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Review Monster Jam Steel Titans (Switch) – Um esporte fora de controle

Claramente o Monster Jam nem de longe é famoso na américa latina, ao contrário da américa do norte onde o esporte faz bastante sucesso e lota estádios. Talvez o público que tenha familiaridade com este mundo se apegue melhor ao estilo da jogabilidade, já os que nunca tiveram contato com o Monster Jam provavelmente ficarão bem longe do título. Monster Jam Steel Titans foi lançado em 2019 para PC, Xbox One e PS4, chegando por último ao Switch no final do mesmo ano. O jogo foi desenvolvido pela Rainbow Studios e publicado pela THQ Nordic.

Ano: 2018/2019
Jogadores: 1-2 (local)
Gênero: Corrida, Arena, Simulador, Esporte
Classificação indicativa:
Livre
Português: Não
Plataformas: PC, Xbox One, PS4 e Switch
Duração: 5 horas (campanha)

Carreira extensa

Monster Jam Steel Titans tem uma qualidade inegável quanto à duração de seu conteúdo. No modo carreira existem as opções Outdoor racing, Arena trials, Arena championship, Stadium Trials, Stadium Championship e World Championship – todas são liberadas gradualmente. Além disso, o jogo oferece o modo carreira+ (plus) com mais três eventos e vários desafios, sem contar o tela dividida (split screen) que permite jogar com outra pessoal no mesmo console.

Percebeu a quantidade de modos que mencionam a palavra “arena”? Então, que fique bem claro: se você procura um jogo de corrida com Monster Trucks, passe longe deste aqui. O jogo é completamente sustentado pelas arenas, um de seus modos mais limitados são justamente os que envolvem corrida – talvez nem existam jogos deste esporte com foco em corrida. Fora os modos principais de jogo, existe um mundo semi-aberto com coletáveis que se expande gradualmente à medida que você avança nas carreiras, mas que não oferece nada de interessante para se fazer.

Controles difíceis e restritivos

Na vida real, quando você vira o volante de um carro, é natural que as rodas se mexam para dar a direção do veículo. Em Monster Jam foi feita a tentativa de imitar a realidade e, na minha opinião, não deu muito certo. Este efeito das rodas dianteiras virando primeiro que as traseiras é uma imitação da realidade que não deveria ter sido feita, pois se tratando de um videogame o resultado foi controles completamente difíceis de serem domados, dando a impressão de em nenhum momento ter domínio completo de seu Monster Truck e estar conduzindo um sabonete sobre rodas – tipo GTA IV, só que pior.

Como se não bastasse isso, o jogo não tem misericórdia nenhum com qualquer erro que você cometa – por menor que seja. Se você um errar um milímetro na curva ou fazê-la fechada demais: pronto! Tudo vira um simulador de capotadas. Seu veículo começa a virar sem parar parecendo um “Pião da Casa Própria” em pleno ar. Por que não optar por controles simples num formato mais arcade, o qual todos pudessem jogar e fazer curvas sem problemas? Quando me encontro com jogabilidades assim, sinto muita falta da série NFS Underground, porque lá, por mais que a física fosse bem mentirosa, era uma delícia fazer curva com os carros e se sentir completamente no poder da direção.

Acredite, jogando no Switch é bem pior do que nesta imagem

Cuidado com a versão de Switch

Você se importa minimamente com gráficos? Eu me importo, mas confesso que não sou muito exigente – eu jogo Crash ‘N Sane Trilogy em 520p no modo portátil, vai vendo. Porém, o trabalho feito no port de Switch é inexplicavelmente ruim. A resolução é bizarra, os gráficos são muito borrados e atrapalham em certos momentos, a distância do campo de visão é baixíssima. O pior de tudo é que os quadro por segundos ficam constantemente abaixo dos 30fps, o que estragou e muito a experiência de jogá-lo.

Sabe aquela sensação de velocidade que normalmente gostamos em jogos onde você precisa conduzir um veículo? Em Monster Jam Steel Titans isso é comprometido ao extremo. A versão para o console da Nintendo tem sim a capacidade de rodar o jogo em qualidade superior, mas parece que o esforço para concretizar isso não houve aqui. Em jogos assim, precisamos muito de ao menos 60fps para não ter vontade de abandonar em poucos minutos – por mais feio que fiquem os gráficos.

Imagem capturada no Xbox One

Como a desenvolvedora nos cedeu adicionalmente a versão de Xbox One para fins de comparação, consigo dizer que, fora o Switch, a experiência de jogar este jogo em consoles com bom nível de poderio gráfico é relativamente boa. Neles sim existe bem mais sensação de velocidade, mas é pelo fato do jogo quase (bem quase) atingir 60 quadros por segundo em todo o tempo, e mesmo assim acontecem quedas de framerate em alguns momentos. Fora muitos objetos renderizarem na sua frente em certos cenários, o que demonstra uma falta de polimento.

Em que o jogo acerta

Admito que são poucos os pontos positivos deste jogo – pelo menos pra mim -, posso citar os momentos de corrida, upgrade em seu veículo e a variedade de caminhonetes disponíveis (posso chamar de caminhonetes?). Como sou amante de jogos de corrida, esperava encontrar aqui algo mais parecido com isso, mas fui surpreendido negativamente pelo foco em estilo arena. Os modos que se afastam mais do padrão do esporte são bem limitados, mas foram os mais prazerosos que tive em Monster Jam Steel Titans.

Confesso que comecei a gostar um pouco do jogo apesar dos vários problemas e por não ser do meu gosto, mas quando percebi que seu foco definitivamente não era corrida, abandonei minha insistência. Será que o problema foi eu não ter apego ao esporte Monster Jam? Talvez esse jogo apenas não seja para mim e tenha seu brilho para quem conhece esse mundo de perto – mesmo assim, com ressalvas na jogabilidade.

Prós

  • Momentos divertidos de corrida
  • Aprimoramento dos veículos
  • Sensação de progresso
  • Momentos de corrida divertidos

Contras

  • Controles horrendos
  • Erros totalmente punitivos
  • Gráficos tenebrosos no Switch
  • Quedas de quadros por segundo
  • Sem sensação de velocidade

Este review foi feito usando cópias para Switch e Xbox One cedidas pela THQ Nordic