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Review Elden Ring: Tarnished Edition (PS5) – Possivelmente a última versão de um clássico moderno

Elden Ring: Tarnished Edition é um pacote contendo o jogo original, a expansão Shadow of the Erdtree e algum conteúdo novo. É a versão lançada para o Switch 2, mas que também chega como um DLC para as demais plataformas. Enquanto o conteúdo novo acrescenta muito pouco à aventura, o game e sua expansão seguem sendo experiências primorosas.

Desenvolvimento: FromSoftware
Distribuição: Bandai Namco
Jogadores: 1 (local), 1-6 (online)
Gênero: Ação, RPG
Classificação: 16 anos (violência)
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, PS4, PS5, Switch 2, Xbox One, Xbox Series X|S
Duração: 60 horas (campanha)/180 horas (100%)

O ápice da fórmula da FromSoftware

O cavalo não está disponível em algumas áreas internas, no entanto
Seu fiel Corcel o levará para todo lado

A essas alturas, é difícil quem não tenha tido algum contato com Elden Ring, mesmo se não for fã do gênero soulslike. Lançado originalmente em 2022, o game se tornou massivamente popular e um grande sucesso de vendas. Não é à toa: o RPG uniu toda a experiência da empresa no estilo que consolidou com a ambição de um mundo aberto e ambientação criada por George R. R. Martin.

A jogabilidade é o suco do gênero soulslike vindo da FromSoftware, sendo o ápice do estúdio até aqui. Escolhemos uma classe no começo da aventura, que na realidade determina apenas seus atributos e armas iniciais. Definimos o visual do nosso personagem (o Maculado) e outros parâmetros e somos lançados ao mundo. O personagem tem acesso a golpe fraco e forte, defesa, rolagem, pulo e itens. Aos poucos, temos acesso a diversas outras técnicas e mecânicas, como feitiços, invocações e uso elaborado de itens.

Mundo aberto expande as possibilidades

É uma boa ideia voltar e aprimorar o personagem antes de tentar de novo
Margit, o primeiro grande chefe, pode definir se você vai querer ou não continuar essa jornada

Como comentei, o grande diferencial de Elden Ring em relação às demais produções da casa (como a série Dark Souls e Bloodborne) é o seu mundo aberto. Logo após o início do jogo e os primeiros tutoriais, somos apresentados ao vasto mapa, que podemos explorar livremente. É claro que há uma ordem implicitamente sugerida de caminhos a serem seguidos e eventos obrigatórios para se chegar ao final do jogo, mas há um grande grau de liberdade que dá um frescor muito bem-vindo ao gênero e que é implementado de forma excelente. Para auxiliar nessa exploração, contamos também com o cavalo.

Obviamente, num jogo como esse, frequentemente você encontra partes que não será capaz de vencer naquele momento, mas que vale a pena deixar anotadas para voltar depois. E, o que considero outro ponto muito positivo, é que praticamente toda exploração é bem recompensada, com itens ou equipamentos que podem ajudar nessa árdua jornada. O mundo aberto é muito grande e com mistérios e coisas interessantes por todo lado, além dos visuais serem excelentes, com belíssimos gráficos apresentando um mundo melancólico.

Conteúdo a perder de vista

E se não conseguir fugir, paciência
As vezes, fugir é a melhor opção

A história é contada da forma típica da FromSoftware: é tudo um pouco nebuloso e contado de forma esparsa por NPCs e textos. Você deve se dedicar para entender bem. Ou pode, é claro, apenas ignorar e seguir adiante destruindo inimigos e inevitavelmente morrendo muito. Também há o componente online, em que você pode deixar mensagens para outros jogadores lerem no mundo deles, além de poder invadir ou ser invadido nos jogos alheios – o que tende a acontecer quando você menos está pronto pra isso.

O conteúdo é gigantesco, ainda mais considerando que a expansão já vem inclusa. Há um sem número de armas, equipamentos, itens, feitiços, missões paralelas, personagens para interagir. Uma grande variedade de inimigos e, claro, de chefes, que como sempre são o destaque. Os combates são formidáveis e desafiantes em um nível cuidadosamente calibrado para proporcionar desafio e grande senso de recompensa ao vencer.

Poucas novidades, mas já tem coisa o suficiente

Jogo tem ray-tracing, mas o desempenho pode cair consideravelmente
Você pode passar vários minutos admirando cada novo cenário que encontra

É claro que a jornada pode ser muito difícil, se você não for experiente no gênero, não se dedicar a aprender a abordar os combates (e tiver paciência) ou não aprimorar bem o personagem. Eu, particularmente, acho que vale tudo para facilitar a vida. Não hesito em pesquisar formas rápidas de farmar runas para comprar itens e subir de nível e recomendo que você… faça como preferir. A graça é termos opções para todos os gostos!

Aproveitando o lançamento para o Switch 2, que vem com o subtítulo Tarnished Edition, essa edição chegou também aos demais consoles como um DLC barato, considerando que você já possua o jogo base e a expansão Shadow of the Erdtree. No entanto, muito pouco é adicionado: duas classes novas para se escolher no começo do game, novas armaduras e personalização do visual do cavalo. Nada realmente que vá mudar algo ou atrair novos jogadores, mas pode interessar quem seja sedento por qualquer novidade no jogo.

Nunca é tarde para buscar o Anel Prístino

Enquanto o próximo grande projeto da FromSoftware, The Duskbloods, não chega às lojas, Elden Ring ainda tem muita lenha a queimar. O projeto foi tão ambicioso e bem sucedido que mantém alta relevância após mais de quatro anos de seu lançamento original. Se você nunca jogou, não é tarde para começar. Se já jogou, as pequenas novidades da Tarnished Edition podem servir como incentivo a explorar novamente as Terras Intermédias.

Cópia de PS5 cedida pelos produtores

Revisão: Julio Pinheiro

Elden Ring: Tarnished Edition

9.5

Nota final

9.5/10

Prós

  • Excelente sistema de combate
  • Mundo aberto é vasto, bonito e instigante
  • Expansão já inclusa, adicionando muito conteúdo

Contras

  • Conteúdo da Tarnished Edition acrescenta quase nada