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Review Marvel Tokon: Fighting Souls (PS5) – Marvel está de volta aos jogos de luta

Marvel Tokon: Fighting Souls é o novo jogo de luta da Marvel em parceria com a Arc System Works, produtora de títulos como Guilty Gear e Dragon Ball FighterZ. Uma união que, para muitos, substitui a amada série Marvel vs. Capcom, mas que na verdade, entrega uma ideia original e muito bem executada.

Desenvolvimento: Arc System Works
Distribuição: Sony Interactive Entertainment
Jogadores: 1 (local) e 1-2 (online)
Gênero: Luta
Classificação: 16 anos (violência, linguagem imprópria, drogas lícitas)
Português: Dublagem, legendas e interface
Plataforma: PS5, PC
Duração: 6,5 horas (campanha)/33 horas (100%)

Dos quadrinhos diretamente para os jogos de luta

Gráficos bonitos
Os visuais são sempre impressionantes

Desde o anúncio, o aspecto que mais impressionou em Tokon foram os gráficos. O estilo visual do estúdio nos últimos jogos vem evoluindo bastante e, aqui, vemos mais um avanço, com personagens que parecem ter saído direto dos quadrinhos para o 3D. Além disso, o design das roupas traz uma forte influência japonesa. Por exemplo, o Homem de Ferro conta com diversas referências a Gundam, o que é um toque bem interessante. A trilha sonora, bastante diversa, reflete com precisão a personalidade de cada lutador, completando uma apresentação impecável.

Partidas de 4×4… mas não exatamente

Lutas que funcionam como tutoriais
Algumas lutas ajudam a entender os sistemas do jogo.

Em relação aos sistemas de batalha, o título apresenta uma evolução das mecânicas anteriores da empresa, adotando um combate em equipe com quatro personagens. Inicialmente, isso pode parecer intimidador por sugerir a necessidade de dominar vários combatentes, mas na prática, você só precisa aprender um. Controla-se um personagem principal, enquanto os outros três atuam como assistências, com a opção de trocas ao longo da luta. O fato de haver apenas uma barra de vida para o time inteiro reforça essa proposta. Para facilitar a adaptação, a partida começa com apenas um lutador e um assistente, liberando os demais sob certas condições, como quebras de tela e perdas de round.

Para gerenciar todas essas mecânicas, o esquema de controles conta com diversas funções: quatro botões de ataque (um deles para um golpe único), um para assistência e outro dedicado a facilitar golpes especiais. Essa simplificação reduz a barreira de execução para iniciantes, permitindo soltar especiais tanto com o comando tradicional (meia-lua + ataque fraco) quanto pelo atalho (R2 + direcional no PS5), que aplica um dano ligeiramente menor.

Cenários muito interessantes
MARVEL Tōkon: Fighting Souls_20260809112213

Assim, quem está começando consegue se divertir sem exigir toda a bagagem de execução técnica típica dos jogos de luta. Outro ponto marcante são os auto-combos, acionados ao pressionar repetidamente um botão de ataque. Embora úteis para novatos, podem incomodar jogadores experientes ao serem ativados acidentalmente, já que não há opção para desativá-los. No geral, o jogo atinge um bom equilíbrio entre a manutenção de comandos clássicos e a acessibilidade para novos jogadores.

Tente derrotar o campeão

Modo história
A história é apresentada em quadrinhos feitos por diferentes artistas.

Enquanto outros títulos do gênero investiram em campanhas solo mais elaboradas, como o mundo aberto de Street Fighter 6 ou as histórias cinematográficas de Mortal Kombat, aqui há um retorno aos modos arcade clássicos. A narrativa de Fighting Souls se desenrola em painéis no estilo dos quadrinhos, ilustrados por diferentes artistas, intercalados por batalhas simples que funcionam quase como tutoriais.

Embora o roteiro seja interessante para expandir esse universo, a experiência é rasa e rápida, sem fôlego para prender o jogador por mais de um dia. Os demais modos individuais seguem a mesma linha: um modo de sobrevivência direto e o Arcadia Rumble, que mistura avatares de lobby com power-ups durante as lutas, mas sem grande apelo.

Modo arcadia rumble
O modo Arcadia Rumble não entrega muita diversão.

No multiplayer, o destaque fica para o lobby em 3D, com avatares customizáveis ambientados em cenários clássicos da Marvel, feitos para interagir e convidar amigos para partidas. O jogo também oferece salas públicas, além de partidas ranqueadas e casuais via pareamento automático. A experiência online conta com uma evolução do rollback netcode visto em Guilty Gear Strive, garantindo partidas fluidas e estáveis mesmo em conexões imperfeitas.

Ruim sozinho, bom junto de outras pessoas

Marvel Tokon: Fighting Souls é uma aposta promissora da Marvel nos jogos de luta, destacando-se por seu sistema de batalha único e apresentação impecável. Embora vá decepcionar quem busca modos um jogador robustos ou campanhas épicas, é uma recomendação certeira para quem deseja treinar e se aprofundar no gênero.

Revisão: Júlio Pinheiro

Cópia de PS5 cedida pelos produtores.

Marvel Tokon: Fighting Souls

8

Nota Final

8.0/10

Prós

  • Bom elenco de personagens
  • Mecânicas de luta interessantes
  • Modos online lida bem com todas as conexões

Contras

  • Poucas opções para um jogador
  • Modos extras não atraentes