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Review Assassin’s Creed: The Rebel Collection – Um mundo em suas mãos

É incrível pensar que há alguns anos jamais conseguiríamos imaginar rodar um jogo como Assassin’s Creed, feito para consoles, em um “portátil” quase que de bolso. O mais perto que havíamos chegado disso foi em AC Bloodlines de PSP, mas a experiência foi bem limitada. Também houve o AC Liberation de PS Vita, mas com problemas técnicos notáveis e presença em um console abandonado pela Sony. Existiu até mesmo Assassin’s Creed Identity de smartphones que, apesar dos gráficos bonitos, também tinha uma experiência totalmente diferente das versões de console de mesa. Desenvolvido e publicado pela Ubisoft, Assassin’s Creed: The Rebel Collection traz duas das melhores aventuras da franquia numa coletânea exclusiva para o console da Nintendo, as quais tive o maior prazer em vivenciar mais uma vez.

Ano: 2019
Jogadores: 1
Gênero: Ação, Aventura, RPG
Classificação indicativa:
18 anos
Português: Dublagem e legendas
Plataformas: Switch
Duração: Sem registros

Todos os DLC incluso

O melhor da franquia

A Rebel Collection traz dois grandes jogos da saga Assassin’s Creed, que possuem histórias interessantíssimas: AC4 Black Flag, originalmente de Xbox 360/PS3 do ano de 2013, e AC Rogue, o último jogo da série lançada também para a geração passada. Na primeira você incorpora um não-assassino, mas o pirata Edward Kenway, o qual se infiltra no meio dos Templários para cumprir seus objetivos pessoais usando a identidade de Duncan Walpole, um assassino britânico que iria trair a Ordem dos Assassinos, mas que acabou morto em batalha com Edward. Já em AC Rogue você é Shay Cormac, o assassino irlandês que acaba se tornando um Templário em meio a Guerra dos Sete Anos. Os dois jogos possuem uma ligação direta entre si, além de laços com a história e personagens de Assassin’s Creed 3, como o protagonista Connor e seu pai Haytham Kenway – neto e filho de Edward de Black Flag, respectivamente.

Luzes e sombras de tirar o chapéu, vai por mim

A qualidade gráfica é inacreditável

Vamos ser sinceros: o console da Nintendo é menos potente em termos de hardware do que o Xbox One e o PS4, principalmente do que suas versões X e Pro (respectivamente). Mesmo assim, o Switch consegue fazer imagens lindas em ambos os jogos a ponto de ter momentos onde você vai parar e pensar consigo “não é possível isso estar rodando em minhas mãos”. Lembrando que o híbrido da Nintendo possui mais poderio gráfico do que o Xbox 360 e PS3, então podemos esperar gráficos no mínimo superiores aos consoles da geração passada. Isso é ruim? Pra algumas pessoas bem mais exigentes, talvez. É possível que haja incômodo por causa de algumas texturas ou em cenas com neve (graficamente inferiores, na minha opinião), mas garanto que o jogo está bem bonito do que um Witcher 3 no Switch, por exemplo – alguns dirão que esta comparação é desonesta hehe. Aliás, o FPS/quadros por segundo do jogo está travado em 30 com resolução 720p no modo portátil e até 900p no modo dock (um pouco abaixo da geração Xbox One/PS4, mas quase imperceptível), portanto não existe perigo de termos variação de performance como alguns jogos que sofrem disso no Switch por causa de um port não tão bem feito. Também em ambientes com multidão de pessoas não percebi quedas de performance.

A mira por sensor de movimento é de grande ajuda

Características exclusivas de Switch

A versão para o console da Nintendo conta com todos os DLC já lançados anteriormente, como a Freedom Cry onde você controla o ex-escravo Adewalé numa história totalmente repleta de heroísmo, e Aveline que é a protagonista de Assassin’s Creed Liberation. Também vale notar que existe a função de controles por movimento, onde você pode usar o joycon para mirar em seus inimigos, o que funciona bem tanto no modo portátil quanto no modo dock. Parando para contar, podemos dizer que temos 4 aventuras ao todo para desfrutar on the go, as quais ocupam ao todo cerca de 20gb na versão digital. Um ponto importante de se dizer aqui é a versão física de AC: The Rebel Collection, a qual só contém AC4: Black Flag no cartão/cartucho do Switch, tendo que resgatar um código de AC Rogue diretamente da loja da Nintendo, o que invalida bastante caso sua intenção seja de vender seu jogo físico após terminar. Outra coisa que talvez afaste jogadores é que esta versão não possui o modo multiplayer, então esqueça se seu objetivo for se divertir em horas de jogatina online – que eram bem divertidos, por sinal. Apesar disso, existe a integração com o Ubisoft Club, onde você consegue roupas e outros adicionais através de pontos ganhados dentro do próprio jogo.

Todos em seu navio falam muito bem português e inglês HAHA

Falta de atenção na tradução

Por mais que o jogo disponibilize a dublagem em português do Brasil (que é muito bem feita) através de download na eShop, não é nada incomum ouvir NPCs secundários falando em inglês – o que demonstra uma falta de cuidado ou até mesmo capricho em alguns aspectos -, ou então nas cenas de viagem de navio (aqui é mais compreensível por se tratar de música), onde sua tripulação canta músicas totalmente em inglês. Mais absurdo ainda foi na primeira cena do DLC Aveline, onde você liberta um escravo e ele, após falar com você em português, começa a falar em inglês. Isso não é exclusividade da versão de Switch, mas mostra que a Ubisoft não se preocupou tanto com estes pequenos detalhes que acompanham o jogo desde a primeira versão.

Bugs existem, mas nada que atrapalhe a experiência

Título obrigatório para fãs da série

Se você tem um Nintendo Switch e gosta de Assassin’s Creed ou até mesmo tem um gosto por jogos de mundo aberto, posso dizer com tranquilidade que o jogo é praticamente obrigatório de se ter. Realmente fizeram um trabalho de port muito bem feito aqui e o que você recebe são horas e mais horas de conteúdo com Edward, Shay, Adewalé e Aveline, além de mundos gigantes tudo ali no seu híbrido da Nintendo.

Prós

  • Port muito bem feito
  • Gráficos incríveis
  • FPS estável
  • Muito conteúdo
  • Controles por movimento opcionais
  • Todos os DLC inclusos

Contras

  • Desatenção na tradução
  • Texturas ruins em alguns cenários
  • Versão física não inclui o conteúdo completo no cartão

Este review foi feito usando uma cópia para Switch cedida com carinho pela Ubisoft