Aarik and the Ruined Kingdom

Review Aarik and the Ruined Kingdom (PC) – Resolvendo puzzles com a câmera

Aarik and the Ruined Kingdom é um jogo focado na solução de puzzles, desenvolvido pelo estúdio independente Shatterproof Games. Pensado para plataformas mobile, o título também está disponível para jogadores de PC, trazendo uma experiência que chama a atenção pela criatividade, mas que decepciona por sua execução.

Desenvolvimento: Shatterproof Games

Distribuição: MadOctopus

Jogadores: 1 (local)

Gênero: Plataforma

Classificação: Livre

Português: Interface e legendas

Plataformas: Switch, PC, iOS, Android

Duração: 2 horas (campanha)

Desafios com a perspectiva

Gameplay de Aarik and the Ruined Kingdom

Sem uma grande narrativa por trás, já que esse é um indie feito por uma equipe pequena e vendido a um preço bem acessível na loja da Steam, Aarik and the Ruined Kingdom coloca seu protagonista para resolver puzzles que envolvem girar a câmera do jogo, que usa uma visão isométrica, para descobrir novos caminhos no mapa de acordo com o ângulo da imagem. É preciso formar pisos para conseguir andar em plataformas que parecem bloqueadas de um jeito, mas que, de outro ponto de vista, se conectam muito bem com o restante dos níveis.

A proposta do game é ser uma experiência relaxante, demonstrada principalmente pela estética clean e colorida do título, em adição a uma trilha sonora calma que acompanha toda a jogatina. É um conceito que poderia até ter funcionado nas seis fases bem criativas que compõem a campanha do game, se tivesse sido um pouquinho melhor polido pelos desenvolvedores. 

Jogabilidade deixa a desejar

Jogabilidade de Aarik and the Ruined Kingdom

Aarik and the Ruined Kingdom tem uma jogabilidade no estilo “point and click”, adaptando o touch screen da versão de celular para mouse e teclado, com a possibilidade de clicar em pontos específicos da interface, que não é lá tão intuitiva. Também é possível usar as teclas WASD para movimentar o protagonista, que conta praticamente com controles tanque (quando o personagem se move em relação ao seu próprio corpo, independentemente do ângulo da câmera), mas essa opção prejudica a fluidez da jogatina. 

O título não aponta objetos interativos e por isso, a progressão se torna confusa em vários momentos, junto com a forma de alterar a câmera, que não é exatamente livre mas sim condicionada a arrastar pequenos ícones diagonais, que ficam na parte inferior da tela. É algo que pode até funcionar no celular, mas não numa plataforma em que o comportamento esperado de um mouse é poder clicar em qualquer parte da tela e ir arrastando para ter uma visão completa em 3D das fases. 

Cena de Aarik and the Ruined Kingdom

Então, há um contraste no game: as mecânicas não são lá tão polidas e atrapalham o level design, que é satisfatório e, em alguns momentos, mostra muita criatividade por trás do jogo – que não é dos mais longos, dependendo de cada jogador e do tempo levado para solucionar os puzzles da campanha para ser finalizado. 

Execução desaponta

É legal como Aarik and the Ruined Kingdom brinca com a perspectiva de sua visão isométrica. No entanto, embora tenha vários pontos positivos, o game não é uma experiência interessante por causa de sua gameplay mal polida, que não funciona tão bem e faz com que um jogo que deveria ser tranquilo seja apenas frustrante.

Cópia de PC cedida pelos produtores

Revisão: Ailton Bueno

Aarik and the Ruined Kingdom

6

Nota Final

6.0/10

Prós

  • Ideias criativas
  • Gráficos agradáveis

Contras

  • Jogabilidade mal polida