príncipe em combate contra diversos tipos de inimigos e também fazendo parkour para atravessar os cenários com agilidade. A novidade é que o jogo está estruturado como um roguelike: partimos do início e, ao morrer, devemos começar de novo, com a possibilidade de obter novos elementos (armas, roupas, lugares) e destravar técnicas. Além de, claro, o aprimoramento das habilidades do próprio jogador.
Tente jogar apenas mais uma

O principal triunfo de um roguelike, para mim, é conseguir fisgar o jogador, aquele sentimento de querer jogar apenas mais uma antes de dormir. E nisso, o game manda muito bem, por meio da jogabilidade rápida e do sistema de progressão estimulante. A jogabilidade básica do príncipe consiste em suas armas principais e secundárias, pular, escalar, andar por paredes e desviar. Pode parecer pouco, mas cada run sempre será única devido à grande variedade de armas, amuletos e outros efeitos.
O game, considerando uma run completa, consiste em cerca de seis fases e três chefes. Você pode escolher por quais cenários seguir, sendo obrigatório realizar ações específicas em alguns deles para liberar novos cenários e, eventualmente, chegar à batalha final. Os dois primeiros chefes podem variar também. As fases são geradas aleatoriamente, ainda que, em diversas ocasiões, o seu layout seja bastante parecido e previsível. No começo, você dificilmente chegará ao primeiro chefe, quanto mais vencê-lo. Mas logo provavelmente estará vencendo-o praticamente sem levar dano.
Muitas armas e habilidades

Assim, ao longo da partida, vamos personalizando o personagem com diversas habilidades e um nível razoável de imprevisibilidade. Há armas dos mais diversos tipos, sejam mais pesadas, leves, de maior ou menor alcance. Também há uma boa variedade de armas secundárias, que consistem principalmente em ataques à distância. É provável que você acabe tendo algumas favoritas, mas é sempre válido experimentar algo diferente e, se não gostar, geralmente consegue trocar ainda na mesma run. Os amuletos também trazem uma grande variedade. Por padrão, você pode equipar três amuletos, mas pode chegar a nove. Há efeitos dos mais diversos, com certas combinações ampliando ainda mais seus efeitos.
Também há árvores de habilidades, que te dão benefícios permanentes, como mais vida, mais opções de itens ou capacidade de equipar mais amuletos. Mais habilidades são liberadas ao longo do progresso na campanha. É possível distribuir os pontos livremente, podendo retirar de uma habilidade e colocar em outra se quiser, garantindo mais uma grande liberdade também nesse aspecto.
Diferentes caminhos, um destino final

Não é possível ver o final do jogo na primeira run. Para ir destravando alguns caminhos e chegar ao final da história, é necessário conversar com certos personagens e cumprir algumas “quests”, que necessitam que você escolha diferentes caminhos em outras runs, até encontrar o caminho para o último chefe. Em suma, é uma gameplay bastante rápida e dinâmica, onde você vai querer sempre jogar mais uma partida para tentar se superar e testar novas builds.
Visualmente, o game é excelente. Os gráficos 2D são bonitos e muito bem animados, com cada arma passando uma grande sensação de peso e impacto. Uma boa funcionalidade é o cross save, que funciona a partir da sua conta da Ubisoft. Apenas baixei, abri o jogo e meu save do PlayStation 5 já estava lá disponível, sem nenhuma burocracia ou processo complicado.
Talvez não seja o esperado, mas está em ótimo caminho
The Rogue Prince of Persia é mais um excelente jogo da série, vindo na esteira do incrível The Lost Crown. Certamente, o público ainda aguarda um novo capítulo 3D da série ou o anunciado remake de Sands of Time, mas não podemos negar que a franquia está em um ótimo estado com estes últimos lançamentos.
Cópia de Switch 2 fornecida pelos produtores
Revisão: Julio Pinheiro




