Dead as Disco é um beat ‘em up bastante estiloso. O título de estreia da Brain Jar Games leva o beat ao pé da letra e coloca Charlie Disco, o protagonista, para lutar contra seus rivais sempre ao som de uma batida específica. Disponível para PC em acesso antecipado, é um jogo divertido, mas naturalmente incompleto e com alguns problemas que, ainda assim, não conseguem tirar o brilho do game.
Desenvolvimento: Brain Jar Games, Inc.
Distribuição: Brain Jar Games, Inc.
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação, Luta, Música
Classificação: 14 anos (linguagem imprópria, violência, interatividade online)
Português: Interface e legendas
Plataformas: PC
Duração: 3 horas (campanha)
Batendo ao som das batidas

Na campanha, controlamos um astro decadente que precisa lutar contra músicos rivais em um estilo de gameplay que lembra Hi-Fi Rush. Cada fase dura cerca de 10 minutos e elas praticamente são grandes videoclipes jogáveis, com vários efeitos de câmera e filtros visuais que fazem com que o game seja, a todo instante, extremamente chamativo. É preciso atacar em um padrão de tempo correto, de acordo com a música (podendo ativar um indicador nas configurações para ter um retorno visual dos golpes), para conseguir derrotar os inimigos e conquistar uma boa pontuação.
Dead as Disco não é um roguelike nem nada do tipo, mas não apresenta uma campanha linear, e sim somente fases aleatórias, sem uma conexão direta entre cada uma delas. No geral, a gameplay é simples. O título usa uma quantidade baixa de botões, o que faz com que, de primeira, a jogabilidade pareça limitada. Porém, aos poucos, é possível ganhar novas habilidades usando os pontos (chamados de “fãs” pelo jogo) recebidos como recompensa, complementando o sistema de ataque com movimentos exagerados e espetaculares, que combinam demais com o game. Finalizar cada fase pela primeira vez desbloqueia o acesso às habilidades do vilão do mapa completado, estando aí a principal motivação para rejogar o conteúdo várias vezes, para se ter todas as habilidades possíveis.
Apresentação incrível

Dead as Disco é graficamente incrível, com uma apresentação de outro nível. Cada fase é muito dinâmica e conta com diversas faixas distintas dentro de um gênero específico, com transições rápidas e chamativas. A trilha sonora é sensacional, com músicas originais e outras licenciadas adaptadas ao jogo, como “The Final Countdown”, da banda Europe, e “Maniac”, trilha consagrada pelo clássico filme Flashdance: Em Ritmo de Embalo, de 1983.
Também é possível que os jogadores usem seus próprios arquivos MP3 no jogo, em um modo chamado Discoteca Infinita. É legal, mas não tem o mesmo charme da campanha em si porque a função é centrada apenas em lutar contra ondas de adversários ao som de uma música específica, sem nada além disso.
Ainda em acesso antecipado

No entanto, o game tem alguns problemas que evidenciam que nada está realmente finalizado, conforme o esperado para um título em acesso antecipado. No controle, principalmente, dá para notar um grande delay em todos os comandos, o que atrapalha a premissa do jogo, que recompensa justamente o timing. Esse atraso está ausente quando o mouse e teclado é utilizado, sendo algo que precisa ser corrigido pelos produtores.
Os desenvolvedores planejam manter Dead as Disco em early access por mais um ano, ajustando o jogo com soluções de bugs e melhorias feitas com base no feedback da comunidade, ao mesmo tempo em que incluem novos adversários e músicas. Uma promessa para a versão completa é a adição de um modo cooperativo multiplayer, que pode funcionar perfeitamente no jogo caso eles entreguem uma experiência livre de falhas de latência. O pessoal da Brain Jar Games já informou que o preço do jogo irá aumentar no lançamento da versão 1.0, então pegar o jogo ainda em acesso antecipado e levar em consideração o que está sendo apresentado como uma demo do que virá no futuro pode acabar sendo uma boa ideia.
Muito legal
Dead as Disco, embora incompleto e com problemas técnicos, é um acerto impressionante. Não à toa, o game é tão estiloso que chega a lembrar até as produções da Grasshopper Manufacture, o estúdio liderado pelo excêntrico Suda51. É um nome para ficar de olho nos próximos meses, porque o potencial desse ser um jogo imperdível na lista altamente específica de games que misturam pancadaria com ritmo é enorme.
Cópia de PC cedida pelos produtores
Revisão: Ailton Bueno




