Lançado originalmente em 1990 para o PC Engine, City Hunter é um daqueles jogos que carregam um peso histórico maior do que sua própria experiência. O game adapta o mangá criado por Tsukasa Hojo, e agora, mais de 35 anos depois, está chegando ao PS5 em um relançamento que preserva sua essência, mas acrescenta alguns recursos modernos.
Desenvolvimento: SunSoft, Red Art Studios
Distribuição: SunSoft, Clouded Leopard Entertainment
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação
Classificação: 12 anos (conteúdo sexual, violência)
Português: Não
Plataformas: PS5, PC, Switch 2, Xbox Series X|S
Duração: 1 hora (campanha)
Diversão simples, mas limitada

City Hunter é um divertido jogo 2D de tiro e plataforma. Sua proposta é simples: avançar, enfrentar inimigos, explorar ambientes e descobrir o caminho para continuar. Estamos na pele de Ryo Saeba, uma mistura de detetive com mercenário que está buscando justiça enfrentando organizações criminosas para reunir provas e enfrentar seu chefe. Então, nesse meio teremos que enfrentar muitos capangas armados, que farão tudo para impedir esse avanço.
Os tiroteios funcionam bem, os comandos são simples e é um jogo fruto do seu tempo na simplicidade. Porém, essa simplicidade também cobra seu preço. As fases são repetitivas, a exploração pode ser confusa e nem sempre fica claro para onde devemos ir ou o que precisamos fazer. Faltam indicações mais intuitivas, algo que poderia ter recebido uma adaptação maior nesta versão moderna.

Muitas vezes, eu não sabia aonde ir devido aos corredores e às portas serem muito parecidas. O jogo também não indica, por exemplo, qual porta uma determinada chave abre. A única alternativa é sair tentando, derrotando capangas, entrando em salas que você já visitou e, depois, voltando ao mesmo lugar para enfrentar novamente os mesmos inimigos simplesmente porque eles voltam à vida.
Um clássico que envelheceu

Algumas situações parecem pouco amigáveis para quem não viveu aquela geração (eu me incluo). O jogo exige bastante tentativa e erro e, em determinados momentos, a falta de orientação transforma a descoberta em frustração. O jogo tem valor histórico, mas falar que ele continua sendo palatável para a geração atual é um devaneio.
A nova versão de PS5 ameniza parte disso com suporte para save states e a inclusão de uma função de rebobinar a jogatina, além de opções de tela, localização em vários idiomas e outros extras — mas justamente o nosso português ficou de fora.
Um relançamento respeitoso

Eu não tinha conhecimento desse mangá e fui procurar para fazer as comparações e realmente a estética, os personagens e a atmosfera são bem fiéis ao material de origem. Quem conhece seu universo deve sentir um grande valor afetivo ao se deparar com um game que sequer saiu do Japão em sua época e por décadas se transformou quase numa mídia perdida.
Para dois nichos específicos
City Hunter é divertido em pequenas doses e merece respeito pelo que representa. Não é um jogo que me conquistou completamente, pois acredito que precisaria haver mais adaptações para os consoles atuais. Estamos falando de um jogo com mais de 30 anos, e o mundo já é outro, mas consigo entender sua importância e o motivo desse relançamento existir. Indico aos saudosistas ou curiosos sobre a época.
Cópia de PS5 cedida pelos produtores
Revisão: Julio Pinheiro




