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Review Minishoot’ Adventures (Switch 2) – Atire, desvie e explore

Minishoot’ Adventures é mais do que parece: não é apenas um bullet hell twin-stick e shoot ’em up, mas integra essa jogabilidade em uma estrutura metroidvania. Juntando isso com uma jogabilidade desafiante, divertida e fluida, temos um jogo excelente e viciante.

Desenvolvimento: SoulGame Studio, Seaven Studio
Distribuição: Seaven Studio
Jogadores: 1 (local)
Gênero: Ação, Aventura, Tiro
Classificação: Livre
Português: Legendas e interface
Plataformas: PC, PS5, Switch, Switch 2, Xbox One, Xbox Series X|S
Duração: 7 horas (campanha)/11.5 horas (100%)

Atire pra todo lado, não apenas em linha reta

Dependendo de onde for essa sala, pode precisar dar uma viajada até voltar lá
Há várias seções em que a sala fecha e devemos vencer todos os inimigos para avançar

Lançado em abril de 2024 para PC, Minishoot’ Adventures chega agora aos consoles. O jogo tem uma história, contada em pouquíssimas cenas e algumas frases escritas na tela. Mas, honestamente, isso é de pouco interesse aqui, com o foco sendo totalmente na gameplay. Após algumas apresentações, somos lançados ao mundo com nosso tiro simples e encorajados a seguir adiante.

Minishoot’ Adventures é uma mistura de elementos. Controlamos uma navezinha que atira sem parar – um shoot ’em up. Atiramos na direção em que apontamos com o analógico direito, enquanto nos movimentamos com o esquerdo, no que chamamos de twin-stick ou alavanca dupla. Os inimigos atacam com uma quantidade imensa de projéteis, o clássico bullet hell. Porém, o maior diferencial é que tudo isso é integrado em um mapa único e interligado que vamos desvendando aos poucos e acessando novas áreas à medida que adquirimos novas habilidades, como costumamos ver em metroidvanias.

Aprimore a nave

As pedras embaixo na tela só podem ser destruídas depois que pegamos o tiro especial
Cores dos inimigos vão mudando à medida que são atingidos

Começamos apenas com o movimento e o tiro simples e vamos explorando o ambiente ao nosso redor. A navezinha anda muito fluidamente e os tiros saem com tranquilidade, sendo um jogo muito prazeroso de se controlar. De cara, já fica claro que esse não é um shooter com tela rolando automaticamente e, aos poucos, vamos avançando e o aspecto metroidvania do game vai ficando mais evidente. Há locais secretos, itens para coletar, upgrades para aprimorar a nave.

Ao longo das telas, vamos encontrando os diversos inimigos, que atacam com as inúmeras balas no estilo bullet hell. São vários tipos de inimigos espalhados pelo mapa, com padrões de disparos diferentes e que sempre exigirão agilidade da sua parte, além de testar os limites da sua visão periférica. As coisas podem se tornar ainda mais caóticas em telas que vários inimigos se juntam, exigindo ainda mais de suas habilidades.

Dificuldade no ponto certo

Posteriormente você destrava localização dos itens e porcentagem completada
Mapa vai sendo liberado à medida que encontramos suas peças nos cenários

Mas em nenhum momento senti que o jogo foi injusto ou apelativo, com os combates sendo sempre divertidos, tanto que ao morrer, você vai querer imediatamente voltar e tentar novamente. Minha crítica é que, apesar do mapa não ser muito grande, senti que faltou um transporte rápido, seja para voltar mais facilmente quando morria ou para voltar em áreas anteriores para explorar. Ao menos dentro das “dungeons”, você volta ao começo dela.

Quanto à nave, ela vai progredindo ao longo da aventura. Além de aprimorar nosso tiro básico, ganhamos uma corrida e um tiro especial que utilizam a bateria que carrega automaticamente o terminar. Há outros movimentos menores que podem ser usados basicamente uma vez por batalha: desacelerar o tempo, chamar naves auxiliares e um disparo circular para sair de enrascadas.

À medida que derrotamos inimigos, ganhamos cristais, que são a experiência do jogo, também podendo ser possível coletá-los pelas fases. Ao atingir determinada quantidade, ganhamos um ponto de nível, que podemos então gastar para aprimorar os mais diversos aspectos da nave, como o dano, cadência e distância do tiro básico, velocidade da nave, eficiência dos movimentos auxiliares, entre outros. O desenvolvimento é bastante natural e aos poucos você vai se sentindo cada vez mais poderoso e estimulado a explorar novas áreas.

Adaptável ao seu gosto

Mesmo nos chefes a estratégia é a mesma: foque em desviar e apontar para os inimigos
Batalhas com chefes elevam o desafio a outro patamar

Como comentei, não senti o jogo injusto ou apelativo na dificuldade. Porém, para quem achar o modo normal difícil ou quiser um desafio realmente grande, as opções de dificuldade estão lá para ajustar o game ao gosto de cada um. Em suma, é um jogo bastante divertido, agradável de ser controlado e que tem aquele senso de exploração e recompensa que os bons metroidvanias nos causam. Além das lutas, encontramos também alguns pequenos puzzles e até alguns desafios de corrida.

Isso tudo vem embalado em um jogo muito bonito, com ótimos efeitos nos tiros, bonitos cenários e ótimas músicas e efeitos sonoros. Só é uma pena que há pouca variedade nos cenários, não havendo uma grande diversidade nos biomas que exploramos. A versão de Switch 2 roda perfeitamente, com melhor resolução e taxa de quadros em relação ao Switch 1.

Venha aprimorar sua nave e explorar

Minishoot’ Adventures é um excelente jogo indie, com uma proposta inovadora e divertida que é executada com maestria. Fica a recomendação tanto para fãs de shoot ’em ups quanto de metroidvanias mas, além disso, para qualquer um que gostar de um jogo muito bem feito, porque você vai querer explorar todo canto do mapa.

Cópia de Switch 2 cedida pelos produtores

Revisão: Julio Pinheiro

Minishoot' Adventures

9

Nota final

9.0/10

Prós

  • Jogabilidade fluida e divertida
  • Segredos e itens escondidos incentivam a exploração
  • Ótimos gráficos e direção de arte

Contras

  • Pouca variedade nos ambientes do mapa
  • Faltou transporte rápido