Palworld foi certamente um dos grandes nomes de 2024, por bem e por mal. Desenvolvido pelos japoneses da Pocketpair, o game chegou cativando uma massa enorme de jogadores ao mesmo tempo em que atraiu uma polêmica judicial com a Nintendo e a The Pokémon Company, em uma disputa que está longe de acabar. Ainda assim, a produção do título seguiu a todo vapor, resultando no lançamento de sua versão 1.0, que dá fim ao período de acesso antecipado, trazendo uma mistura de diferentes jogos em um só, mas agora de uma forma mais refinada do que anteriormente.
Desenvolvimento: Pocketpair
Distribuição: Pocketpair
Jogadores: 1 (local) e 1-32 (online)
Gênero: Aventura
Classificação: 10 anos (violência, interação entre usuários)
Português: Interface e legendas
Plataformas: PC, Xbox Series XS, Xbox One, PS5
Duração: 42 horas (campanha)/93 horas (100%)
O mesmo survival de sempre?

Ainda sem focar em contar uma história, Palworld coloca o jogador para assumir o papel de um personagem vítima de um naufrágio. O protagonista acorda sozinho na ilha de Palpagos, um mundo repleto de paisagens habitado por criaturas consideradas juridicamente semelhantes aos Pokémon. O objetivo é sobreviver nela, coletando recursos para construir bases e equipamentos do zero, além de domar esses bichos para colocá-los para trabalhar enquanto se desbrava o mapa, completando os objetivos da campanha principal — que agora está completa, apesar dela ser quase totalmente ignorável, já que essa é uma experiência no estilo sandbox.
Palworld é um jogo de sobrevivência como qualquer outro em vários aspectos, sendo a presença dos Pals seu principal diferencial. Só que, do lançamento em early access até essa versão 1.0, muito mudou no título. O mapa está mais completo, com a adição de novas ilhas e biomas distintos, além da inclusão de novos Pals — e outros que foram redesenhados pelos desenvolvedores para se parecerem um pouco menos com as suas principais inspirações. Muitas mecânicas, indo do combate até a construção, também foram melhoradas. Então, para quem deu uma chance ao game quando foi lançado e gostou do que viu, agora é uma boa hora de retornar a ele, que está em seu melhor estado, sem dúvidas.
Os Pals são a identidade do jogo

Palworld pode ser jogado de forma individual ou em rede, seja em servidores locais, públicos ou dedicados, com até 32 jogadores na mesma sala e suporte ao crossplay entre todas as plataformas nas quais o game está disponível. A experiência single player é funcional, mas o ideal é jogar online, em cooperação com os outros jogadores. Ainda assim, é legal desbravar o mundo por conta própria enquanto se colecionam os Pals e se monta uma base, mas, pela quantidade de sistemas e tarefas existentes no jogo, é melhor fazer isso em equipe.
De longe, a parte mais fascinante do jogo é justamente a de cuidar dos Pals. Não é só colocá-los para trabalhar, porque é preciso zelar pelo estado mental deles e fazer com que não fiquem deprimidos – é um sistema bastante criativo que faz o jogador se importar com o bem-estar de cada um dos carismáticos bichinhos que colaboram com o protagonista. Eles são, no fim das contas, grandes companheiros para a jogatina, servindo como montarias e ferramentas importantes na hora de explorar dungeons quando não estão trabalhando na base.

No entanto, o lado técnico de Palworld ainda não está completamente polido. A interface é poluída ao extremo por causa da infinidade de sistemas presentes no jogo. Nem todas as funcionalidades são bem apresentadas aos jogadores, e muitas ações são associadas a um mesmo botão do teclado, criando bastantes conflitos ao longo da jogabilidade. Na versão de PC, há alguns pequenos travamentos, principalmente ao explorar novas partes do mapa, mas, pelo menos, não chegam a atrapalhar tanto a gameplay.
É legal demais
Palworld é uma experiência agradável, embora sofra com uma interface desnecessariamente complexa. De 2024 pra cá, mesmo com tantos problemas alheios ao jogo, os desenvolvedores claramente se empenharam em produzir um título de qualidade, em um nível condizente com outros games desse gênero de sobrevivência — mas também com diferenciais que, além de fazer com que o jogo seja bastante engraçado, tornam tudo muito único.
Cópia de PC adquirida pelo autor
Revisão: Jason Ming Hong




