Após mais de cinco anos em acesso antecipado e tendo sido jogado por milhões de jogadores, com mais de 10 milhões de cópias vendidas em pouco mais de um ano, Valheim finalmente chega à sua versão 1.0, também agraciando os jogadores das plataformas da Sony e da Nintendo, já que, até então, estava disponível apenas para computadores e consoles da Microsoft. Após tantos anos de espera pela versão final, será que Valheim consegue atender às expectativas dos jogadores e entregar uma experiência marcante? Vamos conferir.
Desenvolvimento: Iron Gate AB
Distribuição: Coffee Stain Publishing AB
Jogadores: 1 (local) e 1-10 (online)
Gênero: Ação
Classificação: 12 anos (Drogas lícitas, Violência)
Português: Legendas e Interface
Plataformas: PC, PS5, Xbox Series X|S, Switch 2
Duração: 162 horas (campanha)
Lutando por Odin

Aqueles que foram os melhores guerreiros de Odin são buscados pelas valquírias no campo de batalha após a morte, para que continuem lutando pelo Pai de Todos em Valheim, uma terra exilada dos
galhos da Yggdrasil pelo próprio Odin após uma antiga guerra contra forças inimigas. Agora, devemos dar continuidade a essa luta para impedir que Valheim retorne aos galhos de Yggdrasil e espalhe um terrível mal por todos os reinos. Assim, começa a nossa jornada em Valheim. Após personalizarmos nosso guerreiro, despertamos em uma terra misteriosa, repleta de perigos e histórias a serem descobertas. Para sobreviver, precisamos coletar recursos e nos preparar da melhor forma possível para enfrentar diferentes climas e derrotar os poderosos seres outrora exilados por Odin, seja sozinho ou com a ajuda de outros jogadores.
Explorando e construindo

Como já era de se esperar de um jogo do gênero, Valheim mescla muito bem a exploração e a construção. Quando pensamos na exploração, ela vai desde momentos mais tranquilos, nos quais podemos desfrutar dos belos gráficos low-poly e dos variados biomas do jogo, coletando os mais diferentes tipos de recursos, como frutas, flores, madeira, rochas e minérios, até itens obtidos por meio da caça, como carne de javali e pele de cervo. Também precisamos enfrentar combates desafiadores para conseguir materiais como ossos de mortos-vivos e peles de trolls.
Já a construção funciona de maneira muito satisfatória, agradando desde o construtor novato, que não se importa tanto com essa mecânica e prefere partir para o combate assim que possível, até o construtor mais assíduo, que gasta horas e horas montando sua base da forma que preferir. Sendo possível construir desde nossos próprios equipamentos com os recursos coletados, como machados, martelos, arcos e vestimentas, até a construção de grandes salões vikings e imponentes portos marítimos.
A física das construções também funciona de maneira interessante, levando em consideração a gravidade, não sendo possível construir edifícios flutuantes, pois tudo precisa ter uma base sólida para que possamos prosseguir sem correr o risco de desabamentos que causem nossa morte.
Subindo de nível na prática

Valheim possui um sistema de níveis que muito me agrada, algo que gostaria de ver em muito mais jogos. E como funciona esse sistema? Na verdade, é algo bem simples, para melhorar determinada habilidade, você deve executar tal atividade repetidas vezes. É o bom e velho aprender fazendo.
Por exemplo, deseja aumentar sua habilidade de cortar árvores? Então, corte mais árvores! Quer empunhar melhor arcos, lanças, escudos e machados? Você deve aprimorar suas habilidades na prática, por meio do combate. É um sistema bastante simples, mas que funciona perfeitamente e segue uma lógica concreta, afinal, não é possível melhorar em algo sem praticar.
Isso também faz com que os jogadores de uma equipe que preferem explorar e combater, em vez de passar o tempo coletando recursos e construindo, sejam recompensados por suas atividades, melhorando justamente naquilo que gostam de fazer. E vice-versa, permitindo que cada jogador desenvolva suas habilidades de acordo com suas preferências.
Para lobos solitários e alcatéias

Acredito que Valheim consiga agradar gregos e troianos quando falamos de seu modo multiplayer, atendendo desde os jogadores que preferem jogar sozinhos até aqueles que gostam de reunir uma galera para se aventurar por um novo mundo.
O modo online funciona muito bem, permitindo que até dez pessoas joguem em um mesmo servidor, enquanto o modo solo possibilita experimentar todo o conteúdo disponível de maneira solitária. Assim, cabe ao jogador decidir como prefere aproveitar a experiência. Também é possível alternar entre os dois estilos de jogo em um mesmo servidor, seja reunindo os amigos para caçar os muitos inimigos de Valheim ou investindo horas sozinho para terraplanar uma região para construir uma torre de observação, por exemplo.
Uma vasta jornada

Valheim tem um objetivo principal bem definido: derrotar os poderosos seres que habitam suas terras para provar nosso valor a Odin e manter o equilíbrio entre os reinos nórdicos. Porém, esse é o tipo de jogo que não nos obriga a enfrentar os chefes em sequência, já que podemos realizar tais tarefas no nosso próprio ritmo.
Se o jogador deseja apenas explorar um dos vários biomas do jogo e aproveitar a ótima trilha sonora presente na obra, tem total liberdade para fazer isso. Valheim é um jogo de momentos: podemos escolher entre a paz e a tranquilidade proporcionadas pela construção e pela exploração ou nos aventurar em combates desafiadores contra poderosos chefes.
Para veteranos e novatos
Acabei jogando muito pouco do acesso antecipado de Valheim por escolha própria. Embora o jogo já oferecesse bastante conteúdo, jogar sem desbloquear conquistas ou troféus acaba sendo um impeditivo para mim na maioria dos casos, e com Valheim não foi diferente. Por isso, retornar agora, após o lançamento da versão final, era algo que eu esperava ansiosamente. Agora, além de estar disponível para todas as plataformas atuais, Valheim entrega o desfecho dessa jornada nórdica para quem já vinha se aventurando por suas terras e oferece uma experiência completa, com muito conteúdo, para os novatos. É uma opção obrigatória para quem gosta de um bom jogo de sobrevivência.
Cópia cedida pelos produtores
Revisão: Júlio Pinheiro




