Sonic Frontiers, a aventura 3D mais recente do ouriço da Sega, chega agora ao Switch 2 em uma versão completa, chamada de Definitive Edition. Já existente no Switch 1, não há possibilidade de upgrade para essa versão, mas essa transição pouco valeria a pena de qualquer forma. E a edição definitiva faz referência a… conteúdo disponível gratuitamente nas demais versões.
Desenvolvimento: Sonic Team
Distribuição: Sega
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação, Plataforma
Classificação: Livre (violência fantasiosa)
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, PS4, PS5, Switch, Switch 2, Xbox One, Xbox Series X|S
Duração: 16.5 horas (campanha)/27 horas (100%)
Sonic é apresentado ao mundo aberto

Sonic Frontiers inovou ao ser o primeiro jogo do personagem com estrutura de mundo aberto. Navegamos por diferentes ilhas resolvendo pequenos puzzles, enfrentando inimigos e chefes, coletando itens e também jogando algumas fases tradicionais, com jogabilidade tanto 2D quanto 3D. Uma premissa bastante interessante, mas a execução dividiu bastante os jogadores, e eu particularmente estou do lado dos que não gostaram do que foi entregue.
Sonic e seus amigos caem em um buraco de minhoca e caem em uma dimensão paralela. O ouriço azul consegue escapar e parte então em busca de salvar seus amigos em algumas ilhas, que são os mundos abertos do game. Ao fazer determinadas atividades, enfrentamos então o chefe de cada ilha, até salvarmos todos.
Muitas ações e habilidades

O personagem tem seu arsenal de ações conhecido dos jogos 3D anteriores. Sonic corre (óbvio), pula, desliza em corrimões, coleta anéis e ataca de diversas formas, fazendo combos, além de outras formas de movimento. Uma novidade é a corrida por paredes, que não é muito fácil de controlar. Ao longo da aventura, Sonic pode também coletar itens para aprimorar seus atributos, como em um RPG: ataque, velocidade, defesa, quantidade de anéis que podem ser carregados e a barra de turbo, que o permite correr ainda mais rápido por um tempo.
Sonic então é jogado no mundo aberto, onde deve ir andando e encontrando coisas para fazer, sempre com o objetivo principal de coletar as Chaos Emeralds para poder enfrentar o chefe daquela ilha e libertar um dos seus amigos. Há realmente uma grande quantidade de coisas que podem ser feitas e itens para serem coletados mas, para quem preferir, há também indicação de onde ir para seguir a história, mas talvez você precise coletar alguns itens explorando a ilha antes de prosseguir.
Muito a fazer, mas…

São diversas atividades para se fazer explorando as ilhas: pequenos puzzles, inimigos normais e chefes de diversos tamanhos, minigame de pesca, andar por corrimões coletando aneis, jogar as fases tradicionais, entre outras possibilidades. Nas fases tradicionais, também há coletáveis e metas de tempo para ganhar mais itens. Tudo espalhado pelo mapa, que você vai liberando aos poucos ao explorar certas estruturas. Mas tudo parece jogado por lá de forma aleatória.
Dadas essas possibilidades, o problema é que tudo é meio sem graça. Ainda que existam algumas partes divertidas, principalmente as batalhas com chefes, no geral tudo é bastante sem brilho, sem muita ligação entre si. Você explora o mundo fazendo as mesmas coisas e também possivelmente se irritando com quedas de plataformas ou lugares complicados de se explorar, além de atividades muito repetitivas. A estrutura de mundo aberta parece ter potencial para um jogo do Sonic, mas certamente esse título não tirou proveito dessa ideia, entregando uma experiência bem mediana.
O port não ajuda

No lançamento original do jogo, em 2022, a versão para Nintendo Switch foi criticada por ter um visual e desempenho bastante inferior às demais versões. Uma versão para o Switch 2, portanto, era algo com bastante potencial, mas o Sonic Team não fez um trabalho minimamente satisfatório. Ainda que o jogo seja melhor que a versão do primeiro Switch, os gráficos são bastante fracos, seja no modo desempenho ou no gráfico. Os cenários são muito borrados e a distância de renderização é minúscula, com a vegetação surgindo logo à sua frente à medida que você corre. No modo portátil, tudo fica ainda pior. Além disso, há bugs aqui e ali, com o jogo inclusive fechando sozinho enquanto eu testava.
Juntando esse desempenho fraco com uma jogabilidade que já não achei muito boa, temos uma versão aqui que fica até difícil de justificar a existência — e vendida a preço cheio, sem possibilidade de upgrade. No máximo, é possível aproveitar seu save. E, como comentei na abertura, essa versão é intitulada definitiva, mas todo o conteúdo que a acompanha foi lançado gratuitamente nas outras plataformas. Quando um jogo é relançado com um título como esse, eu espero que conteúdos pagos anteriormente lançados estejam incluídos no pacote.
Se quiser, melhor em outro lugar
Sonic Frontiers não entregou uma boa aventura em 2022 e isso não muda agora, em termos de jogabilidade. Os gráficos e desempenho são melhores que no Switch 1 — mas a barra era bem baixa. De qualquer forma, entrega um desempenho bastante fraco aqui, sendo uma edição que não tem nada de definitiva. Se você realmente quiser jogar, é pelo menos melhor que faça isso em outra plataforma.
Cópia de Switch 2 cedida pelos produtores
Revisão: Julio Pinheiro




