O estúdio independente espanhol Digital Sun, em parceria com a 11 bit studios, está de volta com Moonlighter 2: The Endless Vault. Essa sequência do jogo original, lançada em 2018, ainda está em estágio de acesso antecipado, mas já apresenta uma experiência graciosa, polida e com novidades bem-vindas – embora, naturalmente, precise de mais conteúdos.
Desenvolvimento: Digital Sun
Distribuição: 11 bit studios
Jogadores: 1 (local)
Gênero: RPG, Ação
Classificação: 10 anos (violência, linguagem imprópria)
Português: Interface e legendas
Plataformas: PC
Duração: 7 horas (campanha)
Explorando e looteando

Em Moonlighter 2, assumimos o papel de Will, um mercador que parte para aventuras e retorna para vender os itens que encontrou na loja de sua família. A gameplay é centrada exatamente nisso, em um estilo roguelike com vantagens (ou desvantagens) aleatórias que vão sendo concedidas durante cada tentativa – junto com itens que podem melhorar as habilidades do protagonista de forma fixa e facilitar a experiência.
Não que Moonlighter 2 seja um jogo dos mais difíceis. O protagonista tem que ir adiante nos mapas, buscando cada vez mais relíquias sem morrer e, caso isso aconteça, ele precisa tentar novamente desde o começo. Porém, o jogo fica um tanto menos complicado do que o usual para o gênero porque Will é equipado com um pingente que lhe permite retornar para a base rapidamente. Então, é fácil não morrer e perder todos os objetos coletados, desde que se atente a isso ao longo da campanha – que traz várias tarefas extras em adição à premissa básica do RPG, evitando que a experiência fique repetitiva.

A jogabilidade em si não foge dos padrões esperados para um roguelike, com um combate no estilo hack ‘n’ slash combinado com habilidades para tiro à distância e para atordoar oponentes. No entanto, Moonlighter 2 até surpreende um pouco na hora de voltar para a base e vender os itens, porque é necessário decidir o que colocar à disposição dos clientes, precificando cada objeto e trabalhando como caixa nesses momentos. Essa fórmula única da franquia faz com que o game seja bastante criativo, valendo a pena prestigiar a experiência por isso.
Ainda em acesso antecipado

Moonlighter 2: The Endless Vault tem a mesma câmera vista no primeiro jogo da série, mas a principal mudança dessa sequência está no lado gráfico. Os visuais deixaram de ser pixelados em 2D e agora estão totalmente em 3D, em um estilo cartunesco que se enquadra bem com a proposta do RPG. Os mapas possuem um design satisfatório, com clareza, e contam com efeitos de iluminação agradáveis. A versão de PC também se encontra em um estado sólido – há, inclusive, suporte nativo para telas no formato ultrawide, melhorando a bela apresentação do título.
A versão de acesso antecipado de Moonlighter 2 traz uma experiência agradável, com todo o loop de gameplay básico do jogo, de lootear enquanto se explora dungeons no esquema roguelike para depois vender os itens, funcionando perfeitamente em três biomas distintos. Mas, para o lançamento final, os desenvolvedores vão trabalhar principalmente na adição de mais conteúdo para o jogo, com foco em melhorias nos sistemas de venda, além da inclusão de quests e momentos narrativos adicionais e, claro, mais itens para coletar e mais inimigos e chefes para derrotar.

Os responsáveis também planejam realizar aprimoramentos de qualidade de vida e na interface, tudo com base no feedback da comunidade. Mas tudo isso, provavelmente, vai demorar um tempinho para ser implementado em Moonlighter 2. O planejamento da equipe é manter o jogo em estado de acesso antecipado pelo período que for necessário, sem previsão para o lançamento de uma versão final para todas as plataformas – por enquanto, o RPG é exclusivo de PC, através da Steam e da Microsoft Store. Mas, com certeza, aguardar até esse momento valerá a pena.
Um roguelike legal
Moonlighter 2: The Endless Vault muda com sucesso o loop básico de um roguelike para algo tipicamente maior do que isso, com boas novidades entre uma tentativa e outra. Mesmo em early access, já é um bom jogo que merece atenção, tanto para quem gosta da série quanto para novos fãs, já que é fácil pegar o ritmo de como se joga.
Cópia de PC cedida pelos produtores
Revisão: Jason Ming Hong




