Taxi Chaos 2 continua a proposta arcade de direção caótica que joguei anos atrás em Taxi Chaos, te colocando para completar corridas frenéticas enquanto transporta passageiros pela cidade dentro de um limite de tempo. A sequência acelera o ritmo do antecessor e propõe a adição de novas camadas de customização e habilidades. Porém, o quanto isso acrescenta de verdade à fórmula que consagrou Crazy Taxi como o melhor título desse nicho?
Desenvolvimento: Team6 Game Studios
Distribuição: Lion Castle Entertainment
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Corrida, Arcade
Classificação: 10 anos (violência fantasiosa)
Português: Não
Plataformas: PC, PS5, Xbox Series X|S, Switch
Duração: 8 horas (campanha)/15 horas (100%)
Uma tentativa de dar mais contexto ao caos

A base continua simples e direta, focada em pegar passageiros, cumprir objetivos rapidamente e causar o máximo de caos possível durante o trajeto. A ideia é clara desde o início e não tenta ser nada além disso. Taxi Chaos 2 tenta trazer uma camada extra de narrativa, adicionando mais diálogos durante as corridas e interações entre personagens, e uma história que envolve concorrentes com táxis operados por AI.
Existe um esforço claro em dar mais identidade ao game. Na prática, isso não se sustenta por muito tempo. O excesso de falas nas corridas se torna cansativo e bem artificial muito rapidamente. Em vez de enriquecer a experiência, tudo isso acaba atrapalhando e irritando.
Um ritmo mais rápido que melhora a base

A principal evolução aqui está no ritmo das missões. As corridas são mais rápidas e diretas, o que melhora significativamente o fluxo em relação ao anterior, no qual tudo levava mais tempo. As habilidades equipáveis e os diferentes veículos ajudam a adicionar variedade aos movimentos e possibilidades. No mais, cada táxi desbloqueável tem atributos próprios, e as habilidades trazem um leve elemento estratégico nas disputas contra outros motoristas.
O maior problema continua sendo o recurso mais utilizado: a dirigibilidade. Os veículos são extremamente “flutuantes”, com pouca precisão e resposta inconsistente aos comandos. Isso impacta diretamente a gameplay. Fora isso, a trilha sonora é extremamente fraca e remete a músicas que normalmente você ouve num elevador.
Progressão artificial e repetitiva

O sistema de progressão é claramente artificial e inflado. O dinheiro ganho nas corridas é muito baixo mesmo com clientes que pagam muito, forçando repetição excessiva para avançar. Além disso, não há evolução real no conteúdo. Não existem reais novas áreas ou mudanças relevantes nas mecânicas, fazendo com que o loop se torne repetitivo e sem grandes atrativos pra continuar.
Ademais, existem aqui decisões técnicas estranhas. A performance roda a 60fps, mas essa não é uma opção direta e só é ativada ao alterar configurações no menu — claramente um bug, mas um bug que aprovo. Me pergunto se isso é algo que acontece somente no Switch 2, já que não há uma versão específica para a plataforma (somente Switch 1).
Um jogo mais rápido, mas ainda sem direção
Taxi Chaos 2 melhora o ritmo e adiciona algumas ideias interessantes, como habilidades e customização. No começo, isso torna a experiência mais envolvente do que o antecessor. Mas os problemas estruturais permanecem, além da falta de criatividade. Controles ruins, progressão artificial, música ruim e falta de evolução no gameplay fazem com que a sequência se torne repetitiva rapidamente. No final, é uma sequência que melhora pouco e piora em muitos aspectos.
Cópia de Switch cedida pelos produtores




