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Review Graveyard Keeper 2 (Xbox Series X) – Se erguendo do túmulo!

Se administrar fazendas é muito simples para você, que tal administrar um cemitério medieval com um toque generoso de humor ácido? Lançado em 22 de setembro de 2026, Graveyard Keeper 2 chega para expandir tudo o que amávamos (e odiávamos) no título original. Desenvolvido pela Lazy Bear Games e publicado pela tinyBuild, o jogo promete ser a sequência grotesca e desequilibrada que precisávamos. Prepare sua pá e seu exército de mortos-vivos e vamos desenterrar todos os segredos desta continuação!

Desenvolvimento: Lazy Bear Games
Distribuição: tinyBuild
Jogadores: 1 (local)
Gênero: RPG, Ação, Aventura, Simulação
Classificação: 14 anos (violência, conteúdo sexual, drogas lícitas, drogas)
Português: Interface e legendas
Plataformas: PC, PS5, PS4,  Xbox Series X|S, Xbox One, Switch 1 e 2
Duração: 65 horas (campanha)

De coveiro a Grande Inquisidor

Cave as covas de seus novos "inquilinos".

Para começar, a história de Graveyard Keeper 2 dá um salto gigantesco e ousado em relação ao seu antecessor. Dessa vez, você não é apenas um simples zelador de túmulos perdido no tempo. Nosso protagonista agora assume o manto de Grande Inquisidor. O objetivo principal deixa de ser apenas voltar para casa e passa a ser a reconstrução total da cidade e a salvação do reino contra um apocalipse zumbi iminente.

Além disso, a história mantém impecavelmente aquele humor peculiar e desequilibrado que consagrou o jogo anterior. Os personagens grotescos retornam com diálogos ainda mais afiados, trazendo situações moralmente questionáveis. Por exemplo, você precisará “ordenhar” os moradores da cidade para obter o máximo de lucros, provando que o capitalismo medieval é impiedoso. Em suma, a trama é um prato cheio para quem aprecia narrativas subversivas, críticas e recheadas de forte ironia e sarcasmo.

Trabalho braçal e zumbis

Transforme seu quintal em sua oficina

Quando se trata de jogabilidade, o título expande a fórmula clássica de coleta e gerenciamento que conhecemos. Primeiramente, os controles continuam intuitivos, embora a navegação pelos menus ainda exija um pouco de costume e paciência devido à vasta quantidade de itens e abas. No entanto, a grande novidade é que, gradativamente, você passa muito menos tempo quebrando pedras e coletando recursos pessoalmente e mais tempo focando em gerenciar ativamente seu império econômico.

A introdução de um exército próprio de mortos-vivos transforma completamente o ritmo e as prioridades do jogo. Em outras palavras, você agora pode armar e treinar suas tropas (mesmo que não tão inteligentes) para defender a cidade contra ameaças diretas. Por outro lado, as mecânicas básicas de agricultura e autópsia ainda estão presentes e foram muito bem refinadas, garantindo que os veteranos se sintam em casa. Sendo assim, o equilíbrio entre o trabalho braçal e a gestão estratégica de recursos alcança um novo patamar.

Controle exércitos contra as hordas de zumbis.

Sem dúvida, o maior diferencial de Graveyard Keeper 2 é o seu sistema de automação completamente aprimorado. Diferente do primeiro jogo, onde automatizar os processos levava dezenas de horas de grinding punitivo, aqui a produção automatizada é colocada como o núcleo da experiência desde muito cedo. Consequentemente, os jogadores são encorajados a construir maquinários extraordinários usando flora, fauna e, inegavelmente, restos humanos variados.

Além do mais, a mecânica de combate sofreu uma revolução drástica. Agora, o jogo flerta de forma intensa com elementos de tower defense e estratégia em tempo real. Por exemplo, é estritamente necessário construir torres, erguer fortificações e forjar armas poderosas para equipar adequadamente o seu exército. Dessa forma, a transição entre gerenciar meticulosamente corpos no necrotério e liderar batalhas campais massivas cria um ciclo de gameplay excepcionalmente único e incrivelmente viciante.

Beleza sombria

A iluminação nesse jogo é fantástica

Em termos audiovisuais, a Lazy Bear Games entregou um trabalho indiscutivelmente primoroso. Primeiramente, a pixel art está muito mais detalhada, fluida e charmosa do que nunca. Os gráficos ganharam novas animações complexas, efeitos de iluminação dinâmicos impressionantes e cenários visualmente mais variados. Como resultado, a cidade reconstruída parece muito viva (ou morta-viva, dependendo da sua perspectiva), lotada de NPCs excêntricos transitando ativamente pelos belos mapas.

Por outro lado, o design de som e a sonoplastia merecem um destaque especial nesta sequência. Os efeitos sonoros ao realizar autópsias continuam deliciosamente nojentos, viscerais e altamente imersivos. Além disso, a trilha sonora foi bastante expandida, misturando agora melodias medievais melancólicas com ritmos bem mais intensos e pulsantes durante os momentos de invasão zumbi. Consequentemente, a música dita o tom perfeitamente, garantindo imersão completa em cada atividade.

Decisões duvidosas

Faça autópsias para preparar o corpo da melhor maneira e deixar seu cemitério um luxo.

Apesar de seus muitos e grandiosos acertos, Graveyard Keeper 2 certamente não é isento de falhas. Em primeiro lugar, algumas decisões de game design diretamente herdadas do primeiro jogo continuam notavelmente frustrantes. O grinding, embora agora mitigado pela automação inicial, ainda age como uma barreira artificial incômoda em momentos cruciais da campanha. Além disso, as missões de NPCs frequentemente exigem caminhadas extremamente longas e entregas de itens obscuros, testando a paciência de qualquer jogador.

A interface de usuário durante as intensas batalhas do exército zumbi é inegavelmente um pouco confusa. Em momentos de muita ação na tela, selecionar as tropas certas utilizando os controles de console pode ser uma tarefa bem árdua. Da mesma forma, o balanceamento de recursos necessário na reconstrução inicial da cidade parece um tanto punitivo nas primeiras horas. Sendo assim, a curva de aprendizado inicial ainda é bastante íngreme e um pouco desbalanceada.

Entre fazendas e cultos

Slides animados contam a história.

Inegavelmente, é praticamente impossível falar deste jogo e ignorar a necessidade de compará-lo a gigantes do gênero. Da mesma forma que Stardew Valley brilha e atrai massas pela sua atmosfera acolhedora e otimista, Graveyard Keeper 2 continua reinando absoluto como o seu “primo gótico e profundamente amoral”. No entanto, com a robusta adição de exércitos militares e sacrifícios sombrios, a comparação mais justa agora seria com o excelente Cult of the Lamb.

Por um lado, Cult of the Lamb foca muito mais na ação roguelike rápida e ágil. Por outro, Graveyard Keeper 2 mergulha profundamente no microgerenciamento logístico lento e calculado, lembrando até mesmo grandes clássicos de gestão pesada como Factorio. Como resultado, o jogo consegue se destacar de forma brilhante ao misturar tantos elementos complexos em um único e coeso pacote medieval que respeita sua própria identidade.

Vale a pena desenterrar?

A jornada pelo novo cemitério de Graveyard Keeper 2 é densa, agradavelmente bizarra e extremamente recompensadora para os verdadeiros amantes de jogos de gestão. Apesar de alguns deslizes compreensíveis no ritmo de progressão e na complexidade de certas interfaces, as inovações superam amplamente os pequenos defeitos apresentados. Por fim, a transição de um simples administrador fúnebre para o líder implacável de um exército de mortos-vivos traz um fôlego maravilhosamente renovado à franquia.

Cópia de Xbox Series X cedida pelos produtores

Revisão: Júlio Pinheiro

Graveyard Keeper 2

8.5

Nota Final

8.5/10

Prós

  • Humor sombrio excelente
  • Mecânica de exército
  • Automação melhorada

Contras

  • Missões de "vai e vem"
  • Interface de batalha confusa
  • Pico de dificuldade econômica