Dreadout Remaster Collection Switch capa

Review DreadOut Remastered Collection (Switch) – Terror indie e uma nova chance

DreadOut Remastered Collection para Nintendo Switch coloca você na pele de Linda, uma estudante de ensino médio capaz de perceber fantasmas, em uma aventura que mistura exploração, suspense e confrontos sobrenaturais. Nesta coleção, você encontra o jogo principal e o DLC Keepers of the Dark, ambos remasterizados para consoles, com gráficos atualizados, melhorias sonoras e a mesma atmosfera tensa que marcou o título original de 2014 pra PC. Depois de jogar o segundo alguns anos atrás também no Switch, como é revisitar o primeiro nessa remasterização?

Desenvolvimento: Digital Happiness
Distribuição: Soft Source
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação, Terror
Classificação: 18 anos (Violência Extrema, Linguagem Imprópria)
Português: Não
Plataformas: PC, Xbox Series X|S, PS5
Duração: 8 horas (campanha)

Exploração, sustos e diversidade de fantasmas

A ambientação da série é excelente, sendo um dos pontos altos
A ambientação da série é excelente, sendo um dos pontos altos

Aqui, sua missão é sobreviver a uma cidade abandonada, usar a câmera do celular (e mais tarde uma SLR) para enfrentar fantasmas, resolver quebra-cabeças e salvar o máximo possível de colegas e professores. É uma experiência que mistura terror clássico asiático com mecânicas de survival horror ao estilo de Fatal Frame.

O grande triunfo de DreadOut Remastered é como ele consegue criar tensão mesmo com limitações gráficas. Os modelos de personagens e texturas lembram os jogos de 2014, mas a iluminação, sombras e design dos cenários compensam, oferecendo uma ambientação realmente assustadora. Os fantasmas são variados e imprevisíveis, e cada encontro gera sustos genuínos — desde aparições repentinas até inimigos que atacam de diferentes ângulos.

Jogabilidade claramente inspirada em Fatal Frame, mas que funciona bem
Jogabilidade claramente inspirada em Fatal Frame, mas que funciona bem

A mecânica de combate usando a câmera é inteligente e divertida. No começo, você depende do celular para registrar os espíritos, mas depois adquire a SLR, que permite ataques à distância e zoom em inimigos, trazendo uma sensação de progressão. Além disso, o telefone serve para resolver puzzles e acompanhar informações sobre os espíritos, adicionando um toque moderno a uma fórmula clássica.

O DLC Keepers of the Dark adiciona variedade com um hub e oito níveis menores jogáveis em qualquer ordem, oferecendo desafios mais rápidos e igualmente tensos. A ideia de ter níveis de ritmo mais acelerados quebra a linearidade do modo principal e mantém a experiência fresca, preservando a mesma qualidade de suspense e mecânicas de combate.

Fatal Frame à la indonésia

O jogo se apoia muito em sustos, mas até consegue te deixar com medo às vezes
O jogo se apoia muito em sustos, mas até consegue te deixar com medo às vezes

DreadOut se aproxima muito de Fatal Frame em termos de conceito: fantasmas que precisam ser enfrentados tirando fotos e a sensação constante de perigo iminente. A diferença principal é que, em DreadOut, você conta com regeneração de vida de uma forma interessante: ao morrer, você aparece em uma espécie de limbo e precisa correr até a luz para reviver. A distância aumenta a cada morte, o que serve como penalidade e aumenta a tensão. Embora seja um conceito bacana, em certos momentos ele se torna frustrante, principalmente quando você não tem um bom indicativo de sua saúde.

Os combates em si são desafiadores. Cada fantasma tem comportamentos distintos e habilidades próprias, e os chefes exigem atenção e timing. O game incentiva exploração e planejamento, mas a execução da mecânica de fotos nem sempre transmite a mesma sensação de impacto que Fatal Frame entrega, especialmente quando o celular é usado como arma principal. Ainda assim, o desafio é válido e os sustos funcionam, além da atmosfera de tensão.

Problemas técnicos e design: gráficos, mapas e travamentos

Mesmo com gráficos da década passada, o port parece feio no Switch
Mesmo com gráficos da década passada, o port parece feio no Switch

Apesar das melhorias, DreadOut Remastered mantém alguns problemas herdados do original. Certos níveis têm partes visualmente semelhantes, o que te leva a se perder com frequência. A estética dos personagens ainda parece datada, lembrando jogos antigos da Unity, e a animação não chega a impressionar.

A dublagem em inglês é passável, mas a música, os efeitos sonoros e os gritos dos fantasmas conseguem elevar a atmosfera e gerar medo. A navegação entre áreas às vezes é confusa, e a coleta de itens e a resolução de puzzles exigem atenção constante. Em termos de dificuldade, a falta de uma barra de vida clara e o aumento da distância da luz em falhas múltiplas podem gerar frustração, mas também acrescentam tensão e desafio aos fãs de survival horror.

DreadOut Remastered Collection oferece uma experiência de terror indie única, com uma história interessante, exploração desafiadora e sustos bem distribuídos. O DLC adiciona rejogabilidade e níveis mais rápidos, enquanto o sistema de combate com câmera remete a clássicos do gênero de forma divertida.

Terror acessível do PC, agora no console

Em suma, se você é fã de horror asiático, exploração tensa e mecânicas de fotos que lembram Fatal Frame, DreadOut Remastered Collection é uma aposta segura e divertida no Switch, capaz de gerar sustos memoráveis mesmo para quem conhece o gênero. É um título que mistura charme indie, criatividade em combate e um bom nível de desafio, perfeito para jogar em sessões mais curtas ou longas, desde que você esteja preparado para se perder algumas vezes e enfrentar fantasmas persistentes.

DreadOut Remastered Collection

6.5

Nota final

6.5/10

Prós

  • Clima tenso bem feito
  • Mecânicas de combate
  • Melhorias conforme avança
  • Conteúdo adicional

Contras

  • Visuais serrilhados
  • Muito jumpscare
  • Navegação confusa no mapa